10 carros que fazem a alegria da conta bancária de todo mecânico

Esses dez modelos garantem a renda queridinhos dos mecânicos, pois seus donos são clientes fiéis das oficinas e estão sempre pagando caro para tê-los rodando
Por Camila Torres
07.09.2021 às 11h:00 • Att. há cerca de cerca de 2 meses
Esses dez modelos garantem a renda queridinhos dos mecânicos, pois seus donos são clientes fiéis das oficinas e estão sempre pagando caro para tê-los rodando

Todo mecânico ama esses dez carros. Não estamos falando de modelos que um profissional sonha ter na garagem. Longe disso. É o tipo de amor por conveniência mesmo. Sabe aquele cliente fiel, que frequenta sempre o estabelecimento e deixa um bom dinheiro ali periodicamente?

É esse o caso. Esses dez carros são queridinhos dos mecânicos porque, graças a eles, todo mês tem algum serviço garantido. Afinal, praticamente qualquer pessoa que comprar um desses carros vai ter que ficar amigo do gerente da oficina, até para poder barganhar desconto no valor do serviço e usar o dinheiro economizado em uma terapia. 

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Querido leitor, se você não for nem mecânico nem psicólogo, saiba que todas as brincadeiras aqui feitas são com muito respeito, ainda mais se você já tiver passado por alguma insatisfação com esses carros, ou se ainda está para passar pelo prejuízo.

Mas veja bem, Machado de Assis já dizia em seu livro Quincas Borba: “E enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor”. 

Se você planejava comprar um desses carros, mas não está a fim de gastar muito dinheiro com aquele seu mecânico de confiança, essa é a hora de dizer ao vendedor que precisa pensar e nunca mais voltar. Enfim, depois de firulas, conselhos e reflexões sobre a vida, vamos ao que interessa: o ganha-pão das oficinas mecânicas brasileiras.

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10 Carros para qualquer mecânico ganhar dinheiro 

1. Land Rover

Esses dez modelos garantem a renda queridinhos dos mecânicos, pois seus donos são clientes fiéis das oficinas e estão sempre pagando caro para tê-los rodando

Os mecânicos amam os carros da Land Rover, porque sabem que em algum momento, mais cedo ou mais tarde, eles vão dar problema, e vai ser um problema caro. 

Isso não quer dizer que os carros da marca são ruins. Pelo contrário, são modelos maravilhosos e com materiais de qualidade. A questão é que, diferente de muitos outros carros, os problemas do Land Rover custam muito mais caro para resolver. 

Vamos pegar como exemplo o Range Rover Evoque, um modelo que tem dez anos de mercado e que já conquistou má fama de ter um defeito crônico nas turbinas. Para trocá-las, a pedida é mais de R$ 7 mil, sem contar a mão de obra. 

E olha que esse é um dos probleminhas mais baratos. Por isso, que mecânico não vai amar um carro lucrativo como esse?
 

2. Citroën C4 Pallas com câmbio AL4

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A Citroën não estendeu muito a estadia do C4 Pallas no Brasil, o modelo ficou por aqui apenas seis anos, de 2007 a 2013. Mas foi o suficiente para ficar conhecido entre a maioria dos mecânicos o problema crônico do câmbio automático de quatro marchas, o AL4. 

Entre as principais queixas dos donos estavam: dificuldade para engatar, redução de marcha na hora errada e trancos nas trocas de marchas, fora quando o câmbio resolve simplesmente travar. 

A situação ainda é pior porque o brasileiro adora fazer piada com carro francês. Não dá nem para reclamar com os amigos sem passar ainda mais raiva.

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O Citroën C4 Pallas com câmbio AL4 é praticamente a garantia que o mecânico nunca vai ficar sem serviço. Quando um carro como esse chega na oficina, eles até devem apostar se é problema de câmbio de novo ou não. E quem apostar que sim provavelmente vai ganhar. 

Considerando o histórico desse câmbio, que inclusive se estende a outros modelos da PSA, não há muitas alternativas: ou o cliente separa a “fatiazinha do mecânico” mês a mês ou deixa para chorar ao assinar o cheque de uma vez. A única certeza é de que ele vai ter que gastar. 

 

3. Peugeot 307

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“Peugeot entrou na oficina, pode cobrar mais caro”, já dizia um velho conhecido de um dos jornalistas aqui da redação. Brincadeiras à parte, vamos ao que interessa. Um dos problemas crônicos do Peugeot 307 também é o câmbio, afinal se trata do mesmo AL4 usado no Citroën C4 Pallas.

