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Crise dos chips ameaça parar a indústria automotiva global

Como o conflito diplomático entre Holanda e China coloca em risco a produção de carros
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27.10.2025 às 18:18
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Viver em um mundo tecnológico pode custar caro para a indústria automotiva global. Em um cenário onde os novos veículos são equipados de fábrica com mais de 1.000 chips embarcados, a briga diplomática entre Holanda e China chega em um momento ruim.

Trata-se de um conflito gerado pela disputa da Nexperia. Uma empresa holandesa responsável pela confecção de semicondutores. Ela é administrada desde 2010 pelo grupo chinês Wingtech Technolog, e recentemente, com a marca chinesa ocupando lugar significativo na lista negra dos Estados Unidos, a Holanda cedeu à pressão americana e no último dia 30 de setembro evocou lei na qual o governo holandês volta a ter influência em decisões econômicas e industriais da empresa.

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Com essa carta na manga, a Nexperia vetou a influência dos acionistas chineses. Em resposta, a Wingtech Technolog bloqueou toda a comunicação entre as marcas. Em outras palavras, suspendeu a exportação de chips holandeses para a Wingtech Technolog.

Como isso afeta o setor automotivo

A Nexperia é uma das maiores fabricantes de semicondutores do mundo, ela representa cerca de 40% do mercado global de chips. Dispositivo utilizado em grandes quantidades para confecção de veículos novos, presentes nos motores, sistema de segurança, tecnologia embarcada, entre outros. A ausência dos chips nos carros impede todo o funcionamento elétrico do carro.

E em meio ao cenário conflituoso com a China, a empresa declarou a produção está comprometida e que não é possível garantir as entregas e prazos anteriores estipulados para montadoras como Volkswagen e Stellantis.

Com isso, alguns mercados já sofrem as consequências. Entre eles a Europa foi uma das mais afetadas. Por lá, as marcas alemãs Volkswagen e BMW já acionaram os planos de contingência e a Mercedes-Benz, apesar de estar com estoque abastecido momentaneamente, alertou sobre a complexidade da situação. Alguns modelos da VW, inclusive, já tiveram a produção suspensa: VW Golf, VW Tiguan e VW Tayron.

Ou seja, enquanto a Holanda e China permanecerem em conflito diplomático a indústria automotiva sofrerá com escassez de semicondutores, que são matérias primas indispensáveis para a confecção de chips que hoje são cruciais para a montagem de qualquer veículo.

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