Novo Jeep Compass flex melhora característica dos motores a gasolina e etanol

SUV médio ganhou mudanças na sua versão topo de linha com motor Hurricane

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30.01.2026 às 09:55 • Atualizado em 02.02.2026

O Jeep Compass acaba de ganhar uma nova opção para sua versão mais cara, BlackHawk. Agora, além de receber gasolina no tanque de 55 litros, o SUV médio também poderá ser abastecido com etanol, ou seja, motorização flex.

Apesar da mudança, a Jeep continua a oferecer a versão somente a gasolina e pelo mesmo preço da flex R$ 274.990. Outra semelhança é que o motor 2.0 turbo (Hurricane) continua a oferecer 272 cavalos de potência e 40,8 kgfm de torque, associado ao câmbio automático de nove marchas.

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Uma rápida olhada entre as fichas técnicas da versão flex para a gasolina, também vai mostrar que a potência máxima entregue aos 5.200 rpm e o torque máximo a 3.000 rpm são os mesmos. Cenário que não é comum de acontecer com dados de potência e torque entregues na mesma faixa de funcionamento do motor com combustíveis diferentes.

Divulgação

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Para permitir a combustão do etanol no motor Hurricane, a Jeep contou com o time de engenharia da Stellantis que promoveu algumas mudanças. Logo de cara o propulsor ganhou novas bombas de combustível, além de velas de ignição e injetores de combustível, esses últimos da Borgwarner na versão flex e da Vitesco na opção a gasolina, ambos com injeção direta.

Não só isso, o sistema de admissão e o turbo foram modificados também. Mas, o que chama mais atenção está na taxa de compressão do motor, 10:1 para ambas as variantes. E, por que isso é tão importante para os motores flex?

Para não entrar no aspecto técnico e ficar mais simples, vamos partir do ponto em que motores flex possuem uma taxa de compressão diferente de propulsores movidos somente a gasolina ou apenas a etanol.

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Isso porque a montadora precisa calibrar o motor para detonar dentro da câmara de combustão etanol e gasolina, mesmo que esses tenham características diferentes e, consequentemente, taxas de compressão também diferentes. Com isso, o objetivo é obter o melhor desempenho e consumo de combustível possível.

É nesse ponto que os motores flex costumam ser piores que os propulsores só a gasolina, por exemplo. Isso acontece por conta da calibração necessária para receber dois combustíveis, ou seja, é necessária uma medida intermediária que atenda dois mundos, um meio termo.

Porém, com essa escolha, o motor não consegue chegar ao máximo de desempenho ou melhor consumo de combustível se tivesse sido calibrado apenas para receber um tipo de combustível. Etanol e gasolina possuem capacidades de resistência à detonação diferentes. E no final essa conta precisa fechar para as normas de emissões e o gosto do consumidor.

É nesse sentido que o novo 2.0 Hurricane turbo flex muda uma característica comum dos propulsores bi-combustíveis. Consegue ofertar mais de uma opção para completar o tanque de combustível, mas sem comprometer o desempenho. Potência e torque são iguais e o 0 a 100 km/h de 6,3 segundos é o mesmo com gasolina ou etanol no tanque.

No entanto, no consumo de combustível não teve como. Para a versão a gasolina, o Compass BlackHawk tem o consumo declarado pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro de 8,5 km/l na cidade e 11 km/l na estrada. Já com etanol, o gasto cai para 6 km/l na cidade e 7,6 km/ na estrada.

O principal feito da engenharia da Stellantis com toda a essa mudança foi preservar o consumo de combustível com gasolina. Geralmente, a calibração flex faz o motor ter um pequeno aumento de consumo com o combustível fóssil.

Mesmo assim, essa mudança do desempenho declarado igual com combustíveis diferentes pode ser um importante avanço para os veículos vendidos no Brasil, que ainda possuem motorização apenas à gasolina.

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- Repórter

Encontrou no jornalismo uma forma de aplicar o que mais gosta de fazer: aprender. Passou por Alesp, Band e IstoÉ, e hoje na Mobiauto escreve sobre carros, que é uma grande paixão. Como todo brasileiro, ainda dedica parte do tempo em samba e futebol.

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