Esse câmbio deu tanto problema que os donos fizeram até uma petição pública na internet, com mais de 1.200 assinaturas, para que o grupo PSA fizessem um recall. Não foi o suficiente para a fabricante tomar alguma providência a respeito.

Os problemas não acabam por aqui: a suspensão é outro item que dá prejuízo para o consumidor. Muito mal acertada e combinada ao balanço dianteiro longo, apesar de não ser um carro esportivo, o 307 requer muita manha do motorista para não raspar a frente em lombadas e depressões.

A durabilidade das buchas e batentes da suspensão dianteira também é questionada pelos donos. Há relatos de que foi necessário trocar as peças antes mesmo dos 50 mil quilômetros rodados.
 

4. Qualquer Ford Powershift

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Apesar de não ser de origem francesa, o câmbio Powershift da Ford já foi motivo de muita raiva e de muita piada entre os donos, e de muito lucro para os mecânicos. Se a única certeza que temos na vida é a morte, uma segunda quase certeza é que um dono de carro com Powershift vai ter problema. 

Durante anos, a Ford ainda seguiu fazendo a linha de desentendida. O caso veio à tona da pior forma possível quando o jornal The Detroit Free Press publicou uma reportagem cujo título afirmava: A Ford conhecia a transmissão defeituosa dos modelos Focus e Fiesta e o vendeu mesmo assim.

A reportagem conta que vários engenheiros alertaram que os modelos citados acima tinham problemas na caixa de câmbio, mas a direção da Ford simplesmente ignorou e lançou os carros. Mais tarde, as reclamações foram surgindo pelos quatro cantos.

Há relatos de trepidações exacerbadas, ruídos, desacelerações e acelerações repentinas, trancos e travamentos. Porém, um recall nunca foi convocado. 

O que a Ford fez foi estender a garantia da transmissão de três para cinco anos e lançar a segunda geração do câmbio com algumas alterações. Antes disso, os mecânicos já até sabem como resolver o problema e como cobrar muito bem por isso. 

 

5.  VW Golf com câmbio DSG

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Ainda estamos no quinto modelo da lista e já citamos quatro vezes problemas com câmbio. Isso mostra o quão importante, na hora da compra, é dar atenção não somente para o motor, mas também para a transmissão. 

Embora a Volkswagen seja bem-quista pelos consumidores e donos de oficinas, o Golf com câmbio DSG está com o filme bem queimado na praça. 

Os proprietários dizem que de uma hora para outra o câmbio simplesmente para de funcionar com o carro ainda em movimento, ou não engata nenhuma marcha ao dar partida. Imagine o desespero. Ou, pior, em casos extremos o carro chegou até a engatar a ré sozinho, como disse um dos proprietários em entrevista para Quatro Rodas

Alguns modelos da Audi, como A1 e A3, que usam a mesma caixa, tiveram problemas semelhantes.

Embora muito menos raros do que os problemas do Powershift, quem precisar consertar a caixa DSG de um Golf ou Audi precisa estar preparado para orçamentos às vezes na casa de R$ 40 mil. Vai encarar?

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6. Volkswagen Amarok

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Mesmo tendo sangue Volkswagen correndo nas veias, a Amarok só conseguiu cair nas graças dos mecânicos, pois com o público em geral a fama não é das melhores. Isso porque, quando falamos dos problemas da picape, a lista é um tanto quanto extensa. 

Para nossos leitores não acharem que é exagero, vejam só as principais reclamações que os donos mandaram para os nossos colegas do Notícias Automotivas:

  • Correia dentada (ela quebra      com tanta assiduidade que a VW criou até um aspirador para tentar      solucionar o defeito)
  • Cruzeta do cardan
  • Fechaduras das portas
  • Válvula EGR
  • Sonda lâmbda
  • Bicos injetores
  • Embreagem nas versões manuais

Com a picape da Volkswagen os mecânicos podem até escolher o problema que querem resolver. E, como já se sabe, manutenção e reparo de picape média não são nem um pouco baratos. 

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7. Jeep Grand Cherokee

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O Jeep Grand Cherokee cai no mesmo problema que os modelos da Land Rover, qualquer coisa que quebrar ou que precisar trocar vai custar muito, muito, muito caro.

