Jeep Renegade será híbrido no Brasil diferente de como foi na Europa - e isso é bom

Modelo é um dos SUVs mais importantes do mercado e terá tapa no visual para seguir à venda

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26.01.2026 às 17:13 • Atualizado em 27.01.2026

Desde que foi lançado há cerca de 10 anos, o Jeep Renegade se mantém com poucas mudanças no mercado. A principal delas foi a troca do motor 1.8 E.Torq pelo 1.3 turbo flex que está até hoje no cofre do SUV compacto.

De lá para cá, também vimos mudanças visuais sutis no modelo e em sua lista de equipamentos, já que o Renegade ganhou nos últimos anos novidades no pacote de segurança e assistências de condução, conhecido como ADAS.

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Para o fim deste ano ou começo de 2027, a Stellantis prepara mais uma novidade para o SUV, que deve consistir em uma atualização visual interna e externa, novos equipamentos e possivelmente versões híbridas para o SUV.

Esta última entrou em cogitação após o conglomerado automotivo afirmar que terá seis híbridos fabricados no Brasil em 2026. Um deles deve ser o Jeep Avenger, o que faz sobrar outras cinco vagas. O Fiat Grande Panda é um dos elegíveis e outros produtos que devem receber a tecnologia são Renegade, Compass, Commander e Toro. Caso não venha na reestilização, deve aparecer na nova geração do SUV compacto que deve ser lançada em 2028.

Vale lembrar que o Renegade híbrido existe na Europa. São dois tipos de motorização, sendo a versão mais báisca chamada de e-hybrid, combinando um propulsor 1.5 turbo a um sistema elétrico de 48V para entregar 130 cv de potência e 25,5 kgfm e torque, e outra mais robusta, conhecida como 4xe, que trabalha com um motor 1.3 turbo e outro elétrico para entregar até 240 cv de potência, com torque de 27,7 kgfm.

O primeiro sistema é parecido com o que veremos no Brasil, mas muda que o modelo terá como base o motor 1.3 turbo flex atual. Isso quer dizer que o SUV compacto oferecerá pelo menos 176 cv de potência e 27,5 kgfm de torque, sendo mais forte que o híbrido de entrada para o mercado europeu.

E mesmo que seja menos forte que as versões com tecnologia híbrida mais robusta, o Renegade híbrido nacional terá preço mais atrativo com pouca diferença do que vemos atualmente:

Jeep Renegade Sport: R$ 118.290
Jeep Renegade Altitude: R$ 147.990
Jeep Renegade Longitude: R$ 165.690
Jeep Renegade Sahara: R$ 175.990
Jeep Renegade Willys 4x4: R$ 189.490

Vale lembrar que o Jeep Renegade 4xe, nomenclatura que indica que o motor a combustão traciona duas rodas enquanto o elétrico dá movimento as outras duas, tem a mesma tecnologia aplicada no Compass 4xe.

Este último já foi vendido no Brasil, mas não emplacou como esperado. Um dos motivos foi o alto valor cobrado, já que ele chegou por aqui apenas na versão S, cobrando R$ 349.990 para sair das lojas. Enquanto isso, a configuração S convencional podia ser comprada por R$ 224.209 - considerando preços de junho de 2022, um mês após o lançamento da versão 4xe.

A diferença de valor ficava apenas para o conjunto híbrido e o fato de o produto ser importado, já que o nível de equipamentos e acabamento das opções era o mesmo.

O Compass híbrido sumiu das lojas em janeiro do ano passado, e ficou a lição de que híbridos também devem ser competitivos, principalmente com a situação atual do mercado brasileiro, que conta com diversas marcas chinesas e preços bastante agressivos.

O lado positivo dessa tentativa e erro, é que o Renegade será vendido no Brasil com uma tecnologia eficiente, que pode aumentar seus números de potência e torque, sem elevar tanto o valor final do produto.

Como será a tecnologia híbrida do Renegade?

O Jeep Renegade contará com o motor 1.3 turbo flex T270 de 176 cv de potência máxima e 27,5 kgfm de torque trabalhando junto de um sistema elétrico de 48V, que na Europa está disponível no Citroën C3 1.2, e que pode impactar na potência final do SUV.

A tecnologia pode fazer o Renegade ganhar entre 10 cv e 30 cv em sua potência final – o que a faria alcançar os 200 cv em sua versão 1.3 turbo flex por aqui.

E atuar de forma diferente dos sistemas leves convencionais. Aqui, embora seja 48V, atuará na tração do veículo em alguns momentos, principalmente tirando o produto da inércia. Ao que tudo indica, o motor elétrico será responsável por trabalhar enquanto o motor a combustão esquenta e atinge sua melhor temperatura de trabalho.

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- Gerente de conteúdo

Formado em mecânica pelo Senai e jornalismo pela Metodista, está no setor há 5 anos. Tem passagens por Quatro Rodas e Autoesporte, e já conquistou três prêmios SAE Brasil de Jornalismo. Na garagem, um Gol 1993 é seu xodó.

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