VW Polo elétrico é futurista com estratégia à la Mercedes-Benz
Estratégia adotada pela marca no modelo foge do padrão visto nos elétricos atuais
Com nome já batizado de Volkswagen ID. Polo, o Polo elétrico, como chamamos por aqui, será um dos principais lançamentos da marca para este ano, inicialmente voltado ao mercado europeu.
O modelo marca a estreia da montadora no segmento de hatches elétricos. Mas, quando falamos de elétricos, geralmente pensamos em um veículo totalmente tecnológico e digital, com interior focado quase exclusivamente em comandos por telas. No entanto, a Volkswagen não vai seguir 100% essa cartilha no ID. Polo.
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O que reforça essa linha é o fato de a marca ter optado por resgatar botões físicos, vistos logo abaixo da central multimídia, responsáveis pelos sistemas de som e controle do ar-condicionado. Entre os bancos, próximo ao porta-copos, haverá um botão físico giratório para ajuste de volume e alternância entre faixas de música e estações de rádio. O volante de dois raios também traz comandos em ambos os lados, tanto para o sistema de som quanto para a telefonia. Já nas portas, permanecem os clássicos interruptores individuais dos vidros elétricos.
Divulgação/Volkswagen
A ideia da Volkswagen é corrigir algo que gerou críticas à montadora: a adoção excessiva de comandos digitais com o objetivo de dar ao modelo um visual futurista. A estratégia da época, inclusive, foi vista como um erro pelo próprio CEO global da marca, Thomas Schäfer, que afirmou que os comandos digitais “definitivamente causaram muitos danos” à reputação da Volkswagen.
Essa mudança de estratégia não é exclusiva da marca alemã. A Mercedes-Benz, por exemplo, já afirmou que botões, inclusive no volante, voltarão a ser padrão nos próximos modelos a serem lançados pela marca.
A Hyundai é outra que afirma deixar de lado a dependência de grandes telas no interior. Foi o que ressaltou Simon Loasby, vice-presidente de design da marca, em entrevista ao site Autocar durante o Seoul Mobility Show, em abril de 2025. Segundo ele: “Queremos que as interações do motorista sejam feitas por botões físicos, sem desviar o olhar. A central multimídia, muitas vezes, é uma distração”.
Com a apresentação da nova geração do Corolla no Japan Mobility Show, em Tóquio, essa estratégia também ficou evidente. Por fora, o modelo apresentou um visual futurista, com linhas retas e fluidas, mas, por dentro, manteve os comandos satélites no volante, sistema que já era encontrado, por exemplo, no Golf GTI de 1988.7
Divulgação/Volkswagen
Mas calma: os botões não farão com que o novo Polo seja um elétrico com sistema antigo. A ideia está focada em funcionalidade e segurança, já que o modelo está longe de abandonar a tecnologia. O Polo elétrico traz uma tela de 13 polegadas para a central multimídia e outra de 10,25 polegadas para o painel de instrumentos, que é personalizável e conta com um modo retrô. Esse modo permite trocar para um visual “analógico”, com gráficos de números e ponteiros que remetem ao Golf MK1, dos anos 80. Com a proposta de combinar nostalgia e tecnologia, o hatch também exibe uma animação que simula um toca-fitas na central multimídia.
Como será o ID. Polo?
Divulgação/Volkswagen
Construído sobre a nova plataforma MEB Entry, o ID. Polo será totalmente elétrico com propulsor posicionado no eixo dianteiro, ou seja, sem a presença de motor a combustão. O modelo terá quatro opções de potência, variando conforme a versão.
As versões de 116 cv e 135 cv, as menos potentes da linha, contarão com baterias de 37 kWh com células LFP (lítio-ferro-fosfato), oferecendo autonomia de até 300 km no ciclo WLTP.
Já as versões mais potentes, de 211 cv e 226 cv, utilizam baterias com células NMC (níquel-manganês-cobalto), com capacidade de 52 kWh e autonomia de até 450 km.
Suas medidas são ligeiramente diferentes das do Polo a combustão que já conhecemos por aqui. O ID. Polo é um pouco mais curto, com 4,05 metros de comprimento contra 4,07 m do modelo atual, mas se sobressai nas demais dimensões: 1,81 m de largura, seis centímetros a mais; 1,53 m de altura, oito centímetros a mais; 2,60 m de entre-eixos, cinco centímetros extras; e 435 litros de capacidade no porta-malas, um ganho de 84 litros.
O ID. Polo é lançado com foco no mercado europeu, mas sua chegada ao Brasil no futuro não está descartada, especialmente se levarmos em conta que o Volkswagen Polo que conhecemos hoje pode estar de saída do mercado, como explica este artigo da Mobiauto.
Os planos da marca para o Brasil, considerando o ano de 2026, incluem o lançamento de modelos híbridos flex nacionais, produzidos localmente. Esses veículos podem servir como porta de entrada para a chegada de um modelo 100% elétrico, que, nesse cenário, seria o ID. Polo.
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