Os 24 carros híbridos que chegarão ao Brasil em 2026

Veja o que está por vir no segmento que está cada vez mais disputado no Brasil

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29.12.2025 às 11:30

Os carros híbridos estão se popularizando cada vez mais, na mesma medida que estão se distanciando dos preconceitos em relação a modelos com motor elétrico. Esse fenômeno acontece devido a dois grandes motivos: o custo-benefício da categoria e endurecimento das regras de controle de emissões.

De modo geral, os modelos híbridos tem a proposta de oferecer economia a longo prazo para quem compra. Visto que em boa parte dos casos auxiliam no consumo de combustível e distanciam os proprietários dos postos de gasolina.
Pensando nisso, a Mobiauto separou quais são os híbridos são aguardados para 2026.

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Mas antes de ir para a lista, aqui vai um breve lembrete dos tipos de conjuntos híbridos:

  • MHEV 12V: também conhecido como híbrido leve, nesse caso o motor elétrico de 12V é focado em redução de emissão de poluentes. Ele não traciona as rodas e apenas auxilia o motor a combustão em momentos de maior consumo de combustível, como partida e ultrapassagens.
  • MHEV 48V: igualmente classificado como híbrido leve, esse sistema pode atuar ou como uma evolução do conjunto MHEV de 12V ou pode atuar de forma mais ativa. Nesse caso, o motor elétrico pode tracionar as rodas e trazer resultados melhores de eficiência e desempenho.
  • HEV: conhecido como híbrido pleno, aqui o motor elétrico atua em conjunto com o propulsor a combustão para otimizar o consumo de combustível.
  • PHEV: também chamado de híbrido plug-in, esse é o único sistema que exige recarga externa. Esses modelos costumam oferecer autonomia elevada, que pode ultrapassam os 1.000 km.

Omoda Jaecoo

A montadora chinesa Omoda Jaecoo, mal chegou ao Brasil e já está entre as oito marcas de eletrificados que mais vendem no país, segundo dados da ABVE (Associação Brasileira de Veículos Elétricos).

Em 2025 estreou com Omoda E5 e Jaecoo J7. E após perceber o sucesso de híbridos no mercado, recentemente lançou o Omoda 5 híbrido pleno e Omoda 7 híbrido plug-in.
E para 2026 a Omoda Jaecoo já adiantou quais são seus planos: Jaecoo 8, Jaecoo 5 e Omoda 4. Dos quais apenas dois terão sistema eletrificado.

Jaecoo 8

Reprodução/Mobiauto

Reprodução/Mobiauto

Previsto para estrear ainda no primeiro semestre, o Jaecoo 8 chegará ao catálogo nacional como o modelo mais caro e sofisticado da montadora chinesa. Ele terá porte maior que do líder de vendas no segmento de SUVs grandes, Toyota SW4, e capacidade para comportar até sete ocupantes.

Um detalhe importante a ser ressaltado é que o Jaecoo 8 será baseado em outro modelo que também chegará ao Brasil em 2026: o Caoa Chery Tiggo 9. Apesar de bastante parecidos e frutos da mesma marca, já que a Omoda e Jaecoo são submarcas globais da Chery, os dois terão apelos diferentes para evitar a canibalização de mercado.

No caso do Jaecoo 8, o visual é marcado por uma grade imponente formada por barras verticais com o nome “Jaecoo” centralizado. Semelhante aos outros modelos da marca.

Outra característica singular ao SUV é de que sua segmentação de mercado será voltada ao público que procura modelos que combinam luxo, capacidade aventureira e motorização híbrida valente. Seu preço também deve ser mais elevado que do Tiggo 9.

Sob o capô, o Jaecoo 8 é um híbrido plug-in de 605 cavalos de potência e 93,3 kgfm torque. Sua bateria é de de 34,4 kWh e rende 175 km de autonomia no modo elétrico. Já a total pode passar dos 1.300 km, segundo o ciclo chinês.

Omoda 4

Divulgação/Omoda

Divulgação/Omoda

A grande estrela da fabricante prevista para chegar ao mercado no último trimestre de 2026 é o Omoda 4. Um SUV com porte de Jeep Compass, motorização híbrida que chegará bastante competitivo para brigar no segmento de compactos como Volkswagen Tera e Fiat Pulse.

