Esta é a última VW Kombi refrigerada a ar produzida no Brasil
Modelo marcou época no Brasil, nasceu da "costela" do Fusca e hoje tem versão elétrico bastante moderna
Hoje vamos contar a história de um dos modelos mais importantes da Volkswagen brasileira. No início dos anos 50 tanto a Kombi quanto o Fusca eram trazidos de fora e montados por aqui no sistema chamado de CKD. Era um processo prático porém com um índice de nacionalização muito pequeno.
Em 1957 a Kombi se tornou o primeiro veículo efetivamente produzido pela Volkswagen do Brasil. Dois anos mais tarde o sedã mais famoso do mundo seguiria esse mesmo caminho e passaria a fazer parte da recém-inaugurada linha de montagem em São Bernardo do Campo.
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Como sabemos a perua feita no Brasil não passou por grandes mudanças ao longo de sua longa história. Apesar de mais de meio século de vendas a marca acabou não trazendo inovações significativas para esta grande campeã de público e crítica.
Nesse sentido nós passamos tecnicamente do modelo chamado de "corujinha" para a versão "clipper" e seguimos assim até a sua aposentadoria com as edições especiais. E justamente o exemplar que ilustra esta matéria traz um marco importante nessa produção toda: é a última unidade que saiu da linha de montagem ainda com motor boxer refrigerado ar.
O proprietário encontrou esse carro por acaso fazendo uma série de pesquisas e cruzamento de dados para chegar ao local onde estava o carro. Era um lar de idosos que usava a perua diariamente para deslocamentos, compras e idas ao médico. Logo ele conseguiu fazer uma proposta interessante e trocou a clássica por uma versão mais nova com motor injetado. Para eles, sem dúvida, um ótimo negócio. E para quem gosta de história, melhor ainda
Uma das coisas mais interessantes desse exemplar é que traz a assinatura dos funcionários que fizeram a montagem final no tanque de combustível. Mais do que o registro histórico isso é uma testemunha do tempo que passou e de um modelo extremamente bem-sucedido e querido no mercado nacional.
Para ilustrar a matéria nós utilizamos a ID Buzz, uma versão elétrica que faz homenagem de certa forma à velha senhora e ajuda contar essa história de madeira ainda mais interessante. Vida longa aos clássicos e a preservação da história.