BYD Song Plus 2026: como é o consumo do SUV híbrido com a bateria acabando?

SUV é um dos mais vendidos da marca chinesa tem conjunto híbrido plug-in que necessita de recarga externa para completar a bateria

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29.01.2026 às 10:00

O BYD Song Plus é o segundo SUV mais vendido da marca, só atrás do Song Pro. O visual do SUV médio foi renovado e ganhou o visual da, até então, linda versão batizada como premium. O que não mudou é o conjunto híbrido plug-in com motor a gasolina.

O Song Plus combina o motor 1.5 turbo de 98 cavalos de potência e 12,4 kgfm de torque a outro motor elétrico dianteiro que rende 197 cv e 30,6 kgfm de torque, alimentado por uma bateria de 18,3 kWh. Combinados, os propulsores rendem ao SUV 235 cv de potência e 40,8 kgfm de torque.

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Todo esse conjunto consome, conforme o Inmetro, 15 km/l na cidade e 11,2 km/l na estrada com gasolina. Mas para quem tem ou pensa em comprar um Song Plus é importante saber que esses números são medidos com base em tanque cheio e bateria totalmente carregada. E como é o consumo quando a bateria está com a carga no fim? É isso que vamos mostrar neste artigo.

BYD Song Plus 2026 – teste de consumo

Bárbara Lira/Mobiauto

Bárbara Lira/Mobiauto

Antes de tudo, vale dar mais detalhes sobre o sistema híbrido do Song Plus. O motorista pode optar por andar no modo puramente elétrico, o que o Inmetro atesta até 52 km de autonomia usando apenas a bateria. Ainda há os modos de condução Eco, Normal e Sport.

Agora, quando o assunto é tração, o SUV pode ser tracionado apenas pelo motor elétrico no modo “EV”, enquanto no modo “HEV” propulsor elétrico e térmico trabalham de forma combinada, com o último deles trabalhando também a favor do carregamento da bateria, que tem 18,3 kWh.

Durante o nosso teste, usamos o modo elétrico até onde a bateria suportou. No entanto, quando a bateria chegou aos 22%, o modo híbrido entrou em ação. A partir daí, o painel de instrumentos mostrava a porcentagem aumentando até 36% em alguns momentos, com ajuda do motor a combustão, depois abaixando novamente até os 22%. Durante todo o teste visualizamos essa oscilação de carga algumas vezes.

Vale lembrar que, diferente do híbrido pleno, os híbridos plug-in como o Song Plus precisam de recarga externa para chegar ao máximo aos 100% da bateria.

Bárbara Lira/Mobiauto

Bárbara Lira/Mobiauto

Sem a bateria completamente carregada para alimentar o motor elétrico, considerando um SUV de 1.760 kg, a primeira impressão é de que o propulsor 1.5 ficaria sobrecarregado e que, a partir disso, o consumo de combustível seria elevado.

Mas o resultado foi o contrário. De forma inteligente, o sistema híbrido do Song Plus fez o motor a combustão carregar a bateria diversas vezes, dando a possibilidade de retomar o funcionamento como híbrido – ou seja, trazer o motor elétrico de volta ao trabalho. Esse gerenciamento fez o carro ter consumo de combustível acima do esperado, mesmo com a carga da bateria quase no fim.

Na cidade, por exemplo, considerando trajetos com o trânsito mais travado e os mais fluídos, algo próximo da realidade dos donos do SUV, o Song Plus registrou 23,9 km/l de consumo médio na cidade.

Já no ciclo rodoviário, o SUV da BYD rodou 136,2 km e consumiu 18,5 km/l. Ter ido melhor na cidade é uma característica de todos os modelos híbridos, que usam mais o motor elétrico dentro de grandes centros, e ainda têm melhor regeneração de energia. Diferente do que acontece na estrada.

BYD Song Plus 2026 – Ficha técnica

Bárbara Lira/Mobiauto

Bárbara Lira/Mobiauto

Motor: 1.5 turbo de quatro cilindros a gasolina com injeção direta, 98 cv de potência e 12,4 kgfm de torque.
Motor elétrico dianteiro: 197 cv de potência e 30,6 kgfm de torque
Potência e torque combinados: 235 cv e 40,8 kgfm
Bateria: 18,3 kWh
Potência de recarga: 6,6 kW (AC)
Autonomia elétrica (Inmetro): 63 km
Autonomia combinada: 1200 km
Câmbio: automático eCVT de 1 marcha.
Dimensões: 4,70 m de comprimento, 1,89 m de largura, 1.68 m de altura, 2.76 m de entre-eixos, porta-malas de 574 litros e tanque de combustível de 57 litros.

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- Repórter

Encontrou no jornalismo uma forma de aplicar o que mais gosta de fazer: aprender. Passou por Alesp, Band e IstoÉ, e hoje na Mobiauto escreve sobre carros, que é uma grande paixão. Como todo brasileiro, ainda dedica parte do tempo em samba e futebol.

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