Flanelinhas na cadeia? Projeto de Lei quer punir prática de extorsão nas ruas

Projeto de lei quer colocar fim a prática de extorsão causada por guardadores de carros

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13.03.2025 às 08:50 • Atualizado em 23.04.2025

Quase todos que já saíram dirigindo passaram pela situação de encontrar com guardadores de carros, popularmente conhecidos como “flanelinhas”. Contudo, em algumas vezes, o guardador acaba ameaçando o motorista, alegando que o veículo pode ser danificado, caso não efetue um pagamento.

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Apesar da profissão ser regularizada pela Lei Federal 6.242/75 desde que cadastrado na Delegacia Regional do Trabalho, a prática de você cobrar algo sobre ameaça é configurada como extorsão e flanelinhas que cometem tal ato, podem se dar mal.

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Isso porque o Projeto de Lei 239/25 criado pelo deputado General Pazuello (PL-RJ) quer alterar o Código Penal para tornar crime a extorsão praticada pelos guardadores de carros em vias públicas.

No PL, flanelinhas que cometerem a infração poderão ser punidos com prisão de dois a oito anos, além de uma multa de valor ainda não estipulado. A pena poderá ser aumentada em um terço, caso a vítima seja mulher, idosos, pessoas com deficiência ou se o motorista estiver acompanhado de criança ou adolescente. A pena ainda pode ser dobrada caso o crime seja cometido com violência implícita ou ameaça indireta.

De acordo com Pazuello, a Agência de Notícias, o Projeto de Lei: “exercício criminoso da profissão por quadrilhas que extorquem proprietários de veículos, cobrando preços estratosféricos sob a ameaça velada de causar danos à pessoa ou ao veículo. [...] A prática é verificada em várias cidades brasileiras, principalmente naquelas com maior concentração de pontos turísticos, praias, estádios, casas de shows, teatros e até hospitais, onde os chamados ‘flanelinhas’ atuam, se apropriando do espaço público e praticando a conduta extorsionária.”

Por fim, o PL ainda será analisado pela comissão de Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso seja aprovado, será votado pelo Plenário da Câmara. Para que a proposta vire lei, a medida terá que ser aprovada pelos deputados e senadores

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Imagem abertura: Reprodução/PMMG

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- Jornalista Automotivo

Formado em jornalismo desde 2024, sempre gostou muito do mundo automotivo, além de esporte e velocidade. Tem o prazer em se comunicar e levar informações para as pessoas.

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