VW Tera como mini SUV do Porsche Macan? Entenda a história
SUV compacto alemão feito no Brasil pode ter algo em comum com o modelo de luxo
O Volkswagen Tera fechou 2025 liderando vendas entre os SUVs compactos. Mas antes mesmo de atingir o sucesso no ano de lançamento, o modelo já era visto com bons olhos internamente pela marca alemã, principalmente quando o assunto é design.
Para se ter uma ideia, o Tera foi comparado ao Porsche Macan, SUV de luxo de outra marca alemã que pertence ao grupo Volkswagen. Olhando para valores, o Tera Highline, o mais caro, parte dos R$ 144.390, enquanto o Macan mais básico custa a partir de R$ 530.000, quase quatro vezes mais.
Você também pode se interessar por:
- VW Tera 2026 tem segundo reajuste em cinco meses; veja novos preços
- Novo Volkswagen Polo elétrico usará receita do Gol para vender mais
- Os lançamentos da Volkswagen para o Brasil em 2026
- VW Tera MPI 2026: quanto custa manter a versão mais barata do SUV?
Ambos são SUVs, mas com uma distância grande de proporções, equipamentos e público-alvo. Então, como é possível comparar os dois?
Divulgação/Volkswagen
Isso aconteceu dentro da própria Volkswagen. José Carlos Pavone, designer e mentor principal do design do VW Tera, revelou que essa comparação existiu. Em entrevista ao Car Design News, o chefe de Design da VW para América Latina, contou o que aconteceu quando mostrou o Tera pela primeira vez ao CEO do Grupo VW, Oliver Blume: “baby (Porsche) Macan” (miniatura do Porsche Macan, em tradução livre).
Divulgação/Porsche
A opinião do executivo para o Tera claramente pode ser encarada como um elogio importante. Já que não só os equipamentos, motorização e luxo embarcado que diferenciam um veículo que busca volume de vendas maior, enquanto o outro é voltado para um mercado mais seleto de alto custo.
E o design está envolvido nesse processo. Mais recentemente, por exemplo, a Chevrolet adotou algo semelhante. O Chevrolet Sonic ainda não foi lançado, mas a marca americana já revelou que seu jogo de lanterna terá disposição quase idêntica do Equinox elétrico. Ou seja, um produto que vai buscar um volume alto de emplacamentos, com detalhe visual que lembra outro produto mais caro.
Esse tipo de conceito é conhecido na indústria como “Family face”. A ideia é aproximar o visual dos veículos de determinada marca, com o objetivo do público reconhecer pontos de um carro em outro. Essa estratégia facilita não só a construção da marca como cria uma espécie de identidade visual, além do logo ou logotipo estampado.
Divulgação/Volkswagen
Um último exemplo de apelidado de “baby” foi o Jeep Avenger. A marca conhecida por todo seu histórico off-road já tinha quebrado alguns pré-conceitos com o Renegade. Agora, com a chegada do Avenger, o SUV tem um porte compacto e perfil mais voltado para rodagem urbana.
Mas, e o Tera como Mini Macan? Se a distância entre todos os comparativos é considerável. É possível enxergar detalhes de um Porsche no escolhido pela VW para ser o sucessor de Fusca e Gol?