GWM Haval H6 One: testamos o consumo da versão de entrada do SUV híbrido
Modelo tem preço de SUV compacto de topo e ainda conta com motorização híbrida que surpreendeu em trechos de serra
Há uma nova disposição de preços no mercado brasileiro, que mescla SUVs compactos e médios. É nessa brecha que o GWM Haval H6 One está inserido, com preço de R$ 199.000. A configuração mais barata do modelo tem valor mais competitivo e oferece mais que SUVs compactos de topo. Mas e o consumo de combustível?
Afinal, com 1.699 kg, o H6 precisa de um conjunto híbrido que entregue a eficiência energética que ele precisa. Pois então, é exatamente isso que a Mobiauto testou.
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GWM Haval H6 One – consumo de combustível
Perdendo apenas o teto solar panorâmico e a abertura e fechamento elétrico do porta-malas, a versão One do H6 tem o mesmo conjunto híbrido da opção acima HEV2. Sendo assim, o SUV recebe o 1.5 turbo a gasolina de quatro cilindros, que entrega 150 cv e 23,4 kgfm de torque, enquanto o motor elétrico 177 cv e 30,6 kgfm de torque, abastecido por uma bateria de 1,3 kWh. Combinado, o conjunto entrega 243 cv e 54 kgfm de torque, além de oferecer três modos de condução: Eco, Normal e Esportivo.
Consumo cidade
Foi no modo Eco que focamos nosso teste. De início, 114,5 km de ciclo urbano, com mescla de percursos mais fluídos e velocidades maiores até o “anda e para’ dos congestionamentos, sempre com o ar-condicionado ligado.
Em teoria, o H6 não sofre tanto em baixas velocidades, já que é o motor elétrico que mais atua nesses momentos. Com essa quilometragem (114,5), o odômetro marcou 20,2 km/l, mas no cruzamento da distância versus o consumo de litros de gasolina, o resultado foi de 15,7 km/l. Nada mal para o trajeto urbano que o Inmetro aponta 14,4 km/l para o H6 HEV.
Consumo estrada
Mas, foi na estrada que o SUV híbrido surpreendeu mesmo. Em uma viagem de ida e volta entre São Paulo (SP) e Boracéia (SP), no litoral, a descida até o nível do mar registrou 16 km/l, com alguns trechos de trânsito mais carregado. Já na volta, onde a subida cobrou o peso do SUV, a média foi de 9,6 km/l com 62 km/h de velocidade média.
No segundo percurso, o Haval H6 foi da capital paulista até a cidade de Campinas (SP) e retornou. Ao todo, 211,6 km com velocidade média de 77 km/h. A chuva foi companheira tanto ida como na volta, o que piora o consumo de combustível (mais resistência nos pneus) e exigiu o ar-condicionado ligado topo o tempo.
Mesmo com esse cenário, e na estrada, onde o híbrido é menos eficiente, o H6 One entregou um consumo de 11,8 km/l, o mesmo indicado pelo Inmetro para a estrada.
Conforto e desempenho
Tanto na cidade como na estrada, o isolamento acústico do H6 é elogiável. Até quando uma aceleração mais brusca é necessária, o som do motor não invade a cabine com tanto afinco como em outros modelos híbridos.
Ainda é possível utilizar o GPS do próprio H6, que tem bom funcionamento e abre até um quadro indicativo de direção. O problema é que nos apps como Waze e Google Maps, há o ícone que avisa sobre radares, principalmente de velocidade, enquanto o sistema nativo conta com o reconhecimento de placa das câmeras do SUV para avisar que você está acima da velocidade permitida. E os avisos são constantes.
Por falar nos assistentes do H6, a calmaria e silêncio da cabine ao rodar são interrompidos o tempo todo pelos sistemas de alertas e assistência do modelo. Saída de faixa, mudança da velocidade permitida, enfim...Não é um problema novo do Haval, mas permanece incomodando pela calibração preventiva demais.
Outro ponto negativo é que basta um giro no volante ou acionamento da seta para a central multimídia trocar o mapa do trajeto pelas câmeras. Há uma razão funcional para isso, tudo bem, mas a incerteza em alguns casos se é a saída da via certa ou a errada pode gerar mais quilômetros de viagem.
O head-up display também poderia ser projetado levemente mais acima no vidro do para-brisa. A visão da projeção fica ligeiramente baixa, mais próxima do capô. Nada que prejudique a atenção, mas limita o campo de visão mais estendido na estrada no caso.
Porém, para quem procura equilíbrio entre desempenho e eficiência o Haval H6 híbrido pleno já entrega um bom conjunto. Potência e torque são mais do que suficientes e a direção elétrica combina bem com o conforto dos bancos para uma dirigibilidade agradável.
Para os mais curiosos, o H6 ainda exibe o fluxo de uso dos motores a combustão e elétrico na central multimídia e painel de instrumentos. Assim, você pode acompanhar quando o motor a combustão entre em jogo para auxiliar o propulsor elétrico.
GWM Haval H6 2025 – Preços e versões
- GWM Haval H6 One – R$ 199.000
- GWM Haval H6 HEV2 – R$ 220.000
- GWM Haval H6 PHEV19 – R$ 245.000
- GWM Haval H6 PHEV 34 – R$ 288.000
- GWM Haval H6 GT – R$ 325.000
GWM Haval H6 One – Ficha técnica
Motor: 1.5, dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16V, turbo, gasolina, injeção direta
Motor elétrico: Dianteiro e bateria de 1,9 kWh
Potência: 150 cv a 5.500 rpm
Torque: 23,4 kgfm de torque a 1.500 rpm
Potência motor elétrico: 177 cv
Torque motor elétrico: 30,6 kgfm
Potência combinada: 243 cv
Torque combinado: 54 kgfm
Câmbio: automatizado de dupla embreagem de duas marchas
Tração: dianteira
0 a 100 km/h: 7,9 segundos
Velocidade máxima: 175 km/h
Consumo (Inmetro): 14,4 km/l na cidade e 101,8 km/l na estrada com gasolina
Bateria: Recarregada pelo motor a combustão e nas frenagens
Dados técnicos: direção elétrica progressiva; suspensões McPherson (dianteira) e independente multilink e barras estabilizadoras (traseira); freios dianteiros a disco ventilado e traseiros a disco sólido; diâmetro de giro, 12 m; vão livre do solo, 181 mm; ângulo de ataque, 21,4°; ângulo de saída, 28,1°; pneus, 225/55 R19.
Os testes de consumo feitos pela Mobiauto são realizados após abastecimento sempre no mesmo posto e bomba de combustível. O resultado é aferido com o cálculo de distância percorrida versus a quantidade de litros abastecido na bomba.
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