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Nova Nissan Gravite é minivan com base de Kwid para ser o que Livina não conseguiu

Nova aposta da marca no segmento familiar traz diferencial mecânico em relação à antiga minivan que saiu de linha no Brasil
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13.01.2026 às 09:59 • Atualizado em 14.01.2026
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A Nissan anunciou para o mercado indiano a chegada da Nissan Gravite, nova aposta da marca no segmento de minivans. Por aqui, a principal representante da fabricante japonesa foram as “finadas” Livina e Grand Livina - esta última com sete lugares – ambas comercializadas entre 2009 e 2014 para competir no segmento que ainda era relevante antes da ofensiva dos SUVs compactos.

Baseada na plataforma CMF-A do Renault Kwid, a Nissan Granite aposta também no motor 1.0 aspirado de 72 cv de potência e 9,8 kgfm do subcompacto para atingir números de consumo consideravelmente melhores que os das minivans veteranas.

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Vale lembrar que a Livina era equipada com o 1.6 de 108 cv e 15,3 kgfm (oriundo da Renault), enquanto a Grand Livina era movida pelo 1.8 de 126 cv e 17,5 kgfm compartilhado com o hatch médio Tiida, ambos aspirados e flex.

É justamente na eficiência que a Nissan Gravite se destaca da antiga Livina, uma vez que a estrutura mais leve e o motor 1.0 favorecem no menor consumo de combustível no uso diário.

Divulgação/Nissan

Divulgação/Nissan

Claro que a Gravite não deve repetir as médias de consumo do Kwid, pois a sua carroceria desenvolvida para levar até sete ocupantes tem a aerodinâmica comprometida e é mais pesada que a do subcompacto – que na Índia pesa por volta de 700 kg por ter menos reforços estruturais que o modelo fabricado no Brasil.

Para efeito de comparação, em 2014, a Nissan Livina registrava consumo médio de 7 km/l na cidade e 8,1 km/l na estrada com etanol, enquanto com gasolina fazia 10,2 km/l no ciclo urbano e 11,9 km/l em rodovias.

Divulgação/Nissan

Divulgação/Nissan

Por ser um modelo novo, ainda não temos seus números oficiais de consumo, mas considerando sua motorização mais fraca, dá para prever que ela será também mais econômica.

Isso acontece porque o motor 1.0 tem menos cilindrada e queima menos combustível para funcionar, priorizando a economia em vez da força nas retomadas.

Visualmente, o projeto da Gravite pode até lembrar o Kwid, mas a sua principal inspiração vem da Renault Triber, minivan também vendida na Índia. O design traz várias semelhanças com o modelo da Renault, como a grade frontal em formato de colmeia, as luzes diurnas em LED e os faróis mais estreitos.

Divulgação/Nissan

Divulgação/Nissan

Na traseira, a proposta se repete, com uma faixa cromada atravessando toda a tampa do porta-malas e um para-choque com desenho mais dinâmico.

Em dimensões, a Gravite é ligeiramente menor que a Triber em comprimento, com 3,98 metros, contra 3,99 metros da francesa – ainda assim fica abaixo dos 4 metros para se beneficiar da isenção do imposto cobrado na Índia para carros acima dessa medida. Em largura, a minivan da Nissan mede 1,76 metro, enquanto a Triber tem 1,73 metro. Já a altura é de 1,57 metro na Gravite, contra 1,64 metro da Triber. O entre-eixos é de 2,50 metros, enquanto o modelo da Renault chega a 2,63 metros.

E no Brasil?

Por enquanto, a estreia da Nissan Gravite está confirmada apenas para o mercado indiano, deixando o Brasil de fora neste primeiro momento. Para este ano, a Nissan concentra seus esforços por aqui nos lançamentos do novo Sentra e do Nissan X-Trail.

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Pedro Rocha é formado em Jornalismo, na Anhembi Morumbi, em São Paulo. É um amante de carros e contribuiu com Mobiauto durante 2024.