Jeep Renegade será híbrido diferente de Pulse e Fastback; entenda
SUV passará por reestilização e surge como principal candidato a receber eletrificação
A Stellantis, grupo que comanda marcas como Jeep, Peugeot, Ram, Citroën e Leapmotor no Brasil, anunciou que o novo híbrido com sistema Bio-Hybrid será produzido em Goiana (PE) com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2026. O modelo que vai receber o conjunto, porém, ainda não foi confirmado, mas o responsável pode ser um velho conhecido dos brasileiros.
Estamos falando do Jeep Renegade, que já vem sendo flagrado rodando camuflado em testes pelo Brasil e, além de um novo visual, deve ganhar um motor híbrido para chamar de seu.
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E é aí que entram as coincidências. Na mesma fábrica pernambucana são produzidos Renegade, Jeep Compass e Jeep Commander, além de Fiat Toro e Ram Rampage, todos construídos sobre a mesma base, a Small Wide.
Outro ponto é que, diferentemente de Fiat Fastback e Fiat Pulse híbridos, que utilizam sistema de 12V atuando como assistente do motor 1.0 turbo, o novo conjunto será de 48V e trabalhará em conjunto com o 1.3 turbo, presente nas versões atuais do Renegade.
Esse novo sistema é capaz de oferecer uma ajuda mais perceptível ao motor a combustão quando comparado ao de 12V, principalmente nas arrancadas e retomadas, aliviando o esforço do conjunto térmico, adicionando torque e potência e contribuindo para maior economia de combustível. Ainda assim, trata-se de um MHEV, ou híbrido-leve, o que significa que não permite rodar longas distâncias apenas no modo elétrico.
Falando em consumo, o tema é delicado quando envolve o Renegade. Apesar do alto volume de vendas desde a estreia, é inegável que o modelo ganhou fama de gastão com o antigo 1.8 aspirado. A chegada do 1.3 turbo melhorou esse cenário, mas não o colocou entre os mais econômicos da categoria.
Guilherme Silva/Mobiauto
Com o novo sistema híbrido, o Renegade passa a surgir como uma opção, ou até solução, para quem busca mais eficiência sem abrir mão do SUV quadradinho e do visual de jipão que o modelo oferece. Além disso, a eletrificação pode acrescentar algo entre 10 e 30 cv de potência ao conjunto.
A mudança de posicionamento no catálogo da marca também reforça a possibilidade do Renegade ser o escolhido. Com a chegada do Jeep Avenger ao longo de 2026, o Renegade deve “subir um degrau”, tanto em categoria quanto em entrega. O Avenger, por ser o novo modelo de entrada, tende a assumir as características de SUV mais acessível que hoje ficam com o Renegade.
Ou seja, a adição de uma versão eletrificada faz sentido dentro dessa evolução de posicionamento.
Vale lembrar que, na Europa, o Renegade já conta com versões eletrificadas. Há uma opção híbrida plug-in que combina motor 1.3 turbo com outro elétrico para entregar até 240 cv de potência e 27,7 kgfm de torque.
Existe também uma configuração mais simples, que une o 1.5 turbo a um sistema elétrico de 48V para gerar 130 cv de potência e 25,5 kgfm de torque. Para o Brasil, porém, os números não devem ser exatamente os mesmos, já que o conjunto precisará ser adaptado à realidade local e à flexibilidade de abastecimento.
Como dito no início, além da nova motorização, o visual também será renovado, marcando a terceira reestilização desde sua chegada. A dianteira deve ficar mais moderna e robusta, mantendo a tradicional grade de sete fendas, com nova assinatura no conjunto óptico e ajustes de acabamento que também ajudam a diferenciá-lo do Avenger, que será mais acessível.
A confirmação oficial de que o Renegade será o primeiro a estrear o novo sistema ainda não foi feita pela marca. O que se sabe é que, sendo ele ou não, o novo híbrido de 48V da Stellantis estará sob o capô de um modelo produzido no Brasil já no primeiro semestre de 2026.