Como será o futuro dos carros da BYD no Brasil?

Marca foi a oitava mais vendida no país em 2025 e quer continuar crescendo

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14.02.2026 às 16:15

O ano de 2023 marcou o ponto de virada da BYD no mercado brasileiro. A prova disso foi o salto de 260 emplacamentos da marca em 2022 para 17.937 em 2023. O número aumentou para 76.713 em 2024 e em 2025 foram 112.814 unidades vendidas, o que garantiu para a BYD a colocação de oitava fabricante mais vendida do país.

Mas qual o futuro dos carros no Brasil, para que esse crescimento continue? O primeiro ponto é que o foco da marca seguirá em veículos híbridos plug-in e elétricos. Tal afirmação foi feita pelo vice-presidente da marca no brasil, Alexandre Baldy em entrevista para a Auto Esporte:

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“Seguimos focados na visão de que nossos carros híbridos plug-in e elétricos são o futuro do mercado.” Ou seja, a marca não planeja modelos híbridos plenos (onde a energia da bateria é recarregada pela parte a combustão), e modelos 100% térmicos.

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A estratégia pode ser considerada ousada. Como referência, a GWM, principal rival da marca foi mais conservadora, e no ano passado lançou a picape média Poer P30 e o SUV H9 com motorização tubo diesel, sem eletrificação.

Em contrapartida, a BYD focará no mercado brasileiro nos veículos flex. O Song Pro com novo visual será o primeiro modelo da marca a ser movido com o combustível extraído da cana-de-açúcar. No entanto, mais veículos da marca também deverão receber a tecnologia em breve.

Divulgação/BYD

Divulgação/BYD

Para poder receber o sistema, o SUV ganhará uma nova plataforma e que poderá servir de base para outros modelos, algo também citado por Baldy: “Eu acredito que sim, porque certamente o time de desenvolvimento projetará os carros da BYD, que são super híbridos, com a tecnologia flex fuel, porque é uma realidade exclusiva do Brasil, mas muito forte.”

Dessa forma, apesar de seguir focada em produtos eletrificados com conexão na tomada para recarga, a partir da chegada do Song Pro, a essência da marca no Brasil deverá ser o lançamento de veículos flex.

Entre os modelos que poderão receber a tecnologia estão os novos Dolphin G, Yuan Pro PHEV e a picape intermediária baseda no Song Pro. O hatch será lançado no segundo semestre desse ano, e o mesmo deverá ocorrer para o SUV e para a picape.

Foco em picapes

Reprodução/Placaberde

Reprodução/Placaberde

Outro ponto importante, é que atualmente o portfilío da BYD é predominantemente composto de SUVs, além do sedan King, dos dois hatchs Dolphin e Dolphin Mini, e a picape Shark.

No entanto, para os próximos anos, o foco da marca será no de picapes. Baldy afirmou aos colegas da Auto Esporte que o objetivo da BYD é ter cinco picapes no Brasil – uma delas, a intermediária, já citada no artigo e a Shark já encontrada a venda.

Fábrica é importante nos planos

Além dos novos modelos, o futuro da marca no país passa pela fábrica localizada em Camaçari (BA). O complexo foi inaugurado em outubro de 2025 e atualmente comporta a construção de três modelos: Dolphin Mini, Song Pro e King. Todos eles no formato CKD, ou seja, chegam no país pré-montados e tem o encaixe final e últimos detalhes feitos na fábrica baiana.

Lucas Frasson/Mobiauto

Lucas Frasson/Mobiauto

Com o sistema, a capacidade da fábrica é de 150 mil carros anuais. No entanto, a essa ainda é a primeira fase do plano e a meta final é aumentar a nacionalização dos veículos e atingir a capacidade de 600 mil unidades anuais adicionando etapas de solda, estampagem e pintura, todas em solo nacional.

Com a capacidade aumentando, a lógica é que mais veículos passem a ser fábricados no local, inclusive os três novos híbridos que poderão receber a tecnologia híbrida flex.

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- Jornalista Automotivo

Formado em jornalismo desde 2024, sempre gostou muito do mundo automotivo, além de esporte e velocidade. Tem o prazer em se comunicar e levar informações para as pessoas.

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