Quer uma prova? O empresário Anael Fahel gravou um vídeo que viralizou para compartilhar sua desagradável e traumática experiência com um Jeep Cherokee 2018 com apenas 43 mil km rodados. 

Na ocasião, o modelo havia simplesmente apagado no meio da rodovia, tendo que ser guinchado pela seguradora até a concessionária da marca. Três semanas depois, veio a notícia: o problema era na bomba injetora, mais precisamente nos bicos de injeção. 

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Não parecia que poderia ser tão ruim, mas no final das contas foram cobrados inacreditáveis R$ 223.631,66. O empresário jurou que levaria a marca e a concessionária à Justiça.

Esse é apenas um dos casos que é cobrado um valor estratosférico por um reparo no primo importado do Jeep Renegade e Compass. Claro que foi um dos mais caros, mas bastam 15 minutos de conversa com um mecânico para saber que os problemas do Cherokee podem ser bem lucrativos.

 

8. Audi A3 1.8 Turbo

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O Audi A3 importado entre 2014 e 2016 talvez seja o menos querido da lista pelos mecânicos. Não é porque dá menos problemas que os outros, é que ele é quase uma bomba ambulante. 

Para começar ele usa o câmbio DQ200 de sete marchas e dupla embreagem a seco que tem problemas crônicos a começar pelo barulho. Essa transmissão é usada tanto nas versões 1.4, como 1.8 do modelo. 

Outro item que apresenta muitos problemas é o cabeçote, algumas vezes pela carbonização nas válvulas de admissão outras vezes no tensionador da corrente. Cada dia um problema diferente. 

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Espera aí, que ainda não acabou. Esse Audi A3 de que estamos falando passou por nada menos que três recalls:

  • O primeiro foi na bomba de      combustível das versões 1.4 e 1.8 de 2014. 
  • O segundo foi em 2015, no      airbag do passageiro dianteiro, dá até para relevar, pois só envolveu uma      unidade.
  • O último foi em 2016, dessa vez o problema era      nas barras de direção da versão 2.0. 

Ou seja, o Audi A3 (2014-2016), vai dar problema em algum momento e não vai ser barato. Dependendo do que for o mecânico vai amar faturar uma grana a mais, porém, se for muito sério talvez ele chute para outro, porque ninguém aguenta desarmar bomba toda hora.
 

9. Chevrolet Captiva V6

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Por que será que o Chevrolet Captiva V6 é mais barato no mercado de usados que a versão com motor 2.4? O SUV é outro que tem sérios problemas com o câmbio, muito mais frequentes quando combinado com o motor V6, que, vale lembrar foi substituído em 2011 por um mais potente. 

Trocar qualquer peça da transmissão já tem um custo elevado, mas quando é necessário trocar a própria transmissão, o preço pode ser equivalente ao de um carro popular usado. 

As principais queixas na internet estão relacionadas ao câmbio e vão desde rompimento de molas, passando por falhas nos módulos até a quebra total da peça. Por isso, esse carro está na lista de queridinhos dos donos de oficina. 

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10. Mitsubishi Pajero TR4

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O maior problema do Mitsubishi Pajero TR4 é a manutenção caríssima. É um bom carro ou um SUV de verdade como dizem outros. A questão é que cada vez que o dono vai à oficina realizar algum serviço fortuito, terá problemas para fechar o orçamento. 

Como estamos falando de um modelo que começou a ser produzido no Brasil em 2003, a dica é dar preferência para as versões mais novas, como de 2010 a 2015, quando o modelo deixou de ser fabricado. 

Nós sabemos que os modelos da Mitsubishi são muito respeitados no mercado brasileiro e no mundo. Porém, em terras tupiniquins, para tirar qualquer carro da marca da concessionária, o consumidor paga caro. Na oficina não seria diferente.

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Mesmo com toda essa reputação renomada, não existe carro perfeito. As principais falhas que o modelo pode apresentar estão relacionadas a vazamentos na caixa de câmbio (olha o câmbio aqui de novo para fechar a lista), ou barulhos e dificuldades ao acionar a tração reduzida. 

O câmbio grita mesmo, principalmente em rotações baixas, mas nem sempre é um problema, só uma característica. Apesar de serem poucas as falhas e avarias do Pajero TR4, todo carro precisa de manutenção até mesmo preventiva. Quando esse dia chega, é aquele ditado: “É aqui que o filho chora e a mãe não vê”.

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