Nova Yamaha R3: entenda o que pode te agradar e o que pode te decepcionar
Como toda moto, tem seus pontos positivos, que nos deixam aliviados por ter feito uma boa escolha, mas também tem aquelas coisinhas que incomodam
Ela tem credenciais de peso, afinal é uma moto esportiva de baixa cilindrada que de fato impressiona com a boa pilotagem e a diversão que oferece ao piloto. Mas ela tem os seus pontos que devem ser considerados para a compra, que podem te deixar feliz por ter feito um excelente negócio ou pode decepcionar.
Por isso, aqui na Mobiauto, trazemos todos os detalhes para você, caro leitor, afinal, queremos que você tome a melhor decisão.
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Por que levar a Yamaha R3 para a garagem?
1 - Embreagem assistida e deslizante
A inclusão do sistema de embreagem assistida e deslizante é, de longe, o maior avanço prático do modelo, já que é raro encontrar em motos dessa cilindrada. Ela suaviza as reduções de marcha em pilotagem esportiva e torna o manete mais leve no uso urbano, elevando o controle e a segurança, itens essenciais para pilotos em evolução.
2 – Ciclística
Com a suspensão dianteira invertida e o design inspirado na YZR-M1 da MotoGP, a R3 não só parece uma superbike, como se comporta como uma. Seu chassi leve e a geometria ajustada oferecem uma agilidade excepcional em curvas, sendo uma das melhores motos da categoria para refinar a técnica de pilotagem esportiva.
3 - Conectividade
O novo painel digital e o sistema Y-Connect trazem a R3 para o século XXI. Receber notificações no painel e monitorar dados de consumo e manutenção via aplicativo e ter uma porta USB, são conveniências que melhoram a experiência de uso diário e ajudam na gestão da moto.
Reprodução/Carlos Mattos
4 - Desempenho
O motor bicilíndrico de 321 cc entrega 41,3 cv, uma potência mais do que suficiente para garantir ultrapassagens seguras na estrada e diversão na pista. Porém, ele é dócil em baixas rotações e leve o bastante para não ser um tormento no trânsito da cidade, oferecendo um bom equilíbrio entre performance e usabilidade.
5 – Pós-venda
A R3 é um modelo desejado no mercado, o que garante liquidez na revenda. Além disso, a Yamaha oferece uma das melhores propostas de pós-venda, com 4 anos de garantia e revisões com preço fixo, proporcionando tranquilidade para o proprietário, sem contar os mais de 400 concessionários da marca distribuídos no país.
Por que fugir da R3 e partir para outro modelo?
Reprodução/Carlos Mattos
1 – Falta o controle de tração
Isso não seria algo determinante para este que vos escreve deixar de lado a R3. Mas o ponto é que enquanto a concorrência direta como a Ninja 400 em alguns mercados ou modelos similares, começa a adotar o controle de tração, a R3 ainda não oferece este recurso de segurança. Em pisos escorregadios ou em acelerações mais agressivas, essa ausência pode ser sentida por quem busca o máximo em segurança eletrônica.
2 - Preço
Com as atualizações e o preço sugerido elevado, a R3 se aproxima perigosamente de modelos de cilindrada superior, como a Kawasaki Ninja 500 e custa algo em torno de 8 mil reais a mais que a Ninja 300. Para quem busca custo-benefício em potência bruta, o salto para uma naked ou esportiva de 500 cc a 650 cc pode se tornar uma opção mais tentadora, mesmo que com um custo de seguro e manutenção mais altos.
Reprodução/Carlos Mattos
3 – Banco do garupa
Apesar dos ajustes para o piloto, a R3 mantém o DNA esportivo que sacrifica o conforto do passageiro. O banco bipartido do garupa é pequeno e alto, sem alças de apoio eficientes. Se você pretende usar a moto regularmente para viagens longas com o passageiro, a R3 pode se tornar um pesadelo logístico.
4 - Motor antigo
Apesar da confiabilidade, o motor bicilíndrico de 321 cc, em sua essência, não recebeu uma grande reformulação em termos de performance máxima. Enquanto as inovações se concentraram em conectividade e ciclística, o motor poderia ter recebido um boost de potência ou torque em regimes mais baixos para otimizar o uso diário.
5 - Conectada, mas sem tela de TFT
Embora o painel seja digital e conectado, a Yamaha optou por um display LCD Blackout, e não o mais moderno e visualmente superior TFT, que é mais moderno e bonito. Em um momento em que concorrentes e até mesmo motos de menor cilindrada já usam telas TFT coloridas, essa escolha da Yamaha faz com que o painel pareça um passo atrás em termos visuais e de leitura sob forte luz solar.
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