Jeep Avenger chega em 2026 e pode alterar tradição dos modelos da marca
SUV será produzido em solo nacional e ficará posicionado abaixo do Renegade como modelo de entrada da marca
O Jeep Avenger chegou literalmente “quebrando tudo” no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo deste ano. A Jeep recriou uma cena de 1992 com o Grand Cherokee no Salão de Detroit em que o modelo é apresentado quebrando uma vidraça. Mas outro detalhe passou despercebido e está relacionado à tradição da marca.
Além da apresentação do Avenger, a marca das sete barras trouxe outros destaques para o evento, como o conceito Jeep Convoy, inspirado nos na origem dos veículos militares e que reforça o legado 4x4 da Jeep.
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E é nesse ponto que o Avenger se encontra em um caminho diferente para o Brasil. Todos os modelos da Jeep vendidos mundo afora possuem ao menos uma versão 4x4, uma tradição da montadora. É assim com o Avenger vendido na Europa, onde o SUV tem uma versão híbrida plena com tração integral.
O Avenger é menor que o Renegade e ficará posicionado como veículo de entrada da montadora no Brasil. Por isso, os valores não devem ultrapassar o que SUV maior já oferece. Exceto a versão de entrada, o Renegade parte dos R$ 145.190 e até os R$ 185.790 com a Willys.
Agora, imaginar o Avenger com uma versão de tração integral já encarece o projeto ainda mais. De acordo com o colega Marlos Ney Vidal, do Auto Segredos, o novo SUV será vendido em quatro versões: Altitude, Longitude, 85th Anniversary e Sahara.
Como parte do grupo de Stellantis, a motorização dificilmente fugirá do que o grupo tem na prateleira no Brasil. Ou seja, o T200, propulsor 1.0 turbo de três cilindros, que oferta até 130 cv e 20,4 kgfm de torque, associado ao câmbio do tipo CVT. No topo da linha, o Avenger também já deve chegar com a tecnologia híbrida leve de 12V já presente nos Fiat Pulse, Fastback, além de Peugeot 208 e 2008.
E a tração 4x4 do Avenger?
Atualmente, o Renegade só oferece tração 4x4 na versão Willys, a mais cara da gama por R$ 185.790. Pensando em um Avenger com tração integral, em quanto a marca deverá precificar o SUV?
Reprodução/Mobiauto
Durante a apresentação do Avenger no Salão do Automóvel de 2025, a Mobiauto questionou Hugo Domingues, Vice-Presidente da Jeep para a América do Sul. O executivo não revelou mais detalhes sobre o projeto.
No entanto, uma coisa é certa, o Avenger vai utilizar a plataforma CMP (Common Modular Platform), tanto que será produzido em Porto Feliz (SP) ao lado dos modelos da Citroën. Essa base até permite tração integral, desde que o trem de força seja composto por motores elétricos.
A versão elétrica do Avenger existe em outros mercados, mas trazer essa configuração para o Brasil é outro agente encarecedor do projeto do SUV.
Até o momento, a novidade do Avenger antes da estreia é de que o SUV terá ChatGPT integrado. Além disso, o compacto chega para concorrer no segmento mais quente do mercado brasileiro, que já tem Tera, Pulse, Kardian, WR-V e ainda vão chegar Kait, Sonic e próprio Avenger.