Volkswagen Taos: qual o futuro do SUV no Brasil?
Modelo chegou à linha 2026 renovado e manteve o que já era bom, o problema é a concorrência cada vez maior
O Volkswagen Taos recebeu a tão aguardada renovação para permanecer como uma opção competitiva no mercado de SUVs médios. Nova frente e traseira com lanternas interligadas e logotipo iluminado da montadora compõem parte das novidades.
As versões Comfortline (R$ 199.990) e Highline (R$ 209.990) permanecem, só que um olhar mais atento vai perceber que o Taos 2026 chegou mais barato cerca de R$ 7.000 na versão básica e R$ 22.000 na de topo, o que é uma boa notícia.
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Importado do México, o SUV permaneceu com seu motor 1.4 TSI que entrega 150 cavalos de potência e 25,5 kgfm de torque, associado ao câmbio automático de oito marchas. É o trem de força que o Taos já tinha na linha 2025 e o mesmo motor desde a sua chegada em 2021.
Essas foram as armas que a Volkswagen ofereceu para o SUV continuar a concorrer, principalmente com Toyota Corolla Cross e Jeep Compass. O problema é que a dupla de rivais passava facilmente das 50 mil vendas. Nem no seu melhor ano de emplacamento, o Taos conseguiu superar as 20 mil unidades.
Antes da atualização no visual, o Taos ainda viu a fatia do bolo dos SUVs médios ser dividida ainda mais com a chegada de novos concorrentes como Renault Boreal e o crescimento nas vendas dos Ford Territory, por exemplo. Outro fator importante nesse tabuleiro é que os modelos híbridos chineses como GWM Haval H6 e BYD Song Plus emplacam cada vez mais e já superaram a barreira da desconfiança.
A queda no preço do Taos 2026 não é à toa, a concorrência quando não equipara, chega a superar pontos que são destaque no SUV da Volkswagen. Entre-eixos de 2,68 m e porta-malas de 498 litros ainda são maiores do que Compass e Corolla Cross, mas não mais que o restante da concorrência que supera com facilidade a barreira dos 500 litros de bagageiro.
Consumo de combustível não é um ponto negativo, mas fica longe das médias dos modelos híbridos. E o Taos também nunca foi sinônimo de potência e torque na categoria.
A dinâmica de direção bem acertada e prazerosa, da mesma forma que o bom funcionamento dos assistentes de direção e segurança ainda estão presentes no Taos. Só que um rápido comparativo na lista de equipamentos vai mostrar que não só o modelo alemão, como Corolla Cross e Compass precisam se atentar ao que está chegando.
Ainda soma nessa lista os SUVs elétricos, como Chevrolet Captiva e Leapmotor C10, opções com presença maior de tecnologia embarcada, mais refino no acabamento interno e na mesma faixa de preço do Taos.
E o futuro do VW Taos pode ser nacional. A marca alemã trabalha em dois produtos na fábrica da Anchieta, construídos sobre a plataforma MQB37. O primeiro produto será apresentado neste ano, e será o primeiro modelo híbrido flex da marca à ser vendido por aqui.
Em 2028, chegará o segundo produto, um SUV com tecnologia HEV, que deve ser o sucessor do VW Taos. Além de ser maior que T-Cross, Mobiauto apurou recentemente que ele será produzido na fábrica do ABC Paulista e no México, encaixando o produto justamente na lacuna que hoje é coberta pelo Taos no Brasil.
Sendo assim, o tal novo Taos teria duas armas para se tornar mais competitivo:
- Motorização híbrida para brigar com chineses
- Nacionalização e (talvez) preço competitivo
Ainda não há confirmação por parte da marca que o novo SUV será o substituto do Taos ou uma nova geração nacional do produto. Aguardemos novas informações oficiais, mas até lá Mobiauto seguirá apurando novas informações sobre o produtos para entender os novos planos da Volkswagen para o Brasil.
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