Novo Volkswagen Polo elétrico tem data para chegar e será mais caro que VW Nivus
Hatch elétrico chegará em breve ao mercado para mudar estratégia de vendas da marca
O ID.Polo, também conhecido como Polo elétrico, é um dos lançamentos mais importantes da Volkswagen em 2026. Além de marcar a estreia da montadora alemã no segmento de hatches elétricos, ele também marca o início de uma nova estratégia de vendas. Com tamanha importância, sua chegada já tem data para acontecer e preços estipulados.
Segundo o portal Autohome, o lançamento oficial acontecerá no dia 29 de abril e a pré-venda deve começar em meados de maio com previsão de entrega para outono no continente europeu, entre setembro de dezembro de 2026.
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E o preço inicial ficará na casa dos 24.990 euros, o equivalente a cerca de R$ 154.688 em conversão direta sem acréscimo de impostos.
Para efeito de comparação, na Europa o Volkswagen Nivus, comercializado como Taigo, custa a partir de 23.24 euros, cerca de R$ 143.632 em conversão direta sem acréscimo de impostos.
E um detalhe importante, é que também segundo o portal chinês, em 2026 serão lançadas apenas as configurações de topo, deixando a versão de entrada para chegar em meados de 2027.
Como será o Volkswagen ID.Polo
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Como já adiantado pela Mobiauto, o ID.Polo cumprirá uma missão estratégica da Volkswagen de aposentar o atual polo a combustão, devido as novas tendências de mercado e regras mais rígidas de emissões poluentes.
Com uma missão tão importante, o hatch elétrico terá visual moderno na medida, com herança de modelos de sucesso da década de 1980 para não abandonar a essência de carro de entrada da montadora.
Construído sobre a plataforma MEB+, o Polo elétrico terá dimensões ligeiramente diferentes em relação ao atual hatch a combustão. Embora perca dois milímetros no comprimento, ele ficará seis milímetros mais largo e mais alto, além de ganhar quatro milímetros no entre‑eixos. Totalizando:
- Comprimento: 4,05 m
- Largura: 1,81 m
- Altura: 1,53 m
- Entre-eixos: 2,60 m
- Porta-malas: 435 litros
Visualmente, o hatch elétrico preservará o estilo de carroceria mais arredondado e terá uma dianteira que preserva a disposição de grade e conjunto ópticos já encontrados no atual hatch. Já na traseira, a mudança é mais radical, com lanternas afiladas retangulares e logo central da marca iluminado como o do novo Taos, já vendido no Brasil.
Por dentro, a Volkswagen enfatizou que seus novos modelos, mesmo que elétricos, não cederão as tendências de centralização de comandos na central multimídia. Ou seja, permanecerão com uma forte presença de botões físicos.
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O novo interior também rebaterá críticas de acabamento da Volkswagen, marcado pela presença marcante de superfícies macias em tons claros, volante de duas pontas, painel de controle de 10,25 polegadas e central multimídia de 13 polegadas.
Falando sobre itens de série, as versões de topo ainda serão equipadas com volante e bancos com aquecimento e Sistema de Assistência ao motorista Travel Assist que suporta trocas automáticas de fixa em alta velocidade, semáforos e reconhecimento de sinais de pare.
No conjunto motor, embora pareça contraditório, o novo Polo elétrico terá alma de Gol. O hatch será equipado com motor APP290, que faz referência ao clássico motor AP, que equipou uma grande gama de modelos populares da marca.
Mas na nova configuração, os quatro cilindros em linha serão substituídos por um propulsor totalmente elétrico frontal capaz de oferecer quatro níveis de potência e baterias diferentes.
As versões mais acessíveis serão equipadas com a calibração de 116 cv e 135 cv com a bateria LFP (ferro-lítio-fosfato) de 37 kWh. Enquanto as configurações mais robustas terão 211 cv e 226 cv e bateria NMC (níquel-manganês-cobalto) de 52 kWh. Vale ressaltar que a opção mais potente será da versão esportiva, GTI, do ID.Polo.
Vem para o Brasil?
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Daqui para frente a Volkswagen deverá intensificar o seu direcionamento para uma oferta de elétricos cada vez maior. Isso porque as regras de emissões ficarão cada vez mais rígidas e, consequentemente, o custo para produção de modelos a combustão será cada vez maior.
E embora o modelo seja inicialmente um projeto pensado para o mercado europeu, logo ele deve se expandir para outros mercados, mas tudo ainda não passa de rumor.
Além disso, o atual polo comercializado no Brasil pode estar com os dias contados. Porque mesmo ocupando a liderança de vendas de veículos de passeio, a ausência de perspectiva para uma nova geração e a chegada do Tera, que excluiu boa parte de suas versões, indicam que o hatch não deve permanecer em linha por muito tempo.
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