Nova Royal Enfield Shotgun 650: comprar ou não comprar?

Toda motocicleta tem suas qualidades e seus defeitos, por isso elencamos o que considerar para levar para sua garagem ou deixar na loja.

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01.11.2025 às 15:12

A Royal Enfield Shotgun 650 é uma motocicleta de nicho, pensada para quem busca estilo e uma plataforma para customização. No entanto, sua proposta bobber traz tanto encantos quanto ressalvas. Se você está na dúvida, analisamos os prós e contras para te ajudar a decidir na compra.

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Por que comprar a Royal Enfield Shotgun 650?

1. Personalização

A Shotgun é, antes de tudo, um manifesto de design. Seu visual bobber, limpo, robusto e com assento único de fábrica a destaca na multidão. A marca ainda incentiva a customização, oferecendo mais de 30 acessórios e a modularidade para alternar facilmente entre monoposto e biposto. É a moto ideal para quem quer uma tela em branco para a personalização.

2. Motor

O motor de 648 cc, compartilhado com as demais 650 da marca, é o ponto de equilíbrio perfeito. Com 47 cv e 5,3 kgfm, o propulsor é conhecido pela robustez e, principalmente, pelo torque em baixa rotação. Isso garante respostas rápidas no trânsito urbano e um rodar gostoso e confiante na estrada, sem a necessidade de trocas de marcha constantes.

3. Custom acessível

Em termos de cilindrada e proposta, a Shotgun 650 se posiciona com um preço agressivo no mercado – ela custa R$ 34.990,00 na versão top - oferecendo uma opção mais acessível para quem sonha com uma bobber de média cilindrada. Ela entrega um motor potente e recursos modernos como ABS de duplo canal e farol de LED por um valor bastante competitivo.

4. Suspensão dianteira moderna

A inclusão do garfo dianteiro invertido da renomada Showa é um diferencial técnico importante. Essa suspensão eleva a qualidade da pilotagem, oferecendo maior estabilidade e precisão nas curvas, o que confere à Shotgun uma dinâmica surpreendentemente boa para uma moto de seu estilo.

5. Detalhes

A Royal Enfield investiu em acabamento. Os blocos de comutadores em alumínio polido, os manetes de freio e embreagem ajustáveis e a adoção de rodas de liga leve para pneus tubeless (sem câmara) demonstram um cuidado premium que eleva a percepção de qualidade geral da motocicleta.

Reprodução/Carlos Mattos

Reprodução/Carlos Mattos

Por que deixar a Royal Enfield Shotgun 650 para lá?

1. Conforto comprometido

Em nome do estilo bobber e da linha de cintura baixa, a Shotgun possui uma suspensão traseira de curso curto (90 mm). Isso se traduz em desconforto significativo em pisos irregulares, buracos e quebra-molas. É uma moto que exige estradas bem pavimentadas.

2. Peso elevado

Com 240 kg em ordem de marcha, a Shotgun é uma moto pesada. Embora o centro de gravidade baixo ajude na pilotagem, manobrá-la na garagem ou em ladeiras íngremes pode ser um desafio para pilotos de menor porte ou inexperientes.

3. Autonomia

O design limpo inclui um tanque de combustível de apenas 13,8 litros. Mesmo com um consumo razoável, cerca de 22 km/l divulgado pela marca e 23,5 km/l no meu estilo de pilotagem, a autonomia da Shotgun é menor do que a de suas rivais custom e touring, exigindo paradas mais frequentes em viagens longas.

4. Pouca proteção aerodinâmica

Como uma bobber minimalista, a Shotgun 650 não oferece proteção contra o vento. Acima de 100 km/h, o piloto sentirá toda a força do ar, o que pode ser cansativo em longos percursos rodoviários, exigindo a instalação de acessórios como para-brisa (vendido à parte).

5. Painel de instrumentos minimalista

Para manter o visual clássico, o painel é uma unidade analógica-digital simples que, embora inclua o sistema de navegação Tripper (turn-by-turn), carece de informações que se tornaram padrão em motos modernas, como indicador de autonomia restante e consumo médio.

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