Jeep Renegade: como a Stellantis pode resolver problema de consumo do SUV
SUV compacto ganhará reestilização que irá além das novidades no visual
O Jeep Renegade é um dos principais responsáveis pelo grande sucesso de vendas da marca no Brasil. Mas mesmo entre os SUVs mais vendidos, a fama de amigo do posto de gasolina prevalece desde a sua estreia com o motor 1.8 aspirado. No entanto, a chegada linha 2027 deve mudar isso.
Isso porque reestilização esperada para acontecer nos próximos meses trará além de um novo visual um novo conjunto motor - mas não tão novo assim. Trata-se do acréscimo do sistema elétrico ao já conhecido motor T270 1.3 turbo flex de 176 cv de potência e 27,5 kgfm de torque.
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Embora existam controvérsias em relação a escolha do sistema híbrido leve (MHEV) que será incorporado, uma coisa é certa: ele será de 48V. E a aposta mais certeira é de que ele siga os mesmos passos dos primos europeus, equipado com uma tecnologia que pode fazer o Renegade ganhar entre 10 cv e 30 cv em sua potência final.
Como já adiantado pela Mobiauto, em 2023 o grupo Stellantis, confirmou que a plataforma Bio-Hybrid estará presente nos modelos da marca e o Renegade é uma das maiores apostas a receber a tecnologia e solucionar de uma vez as críticas ao consumo de combustível.
Nesse conjunto, a bateria elétrica de 48V trabalha em conjunto com o câmbio e-DCT para além de diminuir emissões poluentes, como já acontece no sistema de 12V adotado por Fiat Fatsback e Pulse, também tracionar as rodas.
E é nessa característica que está o pulo do gato. A plataforma Bio-Hybrid e-DCT possui ao todo dois motores elétricos. O primeiro deles é o que substitui o alternador e o motor de partida. O outro é acoplado à transmissão e responsável por tracionar o carro em momentos de baixa velocidade, marcha ré ou manobras de estacionamento – fases em que o motor consome bastante combustível.
Projeção: IA/Copilot
Assim, com o sistema híbrido de 48V o Renegade consegue reduzir o esforço do motor a combustão em situações de uso urbano, por exemplo, onde o anda e para é constante.
Para ilustrar a eficiência do conjunto, em Portugal, o Jeep Renegade é equipado com motor 1.5 turbo a gasolina de 130 cv e 25,5 kgfm, associado ao sistema elétrico de 48V. A combinação permite um consumo de combustível que pode chegar a 17,5 km/l, segundo o ciclo WLTP. Aqui, no Brasil, ainda é uma incógnita quanto ele pode ser econômico, mas é fato que os números atuais do Inmetro vão melhorar.
Atualmente, no Brasil o SUV tem o motor T270 em todas as configurações, e um consumo declarado pelo Inmetro de:
- Cidade: 7,8 km/l (E) / 11,1 km/l (G)
- Estrada: 8,9 km/l (E) / 12,4 km/l (G)
E apesar do motor térmico europeu diferente, temos semelhanças no peso. O modelo vendido em Portugal pesa 1.420 kg e as versões Altitude e Longitude brasileiras pesam 1.476. O peso é um fator importante no consumo de combustível.
A eficácia por lá, mesmo com suas diferenças, demonstra que o novo Renegade 2027 poderá, enfim, entregar os números mais satisfatórios de economia de combustível. Além disso, um desempenho mais agradável, já que o peso potência do produto será melhor que o europeu, e ainda haverá mais agilidade nas saídas com o motor elétrico, em comparação ao que vemos atualmente nas versões que são só a combustão.
Projeção abertura: IA/Copilot
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