O despertar de um gênio chamado Niki Lauda

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17 de Junho de 2019 às 14:55

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Atualizado há um ano

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Sergio Quintanilha

Niki Lauda foi um piloto genial na Fórmula 1. Ele comeu o pão que o diabo amassou em seus primeiros 13 GPs, pilotando um March-Ford da equipe STP. Fez uma corrida em 1971 e 12 em 1972. Em 1973, já ao volante de um carro melhor, um BRM V12 da equipe Marlboro, Niki começou a mostrar serviço. Conseguiu largar em 6º em Mônaco e em quinto em Nürburgring, os 2 circuitos mais difíceis da temporada.

Com a morte de François Cevert e a aposentadoria de Jackie Stewart, tudo se modificou na temporada de 1974. Então Niki, em sua 28º corrida, finalmente alinhou num GP a bordo de um bom carro, a Ferrari 312B3 V12 projetada e modificada por Mauro Forghieri. Niki não foi bem na classificação, mas terminou em 2º na corrida. O mundo da F1 já esperava por isso, mas teve a confirmação de que aquele austríaco dentuço realmente tinha talento.

Entre a corrida seguinte, em Interlagos, e a penúltima etapa, em Mosport Park, Niki largou 13 vezes seguidas com a Ferrari número 12 entre os 3 primeiros colocados, sendo 9 vezes pole position! Ninguém foi mais rápido do que Niki Lauda na temporada de 1974, mas o título ficou com Emerson Fittipaldi porque a 312B3 deixou o austríaco na mão em 7 ocasiões -- e em outras duas foi o próprio Niki que tentou ser mais rápido que o carro. Foram apenas duas vitórias, num ano de aprendizado.

Mas Niki Lauda estava pronto para ser campeão. E nas oficinas de Maranello o gênio Mauro Forghieri decidiu ousar com o modelo 312T. A Ferrari fez as duas primeiras corridas de 1975 com a velha 312B3, o que deu a Niki (que passou a ser o número 11 da Scuderia, deixando o 12 de segundo piloto para Clay) apenas um 6º e um 5º lugares. Em Kyalami, finalmente, estreava a 312T apresentada no outono europeu do ano anterior.

Forghiere entregou aos pilotos da Ferrari uma máquina com o câmbio em posição transversal, acoplado a um motor V12 de 500 cavalos a 12.500 rpm preso por apenas 4 suportes. O resultado foi uma máquina arisca, nervosa, mas que era muito rápida nas mãos do piloto que soubesse dominá-la. Na África do Sul, Niki alinhou em quarto com a 312T e terminou apenas em 5º.

A história mudaria no acidentado GP da Espanha, a corrida seguinte, quando Niki fez a primeira de suas 9 poles na temporada. Ou seja: 18 poles em 27 corridas, um assombroso aproveitamento de 67%. Com cinco vitórias no Mundial de 1975, Niki pregou o nome Lauda no panteão dos campeões do mundo e encerrou um jejum de 11 anos sem título da Scuderia.

Na temporada seguinte, Niki ganhou as duas primeiras corridas e fez um 2º lugar com a 312T. Pegou a evoluída 312T2, que Forghieri dotou de uma suspensão com ponte De Dion, e somou mais um 2º lugar e duas vitórias. Em seis corridas, Niki, agora o incontestável número 1 da Fórmula 1, já tinha conseguido 4 vitórias e 2 segundos lugares. Depois fez 1 pódio na Suécia, quebrou na França e dominou totalmente o GP da Inglaterra, marcando a pole e a vitória em Brands Hatch.

Quando Niki alinhou a Ferrari 312T2 número 1 na primeira fila de Nürburgring, para disputar seu 66o GP, ele tinha 58 pontos e um aproveitamento de 64%, por isso ninguém imaginava que o campeão do mundo seria o piloto que estava ao seu lado, na pole, com o McLaren-Ford que era de Emerson Fittipaldi. James Hunt tinha duas vitórias, 35 pontos e um aproveitamento de apenas 39%. Mas veio o acidente quase fatal. Naquele dia, Niki Lauda, o super-piloto da Fórmula 1, deixou de ser um homem e passou a ser um super-homem. O resto é história. Uma história que jamais será esquecida.

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