Qual versão do novo Renault Duster 2021 vale mais a pena?

Nova geração do SUV lembra muito o Jeep Renegade e não apenas no estilo das lanternas: também no motor fraco e no consumo elevado.

Imagem de Camila Torres

Camila Torres

Jornalista

24 de Setembro de 2020 às 11:05

·

Atualizado há um mês

Qual versão do novo Renault Duster 2021 vale mais a pena?

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Camila Torres

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24 de Setembro de 2020 às 11:05

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Ao avaliar o Renault Duster, é possível perceber que não são apenas as lanternas traseiras que o modelo tem em comum com o Jeep Renegade. 

Os dois deixam a desejar quando se exige um pouco mais do motor e podem ser considerados SUVs “gastões”. Mas o que está em questão mesmo aqui é: qual versão do novo Renault Duster mais vale a pena?

Antes de responder essa pergunta, discorremos um pouco sobre o design, espaço, desempenho e consumo do SUV. Mas os principais quesitos que definem qual é a versão do Duster que tem o melhor custo-benefício são preço e itens de série.

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Novo Renault Duster 2021: versões e preço

Zen 1.6 Manual: R$ 77.390

Intense 1.6 CVT: R$ 92.390

Iconic 1.6 CVT: R$ 96.390

Design

O novo Renault Duster tem o design bem acertado e continua com uma robustez que já agrada os consumidores há alguns anos. A dianteira, mesmo com as mudanças, continua com uma estética muito característica do modelo. A grade se estende de um farol ao outro, mas não segue a tendência de amplitude do modelo e está mais fina, o que deixou o visual mais equilibrado e, podemos dizer, refinado. 

O SUV tem ainda vincos laterais marcantes para trazer uma pegada mais “parruda”, o que o deixa até mais imponente que outros carros de seu segmento. Na traseira, o que mais chama atenção são as lanternas, que parecem vir emprestadas do Jeep Renegade, mas se encaixaram muito bem no novo Duster. 

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No geral, o modelo é agradável aos olhos e continua oferecendo o design esperado de um SUV urbano, mas que impõe um certo respeito e passa a sensação de valentia para encarar vias com graus mais elevados de ondulações e buracos.

Espaço e conforto

O novo Renault Duster tem boas dimensões para a categoria: são 4.376 mm de comprimento, 2.673 mm de entre eixos, 1.832 mm de largura e 1.693 mm de altura e 475 litros de porta-malas.

O SUV da marca francesa é maior em todas as medidas que o Jeep Renegade, Nissan Kicks e Volkswagen T-Cross. Por dentro, é possível perceber como esses centímetros a mais fazem a diferença. 

Quem vai atrás conta com um bom espaço para as pernas, assim como um vão livre entre a cabeça e o teto que proporcionam conforto. E a largura, uma das dimensões que mais impactam no espaço entre um passageiro e outro, também é o suficiente para uma viagem cômoda. Isso faz com que o Renault Duster mereça o título de um bom carro para famílias. 

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Os bancos, tanto dianteiros como traseiros, são bem acertados e macios. Depois de fazer uma viagem longa, é possível dizer que eles também são confortáveis. Uma pena que o acabamento não esteja à altura. 

Até a versão topo de linha não conta com bancos em revestimento que simula couro. Mas, para os que fazem questão, é possível comprar um pacote adicional por R$ 1.700 que está disponível apenas nas versões Intense e Iconic.

Desempenho de Renegade 1.8

Adeus versões 2.0! E enquanto o novo Duster não recebe motor 1.3 turbo – previsto para estrear no ano que vem -, o que nos resta é o velho bom de guerra 1.6 flex de 120 cv e 16,2 kgfm de torque, responsável por munir as três versões do novo Renault Duster 2021. 

Este motor 1.6, casado com o câmbio CVT, proporciona uma direção confortável, principalmente no trânsito intenso das cidades. Mas a sensação de motor fraco se faz presente ao pisar mais fundo no acelerador, pois o SUV se mostra um pouco tardio nas respostas. No entanto, nas vias em que é possível acelerar um pouco mais, o modelo se sai bem depois que pega o embalo.

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Na saída do semáforo ou em retomadas também é possível constatar uma certa lerdeza. Quando isso acontece, percebemos que, bem... não são apenas as lanternas que o Duster tem em comum com o Renegade. Os números de 0 a 100 km/h não deixam mentir:

Renault Duster Iconic 1.6 CVT: 0 a 100 km/h em 12,4 s

Jeep Renegade Limited 1.8 AT6: 0 a 100 km/h em 11,8 s

Nas subidas é onde mais se nota o esforço do Renault Duster para dar conta do recado: É preciso afundar o pé no acelerador para obter a resposta necessária. O câmbio CVT tem um pouco de culpa nisso também, já que precisa alcançar um giro mais alto para reagir. 

