Chevrolet Tracker Híbrido: Entenda o que a marca está planejando
O Chevrolet Tracker entrou na linha 2026 com algumas novidades importantes, tanto no visual, que em determinadas partes foi renovado, quanto na motorização das versões de entrada equipadas com o motor 1.0 turbo flex, que acabaram ficando 5 cv menos potentes para se adequar ao programa “Carros Sustentáveis” do governo.
No entanto, para muitos, o lançamento final do modelo no ano passado deixou um gosto de “quero mais”, ainda mais se considerarmos que 2025 marcava os 100 anos de operação da marca no Brasil.
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Isso porque havia a expectativa de que o SUV estreasse uma motorização híbrida sob o capô. Porém, o que se viu nas concessionárias não foi o esperado emblema “Hybrid” na lataria traseira do veículo.
Reprodução/Mobiauto
Conforme antecipado por Marlos Ney Vidal, do portal Autos Segredos, a fabricante optou por segurar essa cartada para a linha 2027, que deve estrear ainda neste ano. O motivo desse adiamento estratégico é a adoção de um sistema híbrido leve (MHEV) de 48 Volts, uma voltagem maior do que os sistemas de 12V que se tornaram comuns no mercado brasileiro, principalmente em modelos da Stellantis.
Diferentemente de um híbrido convencional, no qual o carro pode rodar apenas no modo elétrico, o MHEV atua apenas como suporte. Ele não move o carro sozinho, mas oferece o empurrão necessário para aliviar o esforço do motor a combustão, especialmente nas saídas e acelerações, momentos em que o consumo e a exigência mecânica costumam ser maiores.
Desenvolvido em parceria com a chinesa SAIC, esse novo conjunto elétrico funcionará como um assistente para os motores 1.0 turbo e 1.2 turbo. Na prática, o sistema entrega 10,8 cv de potência e 4 kgfm de torque adicionais.
Além do ganho de performance, um dos focos centrais da tecnologia é a eficiência energética. O sistema contará com funções de recuperação de energia nas frenagens, gerenciamento inteligente da carga da bateria e função start-stop. O ponto positivo é a versatilidade, já que o sistema é capaz de entregar uma dose extra de desempenho em determinados momentos ou focar na máxima economia de combustível.
Enquanto aguarda essas atualizações, o Tracker é oferecido atualmente com duas opções de motorização totalmente a combustão.
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O motor 1.0 Turbo Flex, presente nas versões de entrada como LT e LTZ, gera cerca de 116 cv de potência e 16,8 kgfm de torque com etanol. Já o motor 1.2 Turbo Flex, exclusivo das versões mais caras, é mais robusto e entrega 132 cv de potência e 21,4 kgfm de torque, também com etanol.
Em termos de dimensões, o modelo mede 4,27 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,62 m de altura e tem entre-eixos de 2,57 m. O porta-malas tem capacidade para 393 litros.
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Preços e versões:
- Chevrolet Tracker AT: R$ 119.900
- Chevrolet Tracker LT: R$ 145.490
- Chevrolet Tracker LTZ: R$ 161.740
- Chevrolet Tracker Premier: R$ 177.990
- Chevrolet Tracker RS: R$ 178.990
Por Pedro Rocha
Pedro Rocha é formado em Jornalismo, na Anhembi Morumbi, em São Paulo. É um amante de carros e contribuiu com Mobiauto durante 2024.
