Renault Kardian e VW Tera: o que eles têm em comum além de serem SUVs
Modelos compactos disputam diretamente o mercado, mas essa não é a única semelhança entre eles
O mercado de SUVs compactos cresce cada vez mais no Brasil, e nessa linha de crescimento há dois rivais diretos: o VW Tera e o Renault Kardian. Mas além dos SUVs competirem um contra o outro nas vendas, com faixa de preço entre R$ 100 mil e R$ 150 mil, ambos os modelos são fundamentais para a estratégia da nova era de Volkswagen e Renault, respectivamente.
Para entender essa história é preciso voltar no tempo. Em 2024, quando o Renault Kardian foi lançado. O modelo foi o estreante de uma nova era da marca, que visa modelos globais no Brasil e com melhores níveis de construção e acabamento.
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Como símbolo de tudo isso, o Renault Kardian é um produto globalcom fabricação nacional no complexo Ayrton Senna, localizado em São José dos Pinhais (PR) e que foi o primeiro carro de volume da marca a utilizar o novo símbolo da Renault no país. Vale ressaltar que antes do Kardian, o novo desenho já equipava o Megane e-tech.
Em 2025 a Renault trouxe o segundo utilitário dessa nova era, o Boreal. O modelo assim como o Kardian é global, e é construído sobre a plataforma RGMP (Renault Group Modular Platform), a mesma do SUV compacto.
O maior ponto do Boreal é o seu visual, que foge da linguagem de outros modelos da marca francesa por aqui, graças as linhas consideradas futuristas, tanto do lado externo quanto interno do SUV.
No entanto, para o modelo, a marca foi mais conservadora na motorização, dessa forma o Boreal trabalha com o motor 1.3 turbo de até 163 cv de potência e 27,5 kgfm de torque, o mesmo encontrado no Renault Duster, Oroch e no Mercedes-Benz GLA.
Nesta semana houve o lançamento do Renault Koleos, o terceiro modelo da nova era da marca, que ficará posicionado acima de Kardian e Boreal – seu preço ainda não foi revelado. O SUV é o primeiro híbrido da marca no Brasil, o sistema é pleno, ou seja, não há a necessidade de recarga externa da bateria.
O sistema une o motor 1.5 turbo a gasolina de 144 cv de potência com dois motores elétricos. O primeiro atua como gerador e o segundo como tracionador, combinados são 245 cv de potência e 56 kgfm de torque. Além disso, o modelo é o único dos três que será importado, já que sua fabricação acontece na Coreia do Sul.
A cereja do bolo entrará em cena no segundo semestre do ano, quando a Renault lançará a Niagara, picape intermediária da marca e que também será construída sobre a plataforma RGMP. A data de lançamento foi confirmada pela marca durante o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo em 2025.
Mas onde entra o Volkswagen Tera nessa história?
No caso da fabricante alemã, o lançamento do SUV aconteceu em junho de 2025 e foi o mais importante da marca para o Brasil nos últimos anos. Seu visual foi considerado bem diferente em relação do que a fabricante já trouxe para o país.
Além disso, o que mais chamou a atenção foi o nível de acabamento do SUV, o que era uma crítica de clientes em outros modelos da marca e que o Tera iniciou um novo padrão da fabricante.
O primeiro modelo da nova tendência deverá ser a VW Tukan, picape intermediária e substituta da Saveiro. O utilitário será o primeiro híbrido da marca, e terá desde versões destinadas para o trabalho até configurações com o nível de acabamento e equipamento mais elevados.
No entanto, a Tukan não será o único representará a nova era da VW no país. Isso porque, conforme já adiantado pelo jornalista da Mobiauto, Renan Bandeira, o T-Cross irá ganhar nova geração em breve.
Com as mudanças, o SUV irá alcançar um novo patamar e poderá se aproximar de sua versão europeia. Dessa forma, é esperado que ambos os SUVs ganhem um novo patamar, que se iniciou com o lançamento do Volkswagen Tera.
Assim, tanto o Renault Kardian quanto o VW Tera, além de rivais diretos, são modelos desenvolvidos do zero e considerados fundamentais por suas respectivas marcas para inaugurar uma nova fase de seus produtos.
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