Honda Fit chinês é mais barato que Kwid e tem consumo de quase 18km/l
Monovolume japonês sobrevive no mercado chinês com atrativos que queríamos no Brasil
O Honda Fit se aposentou no Brasil em 2021 e durante seus dezoito anos de mercado nacional ficou conhecido por oferecer espaço interno generoso, preços mais acessíveis e bom consumo de combustível. Em outros mercados como a China, ele sobrevive com esses atributos ainda mais atrativos.
Por lá, o modelo está na quarta geração - que nunca chegou ao Brasil – e acaba de ganhar reestilização que o deixa irreconhecível. Mas apesar de diferente, ele mantém o legado de compacto econômico acessível.
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No catálogo chinês, além da versão voltada para o público geral, o Fit também ganhou uma edição limitada a três mil unidades destinada aos fãs do monovolume que mantém o clássico gene do "supercarro civil”, segundo a Honda.
Seu preço, parte dos 66.800 yuans, o equivalente a cerca de R$ 51.696 em conversão direta sem acréscimo de impostos. Para efeito de comparação, o atual carro 0 km mais barato do Brasil é o Renault Kwid Zen, que custa a partir de R$ 78.690.
Reprodução/Autohome
Em ambas as versões, o Fit ficou irreconhecível e perdeu os faróis “olhudos”, dando lugar a conjuntos minimalistas e retangulares, ligados por uma faixa preta com o logo da Honda no centro. Bem parecido com a linha adotada pelo Nissan Kait, que tem os faróis divididos em dois níveis.
Na traseira, ganhou para-choque bastante salientado que atua praticamente como um escudo para a tampa do porta-malas. Bem diferente das gerações do Fit vendidas por aqui, que não contavam com esse detalhe e sofriam com amassados na tampa do porta-malas em colisões traseiras, mesmo que de baixa intensidade.
Reprodução/Autohome
Falando sobre medidas, além de totalmente diferente, o novo Fit não mudou tanto em relação à última geração vendida no Brasil. Cresceu apenas sete centímetros de comprimento, totalizando 4,16 metros. No mais, as medidas permanecem de 1,69 m de largura, 1,53 m de altura e 2,53 m de entre-eixos.
Divulgação/Honda
Entre seus maiores atrativos, o consumo de combustível é um dos destaques. Segundo o ciclo WLTC o novo Fit é capaz de fazer 17,9 km/l e percorrer até 700 km com apenas um tanque de combustível.
Para efeito de comparação, o consumo da atual geração do Honda Civic vendida em versão única Touring Hybrid é de 18,4 km/l na cidade segundo o Inmetro. E a última geração do monovolume vendida no Brasil fazia no máximo 14,1 km/l na estrada abastecido com gasolina. Ou seja, a eficiência energética do hatch evoluiu muito.
E o responsável por esse consumo é o motor 1.5 aspirado a gasolina de 124 cavalos de potência e 15,5 kgfm de torque, associado ao câmbio automático CVT. O mesmo utilizado no Honda City brasileiro, porém por aqui a calibração é diferente, devido a tecnologia flex.
Na edição limitada, os itens de série e motorização são os mesmos. O que muda visualmente é o design exterior, repleto de adesivos e com semblante esportivo. Está disponível em três cores personalizadas (branco estrela e lua, amarelo flamejante e azul veloz brilhante) com rodas de 15 polegadas como padrão ou bicolores de 17 polegadas e pacote guerreiro preto.
Mas o principal atrativo da versão é a garantia vitalícia de motor e câmbio assegurada pela Honda.
Entre os itens de série comum as duas configurações, estão a tela central flutuante de 10,1 polegadas com conexão sem fio Apple CarPlay, Huawei HiCar e Baidu Carlife e bancos traseiros com rebatimento “magic city” que otimiza espaço.
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