VW Taos 2026: o que saber antes de comprar o SUV médio

Novo visual do SUV chama a atenção por adotar linguagem parecida com a do VW Tera, mas será o suficiente?

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13.02.2026 às 08:00

A Volkswagen Taos chegou ao Brasil com a mesma linguagem visual do Tera. Só que diferente de T-Cross e do próprio Tera, o SUV médio importado do México não passa nem perto de liderar seu segmento. Por isso, a montadora alemã precisou se mexer, até porque não são só Jeep Compass e Corolla Cross que preocupam mais.

De acordo com a montadora, sim. Afinal, o início das vendas no último dia 22 janeiro resultou em 1.912 pedidos em apenas um dia. A seu favor, o Taos ainda conta com a subida nos preços dos SUVs compactos em suas respectivas versões de topo, como T-Cross Highline e Nissan Kicks Exclusive.

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Volkswagen Taos Highline 2026 – pontos positivos

Divulgação/VW

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Mesmo conjunto mecânico

A versão mais completa do Taos é a Highline e cobra a mais por uma lista de equipamentos, mas permanece com o mesmo conjunto mecânico da linha 2025.

Sob o capô está o 1.4 TSI de até 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque, associado ao câmbio automático de oito marchas. Essa transmissão inclusive foi a grande novidade para linha 2025 e melhorou a condução do SUV, além de deixá-lo mais econômico.

E esse é o ponto mais positivo para o Taos 2026, a permanência do conjunto mecânico. Se tecnologia embarcada, acabamento interno nunca foram os chamarizes do SUV alemão, o conjunto para quem está atrás do volante segue como principal atrativo.

O ajuste dos bancos do motorista é elétrico e facilita o ajuste da posição de guiar, a qual não tem um perfil muito elevado. Tanto o ajuste de profundida de altura do volante quanto a empunhadura contribuem para uma boa experiência ao guiar o SUV alemão.

O escalonamento do câmbio aumentou de seis para oito marchas e isso melhorou a condução do Taos. De quebra, o SUV passou a render mais em velocidades mais altas, além de ter ficado mais econômico.

Mais barato

Enquanto na linha 2025 o Taos custava R$ 231.900 na versão Highline e chegou na linha 2026 por R$ 209.990, assim como a versão de entrada Comfortline saiu de R$ 206.990 para R$ 199.990. Reduções de R$ 22.000 na opção mais completa e R$ 7.000 na básica. Será que é o bastante?

Por outro lado, pego um dizer do carioca que diz “a pista está salgada” para se referir a algo que não está fácil. Nessa faixa de preço que vai de R$ 180.000 até R$ 220.000 já tem outras opções híbridas, como é o caso do GWM H6, além dos elétricos como Chevrolet Captiva e Leapmotor C10.

Sem contar a chegada de Renault Boreal com preços agressivos e o Ford Territory que manteve o preço de R$ 214.000.

Então, a Volkswagen viu esse cenário e entendeu que precisava precificar para baixo, mesmo oferecendo um carro “novo”.

Espaço interno

A chegada de BYD Song Plus, GWM Haval H6 e mais recentemente do Boreal trouxe algo que o Taos já tinha como destaque antes: espaço interno e porta-malas. São 2,68 metros bem aproveitados na cabine para os ocupantes. Não fosse o túnel central elevado demais, até mesmo o ocupante do meio ficaria ainda mais confortável na segunda fileira.

Não falta espaço para os joelhos e ainda guarda uma boa distância da cabeça para o teto, principalmente em pessoas de estatura comum de 1,75 m a 1,80 de altura. Algo que não é novidade, mas continua curioso no Taos é o acesso no banco traseiro para o porta-malas, sem precisar abaixar o banco. Basta descer o encosto de braço e sua parte de trás para conseguir acessar o bagageiro.

Por falar no porta-malas, são 498 litros de capacidade, o que fica atrás dos novos concorrentes, mas ainda sim é um bom espaço e maior que do que Compass e Corolla Cross oferecem.

Na versão Highline, destaque para o revestimento de couro dos bancos, enquanto na concorrência geralmente é um material premium, mas ainda sintético.

Funcionamento do Sistema Adas

Não, o Taos não tem o pacote de assistentes de segurança e condução mais completo da categoria. No entanto, chama a atenção a calibração e o bom funcionamento dos itens presentes.

A versão de topo, Highline, ainda são acrescentados assistente de tráfego cruzado, travel assist e emergency assist, que basicamente atua de forma conjunto com o controle de cruzeiro adaptativo com a manutenção em faixa de forma semiautônoma, assim como detecta problemas com o condutor como fadiga, respectivamente.