Com preço na faixa dos R$ 150 mil o Omoda 4 ainda não teve motorização confirmada, mas as especulações apontam para um conjunto híbrido pleno (HEV). Semelhante ao do Omoda 5 SHS-E, mas com a motorização 1.0 turbo e não 1.5 turbo.

Geely

Também chinesa, a Geely chegou ao Brasil em 2025 através da parceria com a francesa Renault, que apesar de unidas, também atuam de forma independe. Apesar de pouco tempo de mercado, a montadora oriental já demonstra sua força no mercado local.

E com dois lançamentos em um intervalo de quatro meses, a Geely já vendeu mais de 1.600 unidades, segundo dados da ABVE.

Para alcançar um público ainda maior, a montadora aposta em um segmento de eletrificados mais certeiro: o dos híbridos. E seu lançamento prometido para 2026 é o Geely EX5 EM-i.

Geely EX5 EM-i

Reprodução/Mobiauto

Reprodução/Mobiauto

O Geely EX5 chegou ao Brasil em julho de 2025 em duas versões, ambas com a motorização elétrica. Mas no próximo ano o leque de opções ficará ainda maior, e o SUV ganhará versão híbrida com produção nacional na Fábrica de São José dos Pinhais (PR).

Como apurado pela Mobiauto, sua previsão de chegada é esperada para março de 2026.

Apesar do EX5 já ser conhecido no Brasil, a nova versão híbrida não se diferenciará apenas pelo conjunto mecânico. O visual também será exclusivo da configuração. Com faróis mais afilados e interligados na dianteira e desenho de comtempla as luzes de condução diurna (DRL) redesenhados.

Sob o capô, a motorização ainda não foi confirmada, mas a expectativa é do motor 1.5 aspirado de 111 cv de potência associado ao motor elétrico de 238 cv, que totalizam 259 cv de potência combinada.

Vale ressaltar que, com a produção nacional confirmada e ascensão de montadoras que já prometem conjuntos híbridos flex, é possível que o Geely EX5 EM-i também ganhe a tecnologia.

BYD

Líder no segmento de híbridos e elétricos, a BYD prepara quatro lançamentos com motor movido a combustível fóssil e energia elétrica, para se consolidar ainda mais no mercado nacional.

E detalhe, apenas um lançamento será inédito, os demais já existem no catálogo da montadora e apenas ganharão versões singulares.

BYD Seal EM-i

Divulgação/BYD

Divulgação/BYD

Já flagrado em testes no Brasil, o BYD Seal híbrido já foi registrado pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) e deve chegar em breve ao catálogo nacional.

Apesar do nome “Seal” já ser conhecido no Brasil, o sedan que está chegando tem uma proposta bastante diferente. Que além de incluir o conjunto mecânico híbrido, terá uma segmentação de mercado diferente e visual mais simplório.

Ao contrário do que conhecemos hoje no BYD Seal totalmente elétrico vendido em versão única de 531 cavalos de potência e preço de R$ 249.990, o novo Seal híbrido poderá ter mais de uma versão, preços mais acessíveis e potência inferior, visto que o foco do modelo é autonomia.

Sob o capô, BYD Seal 05 DM-i deve chegar ao Brasil com o mesmo motor que é vendido na china, 1.5 aspirado a gasolina de 99 cavalos de potência e 12,8 kgfm de torque, aliado ao propulsor elétrico de 161 cv de potência e 21,4 kgfm de torque. Capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos.

E quem move o conjunto híbrido do novo BYD Seal é uma bateria Blade de 15,87 kWh capaz de garantir até 2.000 km, segundo o ciclo chinês CLTC. Com um consumo de combustível 26 km/l.

E além o conjunto mecânico, o Seal híbrido é menor que o elétrico e ainda conta com visual externo e interno mais simplório.

Picape do BYD Song Pro

Reprodução/Auto-home

Reprodução/Auto-home

Prometida como uma das maiores novidades da BYD em 2026 está a sua picape intermediária, até então apelidada de “picape do Song Pro”, que chegará ao mercado como uma proposta mais certeira da marca no segmento de carros com caçamba.

Já flagrada em testes no Brasil e no mundo, ela será fruto de uma fusão entre modelos da BYD. Sua dianteira claramente lembra o mesmo conjunto visual do Song Pro, sua traseira é parecida com a Shark e o interior parece o mesmo do Yuan Plus.

