Fiat Grande Panda: por que missão do hatch é diferente no Brasil?
Modelo já está na Europa desde 2024, mas sua estratégia por lá é totalmente diferente
O europeu Fiat Grande Panda será vendido no Brasil como a nova geração do Argo, o modelo é o lançamento mais importante da marca nos últimos anos. Sua estreia será em 2026 para concorrer com Volkswagen Polo, Chevrolet Onix, Hyundai HB20, entre outros.
Se por aqui, o objetivo do Fiat é revitalizar o Argo e ajudar na permanência da marca como líder no país. Na Europa, o Grande Panda foi lançado para ajudar a Stellantis nas vendas e frear a perca de mercado da fabricante italiana.
No Velho Continente, segundo dados da Dataforce, a Fiat possui apenas um carro entre os 50 carros mais vendidos, o Panda, hatch de entrada, e que emplacou 116.113 modelos em 2025, conquistando a 24ª posição entre os mais vendidos.
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A Fiat inclusive não aparece nem entre as 10 mais vendidas da região, ficando atrás por exemplo da Dacia, subsidiária romena da Renault.
No Brasil, a história deverá ser diferente, o Fiat Argo em 2025 foi o terceiro modelo mais vendido em nosso mercado (Fenabrave), mas ficou atrás do seu rival direto, VW Polo. Agora, o hatch revitalizado será a principal força do modelo para brigar pela liderança do pódio.
Mais que um novo visual
Além de um rosto que chama a atenção, o Fiat Grande Panda tem muita tecnologia envolvida. A principal delas é plataforma Smart Car que também servirá de base para as novas gerações de Strada e Fastback.
Ao mesmo tempo, o veículo é considerado um produto urbano e tem até versão com direito a rodas de aço e suporte que faz o celular do motorista atuar como central multimidia. Vendido a partir de R$ 105 mil (em conversão direta, sem adição de impostos), o hatch foi citado por Oliver Fraçois, Ceo da Fiat, afirmando que gostaria de limitar a velocidade do Grande Panda com o foco de deixar o carro ainda mais barato no Velho Continente.
O Novo Argo no Brasil
Para o Brasil, o modelo deverá ter desde versões com bom nível de tecnologia embarcada, até versões mais simples. Uma prova está no flagra publicado pelo colega Renato Maia, da página Falandodecarro.
Nas imagens registradas, o Argo roda em testes no país com faróis halógenos, que deverão estar presente nas versões de entrada do hatch. Para as versões mais caras, é esperado a iluminação de LED.
Reprodução/Falandodecarro
Sobre a sua motorização, é esperado que o hatch seja equipado com o propulsor 1.0 Firefly aspirado de 75 cv de potência e 10,7 kgfm de torque nas opções de entrada. A usina trabalha com o câmbio manual de cinco marchas.
As intermediárias e de topo deverão ser equipadas com o do 1.0 turbo flex de até 130 cv e 20,4 kgfm e que atua com o câmbio CVT de sete marchas simuladas. Há a possibilidade das opções mais caras ganharem o sistema híbrido de 12V presente em outros produtos do grupo Stellantis.