Na versão manual, esse problema não fica tão em evidência, já que o tipo de caixa torna as respostas mais ágeis e, obviamente, a responsabilidade das trocas de marcha passam a ser suas. Tanto que o 0 a 100 km/h cai para 11,4 s. Mas aí, perde-se a comodidade. 

Prepare-se para visitar mais vezes o posto

Renault Duster 1.6 MT 2021: 7,7 km/litro na cidade e 7,8 km/litro na estrada com etanol; 11,2 km/litro na cidade ou estrada com gasolina.

Renault Duster 1.6 CVT 2021: 7,2 km/litro na cidade e 7,8 km/litro na estrada com etanol; 10,7 km/litro na cidade e 11,1 km/litro na estrada com gasolina. 

Antes de qualquer coisa, é preciso frisar que autonomia não é ponto forte do Renault Duster. Até o Jeep Renegade com motor 1.8 e câmbio automático, que tem fama de “gastão”, é mais econômico. E o modelo já é muito criticado por isso, mas esse foi o preço que a Renault escolheu pagar ao não equipar o modelo com um propulsor turbo (ainda).

Comparando as versões, como é de se esperar, a com câmbio manual oferece mais economia de combustível (mas ainda bebe com certa vontade). No entanto, a diferença é pequena, até porque todas versões são equipadas com o mesmo propulsor. 

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Uma curiosidade é a autonomia do novo Duster com transmissão manual ser praticamente a mesma tanto em vias urbanas como rodoviárias, e com qualquer um dos combustíveis. 

Em relação à geração anterior, o Renault Duster na versão manual está menos econômico, enquanto as configurações CVT ganharam mais autonomia, mas nada muito relevante. 

Para quem busca economizar, a versão de entrada parece vantajosa. Mas, pensando no custo-benefício, as outras duas versões são mais interessantes, pois oferecem o conforto de um câmbio CVT com uma autonomia muito próxima do modelo manual. 

Principais itens de série

Zen: câmbio manual de cinco marchas, rádio MP3 com Bluetooth, chave canivete, ar-condicionado manual, retrovisores externos com comando manual, rodas de aço, retrovisores externos na cor preta e barras de teto na cor preta.

Intense: itens da versão Zen + câmbio CVT, central multimídia de 8", chave presencial, ar-condicionado automático retrovisores externos elétricos, rodas de liga leve aro 16 com pintura prata, volante revestido com couro sintético, piloto automático com limitador de velocidade, sensor de estacionamento traseiro e faróis de neblina.

Iconic: itens da versão Intense + chave-cartão com sensor presencial, rodas diamantadas em liga leve aro 17, detector de ponto cego, acendimento automático dos faróis e sistema de câmera 360º.

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Todas versões do Renault Duster contam com: volante com regulagem de altura e profundidade, bancos de tecido, Start/Stop, direção elétrica, modo Eco, assistente de partida em rampa, repetidores laterais de indicação de direção e duas luzes de ré.

As configurações têm ainda controle de tração e estabilidade, freios ABS, duas posições Isofix no banco traseiro, airbag duplo frontal e vidros dianteiros e traseiros com função um toque e sistema antiesmagamento.

A versão ‘Zen’, conta com uma lista de itens de série enxuta para os R$ 77.390. A configuração ‘Intense’ já é mais completa, com itens que fazem sentido para a categoria, mas custa R$ 15 mil a mais. 

A ‘Iconic’ traz itens que deixam a dirigibilidade mais segura e confortável, como alerta de ponto cego e acendimento automático dos faróis, mas é R$ 3 mil mais cara. 

Qual versão do Renault Duster comprar?

Vamos começar pela versão que se mostra menos vantajosa, a topo de linha Iconic. Pois é R$ 3 mil reais mais cara e oferece itens que já deveriam estar incluídos na versão intermediária Intense. 

Já a versão Zen tem uma lista enxuta, mas para quem está em busca do seu primeiro SUV 0 km tem um preço atraente. Só fica devendo o câmbio CVT, mas há quem ainda adore o bom e velho câmbio manual. 

Mas, para quem busca um design agradável aos olhos, uma dirigibilidade mais confortável e uma lista com mais itens de série, a versão Intense com câmbio CVT é a mais apropriada. 

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No geral, o Renault Duster fica devendo no desempenho e autonomia, pode melhorar futuramente com a chegada de um motor turbo. Mas a estética já é de impor respeito na concorrência. 

A lista de itens de série também pode melhorar, mas por enquanto vai compensando com o espaço maior que a maioria dos rivais e com o conforto acima da média, mesmo com um acabamento popular. 

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