Como a Volkswagen prepara seus carros para os testes de segurança

Marca alemã tem conquistado nota máxima nos últimos testes realizados no Latin Ncap, órgão que mede a segurança dos carros vendidos na América Latina e Caribe

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14.11.2025 às 17:20 • Atualizado em 17.11.2025

A Volkswagen tem conquistado bons resultados nos testes de segurança veicular, principalmente nos modelos produzidos em solo brasileiro. Exemplo mais recente foi o Volkswagen Tera, com nota máxima (cinco estrelas). O segredo para o sucesso está dentro da própria estrutura da marca.

E essa trajetória começa nos anos 1970 com testes de colisão realizados pela montadora nos VW SP1 e SP2. Porém, vale lembrar que somente airbags e assistentes de condução já não bastam para tirar nota máxima em segurança no Latin NCap, órgão responsável por avaliar a segurança dos veículos vendidos no Brasil, mas que abrange toda a América Latina e o Caribe.

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Os recursos presentes no pacote ADAS têm sido essenciais para a conquista da nota máxima em segurança. Assistentes como controle de cruzeiro adaptativo (ACC), assistente ativo de mudança de faixa (Lane Assist), detector de ponto cego com assistente de saída de vaga e câmera multifuncional têm sido essenciais para VW conquistar esses resultados.

Como nasce o protocolo de segurança da VW?

Só para se ter uma ideia, a VW afirma que 150 testes de colisão são realizados por ano pela própria marca. Além disso, a montadora testa por cerca de 900 vezes o funcionamento dos assistentes de segurança, inclusive de componentes como airbags, no mesmo período.

A Mobiauto foi convidada para conhecer o setor da VW que realiza testes de segurança e, para isso, a cobaia utilizada foi o Tera.

Tudo começa com a plataforma da VW, onde surge a base para o ficar seguro. Vale lembrar que a MQB A0 é a arquitetura de quase todos os veículos vendidos pela marca no Brasil. E, de acordo com a VW, a MQB Evo para híbridos e elétricos, que logo estreará no Brasil, também já atende os novos padrões de segurança.

Além da boa base, a carroceria é composta por tipos diferentes de aço, os quais possuem uma rigidez torcional distinta a depender do local. No capô, por exemplo, o metal é menos rígido, tudo para evitar danos maiores no caso de um atropelamento. Por outro lado, as colunas A e B já tem o mais alto nível de rigidez, a ponto de o corte das peças ser feito a laser.

Itens como o airbags estão inseridos no grupo de segurança passiva, que atuam após algum incidente ou acidente. Para o acionamento, a marca posiciona sensores pelo veículo que vão medir o nível do impacto para que não aconteça o uso da proteção sem necessidade.

Em uma batida frontal, por exemplo, o sensor detecta a colisão e processa as informações em até 0,025 segundos, mais 0,03 s para que o sistema de retenção (airbag) entre em ação. Ainda há o deslocamento da coluna de direção e pedais para aliviar o impacto no motorista. A carroceria também entra para absorver a pancada e atuar como uma “destruição programada”. Tudo para que a energia se dissipe e cause o menor número de danos para os ocupantes.
Para garantir que tudo atue da forma devida, a marca conduz testes separados. Primeiro para medir o resultado dos impactos, seja no airbag ou até mesmo simulando o impacto de uma cabeça, até com os assistentes ativos para evitar uma colisão.

Por último, uma unidade do VW Tera pronta para venda foi enviada a 64 km/h para bater de propósito e medir os danos causados pela batida frontal. Dentro do veículo, são quatro bonecos, mais conhecidos como Dummy: dois simulando adultos no banco da frente e outros dois menores em cadeirinhas como se fossem crianças.

Assim, é possível medir a porcentagem de proteção dos ocupantes. No caso do Tera, o Latin NCAP atestou 90% para adultos, 87% para crianças e 76 % para pedestres.

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- Repórter

Encontrou no jornalismo uma forma de aplicar o que mais gosta de fazer: aprender. Passou por Alesp, Band e IstoÉ, e hoje na Mobiauto escreve sobre carros, que é uma grande paixão. Como todo brasileiro, ainda dedica parte do tempo em samba e futebol.

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