Lembra dele? Renault Clio ganha nova geração e descarta versão elétrica
Aposentado no Brasil em 2016, o Renault Clio segue firme e forte na Europa, onde é um dos carros mais vendidos, e acaba de chegar à sua sexta geração ainda movida a combustão, mas com um visual totalmente irreconhecível para a linha 2026 e ocupando o posto de único carro da marca francesa vendido no hemisfério norte movido a combustão.
Com visual totalmente renovado, o novo Clio mede 4,11 metros de comprimento, 1,76 metros de largura, 1,45 metros de altura e 2,59 metros de entre eixos.
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Seu visual tem uma estética bastante moderna, marcada pela grade frontal formada por losangos em efeito tridimensional, que remetem ao logotipo da Renault e trazem um design moderno e esportivo.
Divulgação/Renault
Para realçar ainda mais essa ideia, a versão topo de gama, Espirit Alpine, ainda conta com spoiler traseiro e rodas de liga leve em formato geométrico que mesclam entre cromado e outros tons, com formatos geométricos em relevo bastante marcantes.
Por dentro, o novo Clio possui o mesmo nível de acabamento do Mégane, com bancos de couro e duas telas de 10,1 polegadas interligadas que compõem o painel de instrumentos e a central multimídia.
Divulgação/Renault
E sob o capô, o novo Renault Clio é equipado com o motor 1.2 turbo a gasolina de 115 cv de potência e 19,4 kgfm de torque, associado a um câmbio manual de seis marchas ou automatizado de dupla embreagem e seis velocidades.
O mesmo propulsor também estará disponível movido a gás natural veicular, entregando 120 cv e 20,4 kgfm.
Por ora, a única opção eletrificada é a híbrida plug-in (pode ser recarregada externamente), que combina um motor 1.8 aspirado a gasolina a duas unidades elétricas para render 160 cv e 17,3 kgfm.
As últimas duas motorizações são combinadas à transmissão automatizada de dupla embreagem.
Divulgação/Renault
O Renault Clio desembarcou no Brasil em 1996, na primeira geração importada da Europa e, três anos mais tarde, em 1999, passou a ser produzido em São José dos Pinhais (PR). Em 2007, a sua fabricação migrou para a fábrica de Santa Isabel, na Argentina, onde permaneceu até 2016.
No mercado brasileiro, o hatch sempre teve uma proposta diferente da europeia. Embora tenha estreado como um modelo moderno, trazendo itens como airbags em todas as versões – muito antes da obrigatoriedade por lei – apenas as duas primeiras gerações foram vendidas por aqui. Enquanto na Europa, o Clio ganhou constantes evoluções, somando três novas gerações e agora alcançando a sexta, ainda sem sinais de aposentadoria.
Lançado globalmente em 1990, o Clio acumula 35 anos de história e permanece entre os carros mais vendidos do continente europeu. No mundo todo, já são mais de 17 milhões de unidades comercializadas.
No Brasil, a despedida aconteceu em 2017, com uma versão simplificada, ainda da segunda geração, equipada com ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricos e motor 1.0 aspirado de 77 cv de potência. Com isso, o fim da linha era previsível, o Clio não acompanhou a modernização dos concorrentes no país e perdeu espaço em vendas.
Por Marcela Cavirro
