Novo VW Nivus: por que visual do T-Roc é importante para o SUV cupê
A Volkswagen se prepara para lançar a nova geração do T-Roc na Europa. A primeira aparição do modelo deve ser no Salão de Munique, na Alemanha, que acontece na próxima semana. Mas o que isso tem a ver com o Brasil?
Embora o Volkswagen T-Roc nunca tenha sido sondado – e não virá - ao Brasil, o modelo em sua nova geração terá papel importante na trajetória de outro SUV compacto por aqui: o VW Nivus.
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Ambos os modelos são cupês. Mudam as medidas, claro, que o Nivus é um compacto, enquanto o T-Roc é um modelo de porte médio, derivado do Golf. E o SUV fabricado no Brasil usará o primo maior como base de design para sua próxima geração por aqui.
Mobiauto já contou os detalhes dessa nova geração. Vale lembrar que atualmente a Volkswagen toca ao mesmo tempo os desenvolvimentos das novas gerações de Nivus e T-Cross. Internamente, os códigos que eram Nivus NF e T-Cross NF mudaram, e os veículos passaram a responder pelas nomenclaturas VW 213 e VW 226, respectivamente, ou Saga e ASUV, também na mesma ordem.
Ambos serão construídos sobre a nova plataforma MQB Hybrid que será produzida na unidade da Anchieta. Com ela, os SUVs ficarão maiores, com o Nivus chegando à medida do Fastback, e o T-Cross se aproximando dos números do Taos.
Mas o Nivus chegará primeiro. Até por isso que internamente a Volkswagen trabalha com SOP – data de início de produção - do Nivus para 2027, enquanto o T-Cross virá em 2028. Tanto que o modelo já tem protótipo construído dentro da fábrica no ABC Paulista, e as linhas serão inspiradas no novo T-Roc, que ainda não foi lançado, mas que em sua nova geração segue a filosofia visual do Tayron – produto global conhecido como novo Tiguan.
Motor do novo Volkswagen Nivus
Reprodução/Mobiauto
Essa tecnologia 48V se juntará ao motor 1.5 turbo flex em desenvolvimento na fábrica de São Carlos (SP) para formar o tão esperado híbrido flex da marca alemã. Ela terá bateria pequena, mas capaz de fazer o motor elétrico tracionar as rodas do carro quando a usina a combustão não estiver em seus momentos mais eficientes –estamos falando de saídas de farol, arrancadas e enquanto o propulsor não encontra sua temperatura ideal de funcionamento.
Diferente de MHEV convencional, esse sistema contribui mais para o consumo de combustível, ainda que não entregue números tão bons quanto ao de um HEV, como é o caso dos Toyota Corolla Sedan e Corolla Cross, e que deve acontecer com o T-Cross.
Por Renan Bandeira
Gerente de conteúdo
Formado em mecânica pelo Senai e jornalismo pela Metodista, está no setor há 5 anos. Tem passagens por Quatro Rodas e Autoesporte, e já conquistou três prêmios SAE Brasil de Jornalismo. Na garagem, um Gol 1993 é seu xodó.
