Como Chevrolet Corsa e Onix podem “ensinar” o SUV Sonic a ter sucesso no Brasil
Dupla de hatches tem o caminho das rodas para que o modelo inédito coloque a Chevrolet em destaque novamente
O Chevrolet Sonic chega ao Brasil ainda em 2026. O SUV cupê vai competir no segmento mais aquecido do mercado atualmente, liderado pelo VW Tera. Chamado até então de SUV do Onix, a escolha do nome Sonic aproveitou um nome conhecido e usado em um hatch da marca já vendido por aqui. Mas, não é só por esse caminho que a Chevrolet pode aproveitar do passado para tentar fazer o modelo fazer sucesso, a trajetória de Onix e Corsa também pode ajudar.
O momento para chegada do Sonic não é muito diferente do que Onix e Corsa enfrentaram. Com a carroceria cupê, o modelo estreia em um cenário desfavorável, com seu segmento bastante povoado e concorrentes competitivos.
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Ainda quando a preferência dos brasileiros era por hatches e sedans, o Corsa chegou em 1994 como substituto do Chevette. Vendido apenas na versão Wind, a carroceria hatchback e as três portas eram levadas por um motor 1.0 aspirado de 50 cavalos de potência e câmbio manual de cinco marchas.
Ao seu favor contra o Fiat Uno e Gol, o Corsa tinha um projeto mais moderno, trazido ao Brasil como a segunda geração do Opel Corsa lançado em 1993 fora do país. O caráter popular e o consumo de combustível de 12,5 km/l na cidade e 14,9 km/l na estrada (gasolina) eram outro trunfo. Sem contar a injeção eletrônica de combustível, algo que o Gol GTi estreou no Brasil em 1988, mas que demorou a chegar nas outras versões do Gol e estrear no Uno, que usava o saudoso carburador.
E nesse ponto o Sonic pode olhar para o Corsa e enxergar o que falta nos SUVs compactos atualmente para entender o que ele pode aproveitar e sair na frente.
Depois do sucesso da década de 90, o Corsa ainda foi rebatizado como Classic na carroceria sedan, ganhou uma nova cara e foi chamado de Novo Corsa. Ficou em linha até 2012 quando abriu espaço para outro bom projeto: Onix.
O Onix não só substituiu o Corsa como foi além do seu antecessor. Só para ter uma ideia, de 2014 a 2020, o modelo foi o mais vendido do Brasil e interrompeu uma sequência de anos de liderança do Gol. O Sucesso do rival fez a VW repensar o papel do Gol, o que em 2022 resultou na aposentadoria do carro mais vendido da história do Brasil.
Dessa forma, o Sonic também chega em um segmento liderado pela Volkswagen, mas com bem menos tempo que o Gol, já que o Tera não somou um ano de vendas ainda.
Em 2019, o Onix ganha sua segunda geração que permanece até os dias atuais. Sua base GEM, desenvolvida em parceria com a chinesa SAIC também equipa Tracker e Montana, além de servir para o novo Sonic.
O SUV também pode olhar para as novidades que o Onix ofereceu. O hatch foi o primeiro a oferecer central multimídia em carro popular com Android Auto e Apple Carplay, sem contar na opção com câmbio automático, algo que era reservado para modelos mais caros.
Sem contar que a partir da linha 2026, o compacto ganhou seis airbags de série e controle de tração e estabilidade quando esses dois últimos itens ainda não eram obrigatórios.
Novo Chevrolet Sonic ?
A traseira terá um visual com lanternas parecidas com o Equinox EV, a qual tem uma assinatura luminosa pontilhada com os intervalos diminuindo até encontrar a gravata da Chevrolet ao centro.
A frente adota a nova linguagem visual da GM, com a iluminação dividida em dois níveis, algo próximo do que já vemos em Tracker, Spin, S10 e Onix, mas que estreou no Brasil com a Montana.
Posicionado como cupê compacto e com a mesma plataforma do Onix, o Sonic não deve fugir dos 2,55 metros de entre-eixos, mas deve ganhar bons litros de porta-malas, característica dos modelos com essa caída na coluna C.
Quanto à motorização, como o Sonic ficará abaixo do Tracker em termos de preço, o esperado é que na versão de entrada o SUV siga a oferta do Onix. Ou seja, 1.0 aspirado na opção básica com até 82 cv e 10,9 kgfm de troque e 1.0 turbo de até 115 cv e 18,9 kgfm de torque.
A Chevrolet celebrou seus 100 anos de Brasil em 2025 sem um lançamento de impacto. O SUV cupê ficou para 2026. A receita de sucesso para o Sonic precisa de novos ingredientes. Entre as surpresas para se diferenciar no mercado está o sistema híbrido leve, não focado somente em emissões e sem grandes mudanças no consumo como no Pulse. Mas um conjunto que dê ao Sonic o status de novidade como Corsa e Onix foram um dia.
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