Honda City usado tem preço de Renault Kwid 0 km tamanho família
Além de envelhecer bem, o sedan ainda entrega conforto para quem viaja e é bom investimento para revenda
Posicionado como carro de entrada da Honda desde a aposentadoria do Fit, o Honda City está entre as opções mais completas encontradas no mercado e não apenas na sua geração atual. Os modelos fabricados entre 2015 e 2021 são boas opções para quem procura um carro espaçoso, equipado com bons sistemas de segurança e com valorização na revenda.
Além de bem envelhecido, o sedan passou por facelift em 2018 e desvinculou de vez a sua aparência “Mini-Civic”, visto que até então ele compartilhava muitos traços semelhantes a geração nove do sedan médio. E o visual ficou mais moderno e harmônico com a carroceria.
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E em 2019 foi quando o City ganhou além da personalidade própria um item muito buscado pelos brasileiros: a central multimídia com espelhamento Apple CarPlay e Android Auto nas duas versões mais caras. Entre elas a EXL, que permaneceu na minha garagem por cinco anos e surpreendeu na hora da revenda.
Preços e versões Honda City 2019 (lançamento)
- Honda City 1.5 DX manual: R$ 62.500
- Honda City 1.5 Personal CVT: R$ 79.804
- Honda City 1.5 LX CVT: R$ 74.200
- Honda City 1.5 EX CVT: R$ 79.900
- Honda City 1.5 EXL CVT: R$ 85.400
Preços e versões Honda City 2019 (Tabela Fipe – dezembro de 2025)
- Honda City 1.5 DX manual: R$ 73.811
- Honda City 1.5 Personal CVT: R$ 79.804
- Honda City 1.5 LX CVT: R$ 79.113
- Honda City 1.5 EX CVT: R$ 82.126
- Honda City 1.5 EXL CVT: R$ 85.570
Nesse cenário, o Honda City 2019 é um dos poucos modelos no mercado que teve todas as suas versões valorizadas após seis anos do lançamento, até mesmo a opção de topo.
Conforto e espaço são pontos fortes
Marcela Cavirro/Mobiauto
E para quem viaja o conforto é garantido. A posição de guiar do motorista é cômoda, com apoios de braço posicionados no console central. Além disso, o banco tem comandos de regulagem de altura e assento manuais e volante com altura e profundidade ajustável.
No banco traseiro, os 2,60 metros de entre-eixos se mostram generosos para viajar. Com uma leve inclinação, os assentos foram dimensionados de uma maneira que a otimização de espaço foi bastante assertiva. E para todos os bancos, os apoios de cabeça são reguláveis. No entanto, para quem anda no meio o conforto é um pouco menor, devido ao túnel central elevado.
E ainda falando sobre espaço, o City 2019 possui um dos maiores bagageiros da categoria de sedans compactos, com um porta-malas com 536 litros de capacidade. Para efeito de comparação, a nova geração continua espaçosa, mas ficou menor e agora oferece 519 litros. Ponto positivo para o modelo anterior.
Itens de série
Divulgação
No pacote de equipamentos, ele também se destaca. Na versão de topo em questão, o City é equipado com bancos de couro, central multimídia de sete polegadas com espelhamento Apple CarPlay e Android Auto por fio e GPS integrado. Além disso, as rodas de liga-leve também têm visual exclusivo.
E um ponto de ressalva do sedan é a central multimídia. Que após quatro anos de uso começou a falhar, não se tornou algo rotineiro, mas esporadicamente acontece. E a falha em questão ocorre após a ignição do carro, que funciona normalmente, mas a tela central não acompanha a partida. E fica totalmente apagada até mesmo impede o funcionamento do rádio. Ou seja, se você é muito dependente da câmera de ré para sair de alguma vaga, pode sofrer nesses momentos, até porque ela não volta rapidamente a funcionar.
E uma função que pode ajudar na hora de estacionar ou até mesmo nas vias com faixas mais apertadas é o rebatimento elétrico dos retrovisores.
Condução suave e econômica
Em relação ao comportamento do carro no dia a dia, o Honda City é uma boa opção para o uso diário. Equipado com motor 1.5 aspirado flex de até 116 cavalos de potência e 15,3 kgfm de torque e câmbio automático CVT que simula sete marchas, o sedan responde de uma maneira razoável ao pedal e tem fôlego para ultrapassagens. Mas o torque máximo demora para aparecer.
E na estrada isso fica evidente, visto que o carro emite muitos ruídos acima de 110 km/h e tem um pouco de delay na resposta a pressão no pedal do acelerador. Vale ressaltar que, no modo Sport com a troca de marchas nas haletas do volante, o sedan oferece respostas mais espertas.
Falando sobre o comportamento em áreas urbanas onde o asfalto é irregular ou repleto de falhas, o City tem uma boa suspenção e amortece bem buracos e imperfeições.
E outra ressalva é de que em subidas muito acentuadas em dias chuvosos o City pode apresentar algumas dificuldades para percorrer o trajeto, principalmente com trânsito intenso em vias desse tipo.
Falando sobre economia, o hodômetro na cidade marca entre 7 e 8 km/l com etanol e entre 8 e 10 km/l com gasolina, dependendo da intensidade do trânsito. Na estrada já chegou a marcar 15 km/l no painel, superando a expectativa declarada.
Marcela Cavirro/Mobiauto
Consumo Honda City EXL 2019 (Inmetro)
- Cidade: 8,5 km/l (E) / 12,3 km/l (G)
- Estrada: 10,3 km/l (E) / 14,5 km/l (G)
Bom custo-benefício
O sedan é uma boa opção para quem busca conforto, espaço e itens de série que privilegiam a praticidade no dia a dia. E outro destaque positivo é que o City 2019 demora a demandar uma manutenção mais profunda, claro a depender do cuidado com o veículo.
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