Renault Duster: como Boreal antecipa nova geração do SUV no Brasil
O Renault Duster é um dos SUVs mais icônicos do Brasil. Uma nova geração do modelo roda por aqui, ainda camuflado de maneira densa e com o logotipo Dacia, uma subsidiária de baixo custo do grupo que a marca francesa tenta se distanciar.
Foi por meio da Dacia que a Renault teve no Brasil projetos como Logan e Sandero, por exemplo. E no lançamento do Kardian a fabricante deixou claro que busca se distanciar desse passado para vender carros de maior valor agregado.
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O Renault Kardian foi o primeiro produto dessa nova fase, o Boreal, apresentado neste ano, será o segundo, e o Duster tem potencial para ser o terceiro. Ainda que não tenha sido confirmado para o nosso mercado, como já foi a picape Niágara, o SUV intensificou seus testes por aqui, indicando a possível chegada.
Renato Maia/Falandodecarro
E a relação com o Boreal pode antecipar novidades importantes para o modelo. Começando pelo visual com grade marcante e sistema de iluminação com DRL que se perde na grade e que é dividida em dois pontos. A marca apostou em linhas bem vincadas na carroceria. Na traseira, as lanternas são estreitas e horizontais.
É um modelo de porte médio. Suas medidas são 4,56 metros de comprimento e 2,70 m de entre-eixos. Ele é maior que um Jeep Compass, mas menor que os chineses BYD Song Plus e GWM Haval H6, e o entre-eixos é o mesmo que o de um Toyota Corolla Sedan.
O Duster, claro, é menor. São 4,34 metros de comprimento, com 2,66 m de entre-eixos. É praticamente um irmão do Nissan Kicks de nova geração, nas duas medidas.
Divulgação/Renault
Podemos esperar pelo Duster com um visual de Boreal, mas em medidas reduzidas. Ou seja, teremos pela primeira vez, então, o SUV com linhas diferentes das que acompanharam por toda sua trajetória até aqui.
E por dentro, haverá mais novidades. Com o Boreal revelado, o novo Duster deve chegar com tela de 10 polegadas para o painel de instrumentos e outra com 10 polegadas para a multimídia - essa ultima que deve conectar Android Auto e Apple CarPlay.
As peças de painel frontal, das portas e console central, assim como os bancos, devem ter formatos parecidos com o do Boreal. Uma relação dos SUVs parecida com a que vemos entre T-Cross e Taos, no catálogo da Volkswagen.
Renan Rodrigues/Mobiauto
Caso realmente chegue ao Brasil, o novo Duster deve usar motores 1.0 turbo flex e 1.3 turbo flex. O primeiro rende até 125 cv de potência 22,4 kgfm de torque, trabalhando com um câmbio automatizado de seis marchas.
Enquanto o segundo rende 163 cv de potência e 27 kgfm de torque, usando um câmbio automático do tipo CVT, que simula oito trocas.
No entanto, não devemos ver no SUV um conjunto híbrido. Afinal, o Boreal, que é um SUV maior e com valor agregado elevado, não será apresentado no Brasil com versões híbridas, o que torna um pouco distante o sonho de ver um Duster com tal tecnologia em um primeiro momento.
Ainda que não haja informações sobre a chegada do novo Duster, seus testes intensificados indicam o lançamento de uma nova geração. Resta saber quando isso acontecerá, mas podemos esperar por valor parecidos com os do Nissan Kicks, tendo preços entre R$ 160 mil e R$ 210 mil.
Por Renan Bandeira
Gerente de conteúdo
Formado em mecânica pelo Senai e jornalismo pela Metodista, está no setor há 5 anos. Tem passagens por Quatro Rodas e Autoesporte, e já conquistou três prêmios SAE Brasil de Jornalismo. Na garagem, um Gol 1993 é seu xodó.
