Renault Duster: qual será o futuro do SUV no Brasil?
São atualmente 13.332 unidades vendidas para o Renault Duster neste ano. O SUV compacto, que foi um dos primeiros produtos da categoria a chegar ao Brasil, vive em ostracismo e longe do sucesso feito no passado.
Ainda que ofereça duas opções de motores, sendo a mais básica 1.6 aspirada flex de 112 cv de potência e 15,6 kgfm de torque, e a mais potente 1.3 turbo flex de 163 cv de potência e 27,5 kgfm de torque, o Renault Duster parou no tempo e está desatualizado.
Entre suas principais qualidades, estão o espaço interno, porta-malas generoso e personalidade com visual bem característico. Ainda que tenha feito sucesso por aqui, o modelo tinha futuro incerto – pelo menos até semana passada.
De acordo com os colegas do site Auto Esporte Cauê Lira e Marcus Celestino, o novo chefão da Renault no Brasil, Ariel Montenegro, afirmou que o modelo “é um carro super querido e que traz um apelo bem importante ao mercado. A saga Duster tem que continuar. Mas, por enquanto, ainda temos muito a fazer.”
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O executivo é claro em suas palavras ao dizer que o modelo seguirá no Brasil. E se tem “muito a fazer”, as unidades vistas em testes em nosso território podem responder o mistério. Os Duster camuflados rodando em avaliação mostram que o modelo está em estudo para o nosso mercado.
A nova leva de produtos da Renault para o mercado brasileiro é uma grande evolução contra produtos da última década. O Renault Kardian foi o primeiro apresentado, usando plataforma RGMP, e o segundo será o Boreal, um SUV de porte médio que será rival de Ford Territory, Jeep Compass, VW Taos, Toyota Corolla Cross e modelos chineses.
A marca francesa já prometeu a picape Renault Niágara para o nosso mercado em 2027, e o ano que vem pode ser inteiramente para apresentação do Renault Duster, que é construído sobre a mesma plataforma.
Divulgação/Renault
Trata-se de uma estrutura modular que permite aplicação de motor elétrico e formação de trem de força híbrido. E é isso que se espera para a próxima geração do Duster no Brasil, principalmente com a evolução dos carros chineses nesse quesito.
Já apresentado em outros mercados, o Duster tem até opção com tração 4x4. Na Colômbia, por exemplo, o modelo foi apresentado com motor 1.2 turbo e sistema híbrido leve de 48V, tendo 131 cv e 23,9 kgfm.
Para o Brasil, a solução mais esperada é a que acopla o motor 1.3 turbo flex ao sistema 48V, mas nada impede a chegada desse novo propulsor 1.2. Afinal, as regras de emissões estão cada vez mais rigorosas, e a usina 1.6 flex atual não deve ficar muito tempo na prateleira.
Como é o novo Renault Duster?
Divulgação/Renault
O novo Duster terá visual idêntico ao europeu, mas assim como Kardian e Boreal, tentará se distanciar da subsidiária Dacia. Isso quer dizer que teremos assinatura “Renault” por extenso na grande frontal e emblemas da marca francesa – ainda que um dos protótipos aqui exponha a logo da montadora romena.
Com linhas bem vincadas, o novo Duster mais parece uma releitura da primeira geração com pegada atualizada e tecnológica. Por isso, faróis e lanternas são de LED, e vemos uma boa dose de robustez no formato quadrado e na boa altura do solo.
Por dentro, telas digitais para painel de instrumentos e multimídia. O SUV ainda oferece carregador por indução e outras perfumarias para os ocupantes.
Divulgação/Renault
Com a fala do atual presidente da Renault no Brasil, podemos esperar pela continuidade do Duster em nosso mercado, mas com mais requinte e tecnologias contra os rivais. A aposta da Mobiauto é a de que o SUV seja apresentado no próximo ano.
Por Renan Bandeira
Gerente de conteúdo
Formado em mecânica pelo Senai e jornalismo pela Metodista, está no setor há 5 anos. Tem passagens por Quatro Rodas e Autoesporte, e já conquistou três prêmios SAE Brasil de Jornalismo. Na garagem, um Gol 1993 é seu xodó.