Ainda sem nome confirmado, a nova rival da Toro deve estrear inicialmente no Brasil, e posteriormente no mercado global.

Ainda segundo seus flagras, sabemos que a nova picape terá suspensão traseira independente com mola helicoidal e sistema híbrido plug-in com dois motores elétricos - diferente do BYD Song Pro – um dianteiro e outro traseiro, o que garante tração integral, diferente do habitual 4x4 presente nas rivais Toro e Maverick, por exemplo.

BYD Song Pro híbrido flex

Divulgação/BYD

Divulgação/BYD

Entre os principais lançamentos aguardados para 2026 está o BYD Song Pro equipado com o conjunto híbrido flex. E que além de estrear o conjunto inédito da marca também terá fabricação nacional, em Camaçari (BA).

Para se diferenciar das versões já existentes a gasolina, o modelo flex ainda contará com pequenos retoques no visual. Com isso, podemos ver que as mudanças maiores se concentrarão na dianteira, com faróis mais afilados, além de mudanças no desenho do para-choque.

Sob o capô, o novo conjunto híbrido comportará o já conhecido motor 1.5 aspirado de 98 cv e 12,4 kgfm de torque que equipa o SUV, além de King e Song Plus. Combinado ao propulsor elétrico de 197 cv e 30,5 kgfm de torque, com duas opções de bateria: 12,9 kWh (GL) e 18,3 kWh (GS). Isso não deve mudar.

O que deve ser alterado, de fato, no conjunto é a taxa de compressão do motor a combustão, que será calibrada para receber etanol, já que o combustível vegetal tem maior poder de detonação. Ou seja, a potência e torque devem crescer para esse tipo de combustível.

BYD Yuan Pro híbrido

Divulgação/BYD

Divulgação/BYD

Outro modelo elétrico que ganhará versão híbrida é o Yuan Pro. Que já existe em mercados como o europeu e está confirmado para o Brasil, previsto para chegar em 2026.

Para se diferenciar da versão totalmente elétrica o Yuan Pro DM-i tem para-choque singular, com entradas de ar maiores e funcionais para resfriar o motor e, segundo a montadora, o emblema foi redesenhado.

E o principal diferencial desse carro está sob o capô. Na Europa ele é vendido em duas versões, ambas as versões o conjunto PHEV (híbrido plug-in) formado pelo motor 1.5 aspirado associado a uma bateria elétrica, que varia de tamanho de acordo com a configuração.

No caso da versão de entrada, a bateria é de 7,8 kWh, capaz de rodar 40 km de autonomia elétrica e até 930 km de alcance combinado, conforme ciclo WLTP. Já na opção de topo, a bateria é de 18 kWh capaz de rodar até 90 km apenas no modo elétrico e 1.000 km com tanque cheio e bateria carregada.

E no conjunto motor, a variante mais acessível rende 164 cavalos de potência combinada, enquanto o a configuração mais cara rende 209 cavalos de potência combinada. Sempre com 30,5 kgfm de torque combinado

O outro grande destaque da versão com a bateria maior, é que o seu consumo de combustível combinado pode ser de impressionantes 55 km/l, segundo o ciclo WLTP.

E com a fábrica nacional de Camaçari (BA) em operação, o início da produção local e os investimentos já anunciados em tecnologias híbridas flex, o cenário é bastante favorável para que o “SUV do Dolphin” também ganhe uma versão híbrida nacional.

Caoa Chery

A primeira marca chinesa a se estabelecer bem no Brasil é a Caoa Chery, atualmente situada entre as nove marcas que mais vendem carros no país, segundo dados da Fenabrave.

E para 2026 a montadora acrescentará dois novos modelos híbridos em seu portifólio para aumentar ainda mais seu público.

Caoa Chery Tiggo 9

Reprodução/Mobiauto

Reprodução/Mobiauto

Semelhante ao Jaecoo 8, o novo Caoa Chery Tiggo 9 também chegará ao mercado para ocupar a posição de modelo mais caro da montadora. Seu porte será imponente, maior que Toyota SW4 e comportará até sete passageiros.

O SUV confirmado para o Brasil durante o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo de 2025, o modelo da Caoa Chery focará mais no seu público consolidado e trará o Tiggo 9 como uma evolução do Tiggo 8.