VW Taos Highline – pontos negativos

Divulgação/VW

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Concorrência pesada

Em 2025, Jeep Compass, Toyota Corolla Cross, BYD Song, GWM Haval H6 e Caoa Chery Tiggo 7 e 8 emplacaram mais que o Taos. Seja com modelos somente a combustão ou híbridos, o Taos foi somente o 23° SUV mais emplacado do Brasil, conforme números da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

O problema é que com as novidades modestas do modelo deixam a competitividade do SUV afetada com Corolla Cross e Jeep Compass. Só que essa lista só aumenta, com a chegada do Renault Boreal, crescimento do Ford Territory, além dos SUVs híbridos chineses e SUVs médios elétricos como Leapmotor C10 e Chevrolet Captiva.

Só para se ter uma ideia, a Mobiauto comparou o Taos com o Renault Boreal. Com um projeto mais novo, o SUV francês evidencia o quanto as mudanças no Taos precisam ir além do visual e equipamentos.

Mudanças

O novo visual do Taos é o principal atrativo do modelo. As lanternas interligadas chegaram depois de T-Cross e Nivus, mas só o SUV médio tem o logotipo da montadora iluminado. A frente permanece com a interligação iluminada dos faróis por LED na versão Highline. A mudanças está na frente renovada com a linguagem atualizada da marca.

A grade baixa é mais protagonista e conta com tomadas de ar logo abaixo dos faróis, como em Tera e Nivus. Por falar na iluminação dianteira, ela conta com a tecnologia IQ, Light que oferece um padrão de direcionamento da luz e leitura do ambiente melhores.

Por dentro, a tirar pelo nova central multimídia de 10 polegadas, além de mudanças pontuais no arranjo do painel, o Taos 2026 é praticamente o mesmo da linha anterior.

Consumo

Consumo Inmetro Taos:
• Urbano: 11,1 km/l (gasolina) / 7,7 km/l (etanol)
• Estrada: 13,3 km/l (gasolina) / 9,3 km/l (etanol)

Deixando de lado as versões híbridas de Corolla Cross, H6 e Song Plus, o Taos só consegue ter números de consumo de combustível melhores que o Compass. Até mesmo o Boreal já chega com um gasto energético melhor que o rival.

VW Taos ainda vale a pena?

Divulgação/VW

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A espera pela chegada do novo Volkswagen Taos pode ter frustrado quem aguardava por uma nova geração. Em vez disso, o SUV médio ganhou uma boa remodelada no visual, recebeu alguns equipamentos e manteve o que era bom.
Nesse novo cenário, o Taos fica em uma vitrine com ainda mais opções para quem procura um SUV do seu porte. Com isso, ficará cada vez mais difícil se destacar sem grandes novidades.

Futuro do modelo

Divulgação/VW

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Dentro no catálogo da Volkswagen ainda são esperadas novas gerações de Nivus e T-Cross, as quais vão crescer em termos de tamanho. Com o T-Cross maior, o papel do Taos no mercado brasileiro é incerto.

Importado do México, o Taos não está incluso no plano da Volkswagen de ter ao menos uma versão híbrida de todos os modelos desenvolvidos em solo brasileiro. Diante disso, as capacidades do SUV estão sendo minadas com a chegada de novos carros mais tecnológicos e oferecendo mais.

Volkswagen Taos Highline 2026 – Ficha técnica

Motor: 1.5, dianteiro, longitudinal, quatro cilindros em linha, turbo, flex, injeção indireta
Taxa de compressão: 10
Potência: 150 cv (G/E) a 5.000 rpm
Torque: 25,5 kgfm (G/E) 1.500 rpm a 3.800 rpm
Câmbio: automático, 8 marchas
Tração: dianteira
0 a 100 km/h: 9 segundos etanol e 9,2 segundos gasolina
Velocidade máxima: 197 km/h

Consumo Inmetro:
• Urbano: 11,1 km/l (gasolina) / 7,7 km/l (etanol)
• Estrada: 13,3 km/l (gasolina) / 9,3 km/l (etanol)

Dimensões e capacidades: 4.467 mm comprimento, 2.680 mm entre-eixos, 1.841 mm largura, 1.626 mm altura, 498 litros de porta-malas, 48 litros do tanque de combustível, 1.456 kg de peso em ordem de marcha.

Dados técnicos: direção elétrica; suspensão McPherson (dianteira) e multilink (traseira); freios a discos ventilados (dianteira) e disco (traseira); diâmetro de giro, 11,5 m; vão livre do solo, 185 mm; ângulo de ataque, 20°; ângulo de saída, 26,3°; pneus 235/45 R19.

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- Repórter

Encontrou no jornalismo uma forma de aplicar o que mais gosta de fazer: aprender. Passou por Alesp, Band e IstoÉ, e hoje na Mobiauto escreve sobre carros, que é uma grande paixão. Como todo brasileiro, ainda dedica parte do tempo em samba e futebol.

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