Teste: Yamaha Crosser S 150 é boa para a cidade, mas se dá bem no off-road?

Com motor 150 cilindradas, falta fôlego para viagens mais longas, mas a economia de combustível compensa.

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25.01.2026 às 15:00 • Atualizado em 27.01.2026

A Yamaha Crosser S 150 foi reestilizada no final de 2024, para se manter como uma opção interessante para quem busca uma motocicleta leve, econômica e com visual aventureiro, sem renunciar à robustez necessária para o uso diário. Pilotei a moto por sete dias e pude ter certeza de uma coisa, a proposta da Crosser ficou clara: ser uma moto “pau pra toda obra”, especialmente para quem enfrenta as ruas irregulares das cidades brasileiras e eventuais trechos de terra.

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Design

Visualmente, a Crosser S 150 mantém o DNA trail urbano que tornou ela um sucesso. Na versão S, ela traz o paralama baixo e logo abaixo do farol dianteiro, que é em led, um bico que dá aquela pegada off-road para a Crosser. A posição de pilotagem mais ereta reforça a sensação de domínio sobre a moto. As rodas são raiadas como toda boa trail tem que ser, o que deixa um visual bastante bonito para a moto.

O painel é totalmente digital e de fácil leitura, trazendo informações essenciais como velocímetro, marcador de combustível, hodômetro e indicador de marchas, mas fica faltando itens importante como autonomia, consumo médio e instantâneo, coisa que a Honda Bros, sua principal concorrente já tem.

Aliás, um outro ponto negativo da Crosser, está na tomada 12 volts instalada no painel. Já poderia ter uma tomada USB, mesmo que do tipo tradicional, para dispensar o uso de um adaptador para poder carregar o smartphone.

Ergonomia

Um dos pontos fortes da Crosser S 150 é a ergonomia. A posição de pilotagem é confortável, com banco em altura adequada para a maioria dos motociclistas e boa distância entre pedaleiras, banco e guidão. Durante o teste, a moto se mostrou fácil de pilotar tanto no trânsito intenso quanto em trajetos mais longos.

A suspensão tem acerto macio, especialmente na dianteira, o que ajuda a filtrar bem buracos, valetas e lombadas. Em pisos irregulares, a Crosser transmite confiança, enquanto em asfalto de boa qualidade o comportamento é previsível e quando passei em lombadas e valetas um pouco mais rápido, a trail se mostrou bastante robusta.

Motor

O motor monocilíndrico de 149 cm³, arrefecido a ar, entrega desempenho condizente com a categoria. E como bebe tanto etanol quanto gasolina, a potência tem números bastante similares, sendo 11,7 cv de potência no etanol e 11,4 cv de potência na gasolina, suficientes para deslocamentos urbanos e rodoviários curtos. No uso diário, ainda que o sentimento seja de falta de potência, o motor se mostra elástico e bem ajustado, com respostas suaves ao acelerador.

Não é uma moto feita para altas velocidades, tanto que o máximo que consegui foi 111 km/h no velocímetro, mas mantém cruzeiros tranquilos dentro do limite legal, com vibrações controladas. O câmbio de cinco marchas tem engates precisos, e a embreagem é leve, favorecendo o uso no anda-e-para das grandes cidades.

Suspensão

Em uma moto trail, esse é um ponto que tem que ser levado em consideração, afinal, mesmo de baixa cilindrada, a exigência de uma suspensão elevada e robusta é altíssima.

Na Crosser, a suspensão dianteira, ainda que seja simples, somente com garfo telescópico de 180 mm, absorve bem os impactos do nosso asfalto castigado. Na traseira, o sistema pró-link com 160 mm de curso, também dá conta do recado e oferece segurança para usar ela em todo tipo de terreno e até permite abusar nas curvas, o que deixa até margem para um projetinho e tornar a Crosser uma motard, para aumentar o nível da diversão.

Consumo

Se tem algo que agrada no conjunto da Crosser S 150 é a economia. Durante o teste, os números de consumo ficaram próximos dos 40 km/l, reforçando a vocação da moto para quem busca baixo custo por quilômetro rodado. O tanque com 12 litros de capacidade garante autonomia suficiente para rodar bastante, reduzindo a frequência de paradas para abastecimento.

Outro ponto favorável é a manutenção simples, característica já conhecida da linha Yamaha de baixa cilindrada. Peças acessíveis, revisões com preço fixo e boa rede de concessionárias ajudam a manter o custo de propriedade sob controle.

Segurança e ciclística

A Yamaha Crosser S 150 vem equipada com freio a disco na dianteira e tambor na traseira, com ABS de apenas um canal, sendo somente na dianteira, mas ainda que não tenha sistema antitravamento na traseira, os freios mantém a moto estável mesmo em solicitações mais fortes dos freios. O conjunto cumpre bem o papel no uso urbano, com respostas progressivas e seguras.

Os pneus mistos reforçam a proposta versátil da moto, permitindo encarar estradas de terra leves sem grandes preocupações.

Após o teste, a Yamaha Crosser S 150 deixa claro que é uma motocicleta equilibrada, honesta e alinhada às necessidades do público brasileiro. Não é a mais potente da categoria, nem a mais tecnológica, mas entrega exatamente o que promete: conforto, economia, robustez e versatilidade.

Para quem busca uma moto para o dia a dia, com visual aventureiro, posição de pilotagem confortável e custo de manutenção controlado, a Crosser S 150 segue como uma escolha racional e confiável dentro do segmento trail urbano.

Com preço de R$ 22.790,00 sem incluir frete e seguro, a Crosser S, está disponível em duas cores, o vermelho Fire Red e o preto Black Eclipse.

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