E embora o preço ainda seja um mistério, existe a expectativa que ele siga os padrões da Caoa Chery de oferecer itens de “luxo” por um preço “acessível”. Então ele pode chegar com preço na casa dos R$ 300 mil – para efeito de comparação o Toyota SW4 custa a partir de R$ 517.590.

Diferente do Jaecoo 8, o Tiggo 9 terá grade com um preenchimento que transmite efeito 3D e a luz DRL contorna as entradas de ar laterais, posicionadas no para-choque.

Sob o capô, o novo modelo mais caro da Caoa Chery terá conjunto híbrido plug-in movido pelo motor 1.5 turbo somado a dois propulsores elétricos, gerando mais de 500 cv de potência combinada. Possivelmente com a mesma calibração de 600 cv do Jaecoo 8.

Caoa Chery Tiggo 5X

Reprodução/Mobiauto

Reprodução/Mobiauto

Para vender ainda mais em 2026, a Caoa Chery lançará a versão híbrida do seu SUV compacto. Que também foi confirmada durante o Salão do Automóvel com o sistema híbrido pleno (HEV).

Para se diferenciar das versões já existentes, o novo Tiggo 5X terá dianteira redesenhada, faróis mais afilados com iluminação full LED, grade mais ampla com detalhes cromados e acabamento em preto brilhante ao redor da carroceria. E na traseira, as lanternas serão interligadas por uma faixa de LED.

A principal novidade está na motorização, ainda não confirmada, mas especula-se que pode ser a mesma do Omoda 5, unindo um motor 1.5 turbo a gasolina de 135 cv a um motor elétrico, que rendem 224 cv de potência combinada.

Jeep

Após a confirmação da Stellantis - grupo de administra as marcas: Fiat, Jeep, Citroën, Peugeot e Ram – de 16 lançamentos para o próximo ano, sendo seis híbridos e quatro deles serão produzidos em Goiana (PE) as expectativas para que os modelos Jeep ganhem conjuntos eletrificados é alta.

Até porque é na fábrica de Pernambuco que são produzidos: Renegade, Compass e Commander.

Jeep Renegade

projeção/KDesign AG

projeção/KDesign AG

Com a chegada do Avenger para ocupar a posição de modelo de entrada Jeep, o Renegade passa a justificar seus preços altos e com isso, também deverá ficar mais “forte” e ganhar e conjunto híbrido.

Em 2026 o SUV passará por um reestilização significativa que agregará possivelmente ao motor T270, 1.3 turbo flex de 176 cv e 27,5 kgfm, o sistema híbrido leve (MHEV) de 48V, com dois motores elétricos.

Diferente do sistema MHEV encontrado em modelos como Pulse e Fastback de 12V, nesse caso o motor elétrico pode tracionar o motor e de fato contribuir para o desempenho e eficiência energética no carro.

No visual, o modelo deve ganhar novos desenho de para-choque e conjuntos ópticos de LED dianteiros e traseiros. E as medidas não devem mudar.

Jeep Compass e Commander

Divulgação/Jeep

Divulgação/Jeep

Anteriormente vendido com a motorização híbrida plug-in 4xe, a Jeep prepara uma versão eletrificada mais certeira em mercado para o Compass. Que deve ganhar o mesmo conjunto MHEV de 48V que o seu irmão menor, Renegade.

Com esse sistema, o SUV médio pode corrigir a sua fama de “beberrão” e até ganhar alguns cavalos a mais. Isso porque o conjunto especulado para 2026, chamado de Bio-Hybrid e-DCT, no qual o pequeno motor elétrico está instalado na transmissão automatizada de dupla embreagem (Dual Clutch Transmission) de 21 kW, cerca de 29 cv de potência.

O que faria com que o motor T270 facilmente ultrapassasse os 200 cavalos de potência.

E assim como o Compass, o Commander também se beneficiará do novo conjunto híbrido leve que estreará na nova geração dos SUVs, que chegarão ao mercado com visual totalmente renovado.

Jeep Avenger

Reprodução/Mobiauto

Reprodução/Mobiauto

Aguardado como um dos principais lançamentos para 2026, o novo carro de entrada da Jeep pode entrar no Brasil com conjunto híbrido, mas diferente do adotado pelos irmãos maiores.

