VW Saveiro Rocket: por que versão especial seria despedida ideal da picape

Picape compacta está perto de despedida e tem no passado uma configuração que marcou entusiastas

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01.02.2026 às 15:30 • Atualizado em 02.02.2026

A VW Saveiro é um dos modelos mais longevos do mercado nacional. A picapinha derivada do Gol surgiu em 1982 como resposta à Fiat, e para ser um veículo de trabalho da marca alemã para o mercado brasileiro.

Durante sua trajetória no Brasil, fez rivalidade com Fiat Fiorino, Ford Pampa, Chevrolet Montana, Fiat Strada e Ford Courier. Trabalhou com motor refrigerado a ar à lá VW Fusca, e só ganhou a usina refrigerada à água em 1985.

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Em seus 44 anos de vida, foram diversas as configurações especiais, como Summer, Surf, Cross, entre outras. No entanto, uma que não saiu do papel, faria muito bem à Saveiro, que está prestes a sair de linha no mercado nacional para dar lugar a Tukan, uma nova picape intermediária rival da Fiat Toro que a Volkswagen deve lançar no ano que vem.

A Saveiro Rocket foi um conceito apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo em 2010. Na sua quinta geração, a picape chegou ao evento com uma versão preparada com sobrenome Rocket (foguete em inglês). Não à toa, embaixo do capô tinha o motor 1.4 TSI a gasolina de 140 cv de potência e 25,5 kgfm de torque câmbio manual de seis marchas.

O motor turbo, incomum para Saveiro, entregava seu torque máximo em baixos 1.500 rpm do propulsor. A tração é a conhecida 4x2 dianteira, nada de 4x4.

Vale lembrar que em sua quinta geração, a Rocket representava não só uma vontade da marca, como também simbolizava a escolha da Saveiro para preparação mecânica e visual, algo feito por alguns fora das paredes da montadora alemã.

O branco perolizado da carroceria ajudava a destacar as faixas em vermelho e detalhes da mesma cor no para-choque dianteiro, capa do retrovisor e pinças de freio de 312 mm na dianteira e 256 mm na traseira. A saia em preto combinava com as rodas de 18 polegadas com perfil pneus de 225/40.

Vista de lado, era perceptível a suspensão rebaixada, assim como o santantonio arredondado que criava todo um caimento cupê, o qual ainda contava com aerofólio acima da tampa traseira. Para não prejudicar o caminho do ar, a caçamba foi equipada com capota rígida acionada por comando elétrico.

Os bancos esportivos revestidos de couro e Alcântara, emprestados do Golf R32, já davam o tom esportivo que o interior merecia, mas não parava por aí. A manopla de câmbio foi herdada do Golf GTI e para não deixar de fora, o volante recebeu revestimento de couro com costuras em vermelho. Cor que preencheu parte da folha das portas, saídas de ar e bancos também. Tudo para reforçar a esportividade.

Outro detalhe incomum para época em carros de volume é a central multimídia, que era contornada por um acabamento em preto brilhante.

Agora, imagine todos esses atributos em uma versão de despedida para a picape da VW. A Saveiro poderia sair de cena em alto estilo, com uma motorização que nunca teve, exclusividades e dando vida ao conceito Rocket que até os dias de hoje é lembrado.

Uma das perguntas mais recorrentes quando se tem o conhecimento da picape “foguete” é “por que não foi produzida?”. A Saveiro Rocket era um showcar e não um conceito de versão que ganharia as ruas, embora muitos brasileiros preparem a picape atualmente.

Mas não há como negar que uma edição limitada para picape que está há anos em linha no Brasil poderia fazer sentido e elevar o status da Saveiro, que é tão querida pelos brasileiros.

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- Repórter

Encontrou no jornalismo uma forma de aplicar o que mais gosta de fazer: aprender. Passou por Alesp, Band e IstoÉ, e hoje na Mobiauto escreve sobre carros, que é uma grande paixão. Como todo brasileiro, ainda dedica parte do tempo em samba e futebol.

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