Nissan Kicks Play: os principais problemas, segundo os donos

SUV tem fama de confiável, mas falhas na central multimídia têm aborrecido os consumidores

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22.12.2025 às 11:35

Velho conhecido dos brasileiros, o Nissan Kicks estreou em primeira mão no país em 2016 e rapidamente caiu no gosto do público – cerca de 400 mil unidades do SUV já foram produzidas em Resende (RJ) nos últimos nove anos. Em fevereiro deste ano, o Kicks recebeu o sobrenome Play para conviver com a nova geração, que chegou mais sofisticada e cara para brigar em segmentos superiores.

Com medidas pouco acima da média dos SUVs compactos à venda no Brasil, o Nissan Kicks Play é elogiado pela cabine, que acomoda confortavelmente quatro adultos, e pelo porta-malas de 432 litros. O modelo mede 4,30 metros de comprimento, 1,59 m de altura, 1,76 m de largura e 2,62 m de distância entre-eixos.

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São os mesmos números do recém-lançado Kait, uma variante reestilizada do Kicks Play que passa a ocupar o posto de SUV de entrada da Nissan na América Latina.

Sob o capô está o longevo motor 1.6 de 16 válvulas aspirado flex de quatro cilindros com corrente de comando, que gera até 113 cv de potência e 15,2 kgfm de torque. O câmbio automático CVT simula seis marchas.

O Kicks Play é um carro leve para o seu porte, pesando por volta de 1.100 kg em ordem de marcha, dependendo da versão. O baixo peso favorece o desempenho urbano e o consumo de combustível moderado, embora o tanque de combustível de apenas 41 litros limite a autonomia em percursos rodoviários.

Nissan Kicks Play – Preços das versões (dezembro de 2025)

Prestes a sair de linha com a chegada do Kait, o Kicks Play ainda é anunciado no site da Nissan em três versões: Active Plus (R$ 117.990), Sense (R$ 131.590) e Advance Plus (R$ 150.190).

Nissan Kicks Play – Principais problemas, segundo os donos

Guilherme Silva/Mobiauto

Guilherme Silva/Mobiauto

No site Reclame Aqui e nos fóruns da internet é possível encontrar relatos sobre consumo excessivo de combustível, peças de acabamento mal encaixadas, entre outras queixas. Porém, a maioria dos donos do SUV relatam problemas na central multimídia, que apresenta mau funcionamento.

“Comprei um Kicks Play, recebi [o carro] no dia 10/09/2025. Infelizmente, com cerca de 10 dias, a central multimidia começou a aparecer problemas (sic): não reconhecia o pendrive, não reconhecia o Google Maps, depois evoluiu para nem mais rádio funcionar. Levei o carro na concessionária no dia 27/09/2025 e afirmaram que a central estava com pane e precisará ser substituída. Hoje, com 38 dias corridos, nada”, relatou o consumidor Patricio, de Salvador (BA).

A Nissan respondeu à queixa no Reclame Aqui no dia 4 de dezembro, alegando que acompanha o caso junto à concessionária Eurovia Salvador:

"Nosso compromisso é garantir que sua solicitação seja analisada com a máxima atenção e prioridade.

Conforme o Manual de Garantia Nissan, a ausência de manutenção periódica, o descumprimento dos prazos ou a realização de serviços em rede não autorizada podem caracterizar o veículo como fora de garantia

Solicitamos, por gentileza, que avalie nosso atendimento apenas após a conclusão das tratativas, garantindo uma análise completa do serviço prestado."

O consumidor ainda não se manifestou no Reclame Aqui sobre a resposta da Nissan.

Relatos: caso 1, caso 2, caso 3, caso 4, caso 5, caso 6

Luz de injeção eletrônica

Guilherme Silva/Mobiauto

Guilherme Silva/Mobiauto

Outro problema bastante encontrado no site Reclame Aqui em relação ao Nissan Kicks Play é o acendimento indevido da luz de injeção eletrônica.

Em diversos relatos, os compradores afirmam que após a luz acender a primeira vez no painel se deslocavam até a concessionária, onde o problema era resolvido. No entanto, pouco tempo depois, a iluminação voltava a aparecer. É o que cita Jacqueline, de Lorena (SP).

“Quero registrar minha insatisfação e frustração com a aquisição do meu Nissan Kicks Play Sense há 1 mês atrás. Comprei o carro dia 30/06 na concessionária Nissan Carrera de Guaratinguetá e foi me entregue no dia 14/07.
Desta data em diante o carro já foi para a oficina deles 3 vezes e irá novamente amanhã.

No dia 18/7, acendeu no painel do carro a luz da injeção eletrônica. No dia 21/7, uma semana após a entrega do carro, com apenas 137km rodado, meu marido levou o carro até a concessionária e sem nem mesmo olhar o carro, o vendedor sugeriu que o problema era combustível.

Sempre abastecemos em postos de procedência conhecida e de boa reputação, incluindo o primeiro foi um Posto Shell próximo a loja, que o próprio vendedor indicou.

O carro permaneceu na oficina do dia 21 a 25/7. Entregaram o carro dizendo ter resolvido o problema. No dia 28 a luz acendeu novamente e dia 29/7 meu marido levou o carro novamente para a oficina da concessionária e exigiu que o mecânico passasse o rastreador na sua frente e lhe mostrasse o código do problema apontado, que acusou que era o canister.

Meu marido é eletricista de automóveis e mesmo não sendo mecânico entende um pouco.

Entregaram o carro dia 31/7 e disseram que não trocaram a peça, fazendo apenas uma revisão e limpeza. Usamos pouco o carro no final de semana e no dia 6/8 fui trabalhar com ele em uma cidade próxima e no retorno para a casa novamente a luz do painel acendeu. No dia 7/8, novamente meu marido levou o carro até a loja, mais uma vez passaram o rastreador e o mesmo problema apareceu.

De novo se comprometeram a arrumar o carro e resolver o problema definitivamente. Entregaram o carro no dia 9/8 depois que meu marido foi na loja e disseram que estava pronto, nem nos avisaram.

Hoje, dia 12/8, novamente o mesmo problema apareceu. Cheguei ao meu limite com esta situação.”

Em resposta, a Nissan afirmou que está acompanhando o caso da cliente e ressaltou:

Gostaríamos de reforçar acordo com o Manual de Garantia, “falta de manutenção periódica e de manutenção recomendada pela Nissan, ou manutenção realizada fora do prazo estabelecido”, comprometem a cobertura da garantia Nissan. As manutenções periódicas Nissan possuem uma tolerância para mais ou para menos, de até 1.000 km para serem executadas, quando realizadas por quilometragem, ou uma tolerância para mais ou para menos, de até 30 dias para serem executadas (página 10-6 a 10-12). Essas manutenções devem ser realizadas a cada 10.000 km ou 12 meses, o que ocorrer primeiro.

Relatos: Caso 1, Caso 2, Caso 3, Caso 4.

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