Com sua produção nacional será no Polo Automotivo de Porto Real, no Rio de Janeiro, o Jeep Avenger pode chegar ao mercado brasileiro com algum nível de eletrificação. Visto que a Stellantis confirmou o lançamento em 2026 de seis modelos híbridos no Brasil. Desse total, quatro serão produzidos em Goiana (PE), enquanto dois ainda permanecem em segredo. Um deles deve ser o Avenger.

E caso ganhe eletrificação, a expectativa é de que a Jeep opte pelo mesmo sistema híbrido leve (MHEV) de 12V, semelhante ao do Fiat Pulse e Fastback. Que prioriza redução de consumo e emissões, sem alterar de forma significativa o desempenho ou consumo de combustível.

Fiat Toro

Reprodução/Mobiauto

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Também administrada pelo grupo Stellantis, a Fiat também deve ganhar um novo modelo eletrificado em 2026: a Fiat Toro. Também produzida na fábrica de Goiana, em Pernambuco.

Já reestilizada de maneira significativa em 2025, no próximo ano a principal novidade da picape intermediária estará concentrada no acréscimo do sistema híbrido leve. Que será o mesmo que o de seus colgas de fábrica, Jeep Compass, Renegade e Commander: de 48V.

E a chegada especulada para 2026 colocará a Toro em vantagem novas concorrentes que chegarão ao mercado de picapes intermediárias já equipadas com a motorização híbrida. Entre as novas rivais, estão a “picape do Corolla” que deve chegar em 2027 com motor HEV e a “picape do Song Pro” que também chega ano que vem, com motor PHEV.

Volkswagen

Apesar de ser a montadora que mais vende no Brasil, segundo dados da Fenabrave, a Volkswagen é uma das poucas marcas no catálogo nacional que atualmente não possui nenhum carro eletrificado a venda. Seus únicos elétricos disponíveis, ID.Buzz e ID.4, estão disponíveis apenas para assinatura.

Mas o portifólio de eletrificação aumentará em 2026 com a chegada de motores híbridos, como a própria VW confirmou: “todos os projetos fabricados no Brasil e no restante da América do Sul a partir de 2026 terão ao menos uma versão híbrida leve, plena ou híbrida plug-in.”

Volkswagen Amarok

Reprodução/Mobiauto

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O primeiro híbrido a aparecer no catálogo da Volkswagen nacional será a nova Amarok. Baseada na picape chinesa SAIC Maxus Terron T9, a picape intermediária terá visual exclusivo para o mercado latino-americano. E sua chegada ao Brasil deve fazer o sucesso que a geração atual não fez.

Mesmo totalmente repaginada, a nova Amarok não abrirá mão do lendário motor V6. E deve ganhar um conjunto semelhante ao do novo Audi Q5, que foi apresentado com motor 3.0 V6 turbo a diesel combinado ao motor elétrico com sistema de 48V híbrido leve.

No caso do SUV de quatro argolas, essa motorização rende 300 cv de potência e os mesmos 59,1 kgfm de torque. O motor elétrico tem 24 cv e 23 kgfm de torque, com possibilidade de recuperar 25 kW de energia durante as desacelerações. E espera-se que a nova VW Amarok receba o motor com a mesma calibração.

Volkswagen Nivus

Reprodução/Mobiauto

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Apesar ainda especulado e sem confirmações para 2026, após a apuração da Mobiauto confirmar que o primeiro híbrido de fabricação nacional será produzido no Polo Automotivo de São Bernardo do Campo (SP) e terá plataforma MQB37, o VW Nivus é um forte candidato a ocupar esse posto no país.

Substituindo o motor da versão GTS, 1.4 TSI, pelo propulsor 1.5 TSI Evo2, o mesmo utilizado pelo Golf GTE na Europa construído sobre a plataforma MQB37, o novo SUV cupê em conjunto com o sistema MHEV de 48V da Audi. Que não deve alterar potência e torque do conjunto motriz e apenas o auxiliará em momentos de necessidade como ultrapassagens e reduzirá o consumo de combustível.

Renault

Assim como a Volkswagen, a Renault também pretende lançar seus primeiros híbridos no catálogo nacional em 2026. Visto que hoje, a montadora francesa possui apenas elétricos no portifólio, entre eles o Kwid E-Tech e o Megane.

