Yamaha Factor 150 DX: Andamos na versão completinha da “pau pra toda obra”
Confortável, econômica e parceira para o dia a dia, a Factor DX é uma boa pedida para quem busca robustez
Quando se fala em moto de 150 cilindradas, dois nomes automaticamente vem a cabeça do brasileiro. Honda CG, que por muitos anos utilizou a motorização de 150 cilindradas, e a Yamaha Factor, que teve 125 cilindradas e hoje tem 150. Lançada em 2008 para substituir a YBR, rapidamente se tornou objeto de desejo por quem buscava uma moto de baixa cilindrada.
No final do ano passado, há exatamente um ano, a Factor renovada foi apresentada com uma mudança substancial de design e junto da versão normal, a Yamaha também trouxe a DX, uma versão mais completinha, com visual diferenciado por meio de pinturas e grafismos. E foi com ela que passei sete dias utilizando da mesma forma que você, caro leitor, utilizaria.
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Design
Divulgação/Yamaha
Ela mudou e não foi pouco! Se antes ela tinha aparência de uma 150 comum, hoje é possível dizer que ela ficou mais encorpada. Quem olha de longe pode até confundi-la com sua irmã maior FZ25. E, sim, você pode me chamar de louco sobre esta comparação.
Para a linha 2025, ela ficou mais vincada, ganhou novo grafismo e novas cores, um novo conjunto óptico dianteiro que divide opiniões por sua aparência desproporcional em relação à frente da moto - já que o farol ficou pequeno demais em relação a carenagem que abriga o painel. Aliás, na DX, o farol é de LED e traz duas lâmpadas de posição, que agregam valor.
Na traseira as mudanças foram mais discretas, mantendo o conjunto de iluminação totalmente incandescente, uma nova alça para o passageiro e apenas mudanças visuais nas carenagens laterais.
Motor
Divulgação/Yamaha
O chassi da Yamaha Factor 150 DX não recebeu nenhuma mudança, portanto o motor, segue o mesmo Blueflex com 149 cilindradas, 4 tempos e refrigeração a ar, que entregam honestos 12 cavalos de potência abastecido com etanol e 11,8 cavalos com gasolina. O torque é idêntico para ambos os combustíveis, 1,3 kgfm, que são suficientes para enfrentar o trânsito diário com economia de combustível.
Aliás, pela falta de um indicador de consumo médio, não tive o número exato do quanto ela fez em minhas mãos durante essa semana, mas posso afirmar, foi próximo dos 50 km/l com absoluta certeza.
O câmbio da Factor DX é o mesmo manual de cinco marchas, que obviamente não traz embreagem assistida e deslizante.
Freios
Não há sistema ABS e eu poderia terminar este tópico aqui mesmo. Embora eu defenda sempre o sistema ABS, tenho que assumir que freios combinados, na Yamaha chamado de UBS, tem suas qualidades.
Na Factor DX o sistema de freios é composto por um tambor de 13mm de diâmetro na roda traseira, responsável por jogar 30% da frenagem para a roda dianteira, que traz disco simples de 245 mm de diâmetro.
Esse sistema, embora não ofereça o antitravamento, oferece estabilidade na frenagem e para derrapar, o piloto tem que realmente pressionar o pedal e o manete com toda força.
E a vantagem de reduzir significativamente o espaço de frenagem em relação ao sistema ABS, que insisto, é mais seguro, porém também mais caro e quem busca motos como a Factor DX não está apenas em busca de qualidade e confiança de marca, também busca preço, principalmente.
Painel
Divulgação/Yamaha
Não há muito o que inventar em motos como a Factor, mas há sim o que acrescentar. Ainda que seja uma tela LCD no estilo blackout com informações como conta giros, indicador de marcha, velocímetro, odômetro total e parcial com função ECO, senti falta de ter o consumo médio e o instantâneo. Tá, nem tanto do instantâneo, mas o médio, sim. Afinal é importante saber quanto estamos gastando de combustível para maneirar a mão quando necessário. Tinha que ter.
Nas ruas
Quando saí do local onde retirei a moto para retornar a São Bernardo do Campo, capital do ABC Paulista – calma, isso é apenas uma brincadeira, já que existe uma disputa sobre qual cidade é mais importante na região e, claro, que essa cidade é a minha querida “São Berlondres”, com sua neblina diária após o km 18 da Via Anchieta - imediatamente me senti bem instalado. A Factor é uma moto que tem boa ergonomia, basta montar, ajustar os retrovisores e pronto. Parece que ela já era minha há anos.
Ela não é a mais potente, mas é valente, isso é um fato. Em todas as arrancadas ela tem bom desempenho, a marcha é leve na mudança e rapidamente já estamos no limite de velocidade da via. Com excelente ciclística, a Factor DX desbrava todo tipo de brecha que encontre no trânsito com facilidade graças a configuração da moto que permite uma excelente tocada.
Vale dizer que as suspensões são muito bem calibradas, com 111 mm de curso na balança traseira e garfo telescópico de 120 mm de curso na dianteira.
Anda bem, freia bem e ainda é econômica. Para quem utiliza a moto para o exercício do trabalho é uma baita companheira.
Preços e versões
Como falei no início do texto, a DX é uma versão mais completinha da Factor e, por isso, traz algumas diferenças, como rodas pintadas. A tomada USB tipo A e tipo C e o cavalete central, são opcionais e custam R$ 600 a mais no preço final.
São três cores:
- Silver Beskar com rodas amarelas
- Racing Blue com rodas azuis
- Midnight Black com rodas douradas
O preço é de R$ 18.890,00 mais o frete, que é calculado de acordo com a região e com os opcionais, ela vai a R$ 19.390,00.
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