Renault Koleos

Reprodução/Mobiauto

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Confirmado para o Brasil durante o Salão de São Paulo, o Renault Koleos deve chegar ao Brasil ainda no primeiro semestre de 2026 com porte de SUV grande, visual refinado e bastante sofisticação por dentro.
Com potencial para se tornar o modelo mais caro da marca, Koleos utilizará o motor 1.5 turbo a gasolina combinado a sistema híbrido leve, que rende 245 cv de potência combinada e 32,6 kgfm de torque. Associado ao câmbio DHT de três marchas físicas.

E seu posicionamento estratégico será para brigar com os modelos que também chegarão ano que vem, Tiggo 9 e Jaecoo 8, e com o atual líder no segmento de SUVs grande, Toyota SW4.

Renault Niagra

Reprodução/Mobiauto

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Com lançamento previsto para o segundo semestre de 2026 a nova picape intermediária da Renault, a Niagra, ainda não teve confirmações a respeito de sua motorização.

No entanto, o uso da plataforma RGMP (Renault Group Modular Platform), a mesma utilizada no Kardian, antecipa que lançamento pode acompanhar algum nível de eletrificação. Visto que a base pode acomodar conjuntos a combustão flex e híbridos de todos os tipos: MHEV, HEV ou PHEV.

A picape teve o conceito revelado no Salão do Automóvel de São Paulo e é constantemente flagrada em testes no Brasil.

Seu visual é bastante futurista e já conta com a nova assinatura da Renault presente no Boreal e que também estará no Koleos, com faróis e conjunto de luzes diurnas desenhados em formatos geométricos.

Kia

Outra montadora que marcou presença no Salão de São Paulo foi a Kia, que foi a marca que mais apresentou lançamentos e entre eles dois SUVs que ganharão versões híbridas: Sportage e Stonic

Kia Sportage e Stonic

Reprodução/Mobiauto

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Da categoria que mais cresce no Brasil, o Kia Sportage chegará em fevereiro 2026 com reestilização da atual geração e redesenhará a grade e para-choque e trará novos desenhos aos conjuntos ópticos dianteiros e traseiros.

Falando sobre motorização, o novo Sportage terá o motor a combustão 1.6 turbo de 178 cavalos de potência e 27 kgfm de torque combinado ao sistema híbrido-leve (MHEV) de 48V. Associado ao câmbio automático de sete marchas.

E seu preço já foi confirmado: R$ 267.190.

Além dele, o Stonic também ganhará tapa no visual e sistema MHEV. Que auxiliará o propulsor 1.0 turbo de 120 cv de potência e 20,4 kgfm de torque, associado ao câmbio automático DCT de sete marchas com novo visual.

E sua chegada está prevista para o segundo semestre de 2026 ainda sem confirmação de valores.

Honda Prelude

Reprodução/Mobiauto

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Já atualmente com três modelos híbridos no catálogo, a Honda anunciou durante o Salão do Automóvel de São Paulo que o icônico Prelude retornará ao Brasil com a nova motorização híbrida herdada do Honda Civic Hybrid.

Com a mesma plataforma do sedan médio, o Honda Prelude possui sistema híbrido pleno e:HEV, formado pelo motor 2.0 aspirado a gasolina e por dois motores elétricos. Um responsável por tracionar as rodas e outro que atua como gerador, alimentando a bateria de 1,05 kWh. No total, o conjunto entrega 203 cv e 32,1 kgfm de torque.

Jetour T1, T2 e S06

Reprodução/Mobiauto

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Prometida para chegar ao mercado nacional em 2026, a Jetour lançará três modelos híbridos: T1, T2 e S06. Que apesar de equipados com o mesmo propulsor, terão propostas de posicionamento de mercado diferentes.

O conjunto mecânico comum aos três SUVS é formado pelo motor a combustão 1.5 turbo a gasolina combinado ao sistema híbrido plug-in. Que totalizam 339 cv de potência combinada e 52 kgfm de torque combinado.

E no mercado, o S06 é situado como um SUV médio voltado para uma proposta mais familiar, semelhante ao BYD Song Plus. Já o T1 e T2 possuem uma proposta mais aventureira de “jipão”, semelhante ao GWM Tank 300.

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