Yamaha Factor DX 2025: motivos para levar (ou não) a naked barata da marca

Considerando que é uma moto de entrada que custa perto dos R$ 20 mil, esses motivos podem mudar sua opinião sobre a Factor DX

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26.10.2025 às 06:33

Depois da avaliação completa da nova Yamaha Factor 150 DX 2025, que você pode ler clicando aqui, ficou claro que a marca dos três diapasões fez a lição de casa. A motocicleta evoluiu em pontos cruciais, tornando-se mais segura e atraente. Mas no disputado mercado brasileiro, a decisão de compra nunca é simples. Será que ela é a escolha certa para você?

Para responder a essa pergunta, aqui estão cinco razões que fazem da Factor DX uma compra inteligente e cinco pontos que podem fazer você querer dar uma olhada na vitrine ao lado.

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Por que levar a Yamaha Factor 150 DX para casa?

Divulgação/Yamaha

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1. Conjunto mecânico a prova de falhas

O motor de 149cc da Factor é uma lenda moderna. Sua reputação de durabilidade e baixa manutenção não foi construída por acaso. É um projeto validado, que entrega desempenho honesto para a cidade e exige pouquíssimas visitas à oficina. Para quem depende da moto para trabalhar e não pode se dar ao luxo de ter imprevistos, essa confiabilidade é o principal argumento de compra.

2. Economia de combustível exemplar

Se o seu objetivo é gastar o mínimo possível para rodar o máximo possível, a Factor DX é a sua parceira. Com a tecnologia Blueflex de segunda geração e o novo mapeamento da injeção, as médias que ultrapassam os 40 km/l são facilmente alcançadas. O indicador "ECO" no novo painel é um incentivo a mais para uma pilotagem que alivia o bolso no fim do mês.

3. Segurança

Ainda que a Factor DX não tenha freio a disco na traseira, tampouco o sistema ABS, o conjunto combinado atua com estabilidade e segurança mesmo em situações de pista molhada e eu digo isso com total propriedade, pois na chuva precisei do sistema e não fiquei na mão. Então, os freios, mesmo sem o sistema antitravamento, estão aprovados.

4. Design e acabamento acima da média

A Yamaha caprichou no visual. A iluminação Full LED não só melhora a visibilidade como moderniza o conjunto, conferindo um status de moto mais cara. O acabamento das peças, a qualidade da pintura e as novas rodas de liga leve da versão DX colocam a Factor um degrau acima de algumas concorrentes diretas no quesito "presença".

5. Conforto para o dia a dia

A posição de pilotagem ereta, o assento largo com espuma confortável e a suspensão calibrada para o asfalto brasileiro fazem da Factor uma moto extremamente confortável para o uso diário. Ela absorve bem as irregularidades sem ser "molenga" demais, encontrando um equilíbrio ideal para quem enfrenta longas jornadas no trânsito.

Por que deixar a Factor DX de lado e pular para a concorrência?

Divulgação/Yamaha

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1- Desempenho apenas suficiente

Ok, aqui serei absolutamente incoerente. Você comprou uma moto de 150 cilindradas, portanto não se engane: apesar de ágil, o motor da Factor não é o mais potente da categoria. Seus 12 cv (no etanol) são superados pela principal concorrente, a Honda CG 160, que entrega mais de 15 cv. Em vias expressas ou estradas, essa diferença de potência é perceptível, principalmente em ultrapassagens e na manutenção de velocidades mais altas.

2- Câmbio de 5 marchas

Em um mercado que flerta com a modernidade, a ausência de uma sexta marcha pode ser sentida. Em velocidades de cruzeiro (acima de 90 km/h), uma marcha extra poderia "afogar" o ruído do motor e diminuir a vibração, tornando viagens curtas mais agradáveis e, potencialmente, economizando ainda mais combustível.

3- Preço de compra e seguro

Historicamente os modelos da Yamaha, especialmente as versões mais completas como a DX, tendem a ter um preço de tabela ligeiramente superior ao das concorrentes diretas. Além disso, dependendo do perfil e da região, o valor do seguro pode ser um fator decisivo, e vale a pena cotar antes de fechar negócio.

4- Liquidez no mercado de usados

Embora seja um produto excelente, a Yamaha Factor ainda corre atrás da líder de mercado em termos de volume de vendas. Isso se reflete na liquidez. Vender uma Honda CG costuma ser um processo mais rápido e com menor desvalorização. Se você troca de moto com frequência, este é um ponto a ser considerado.

5- Painel quase completo e desconectado

O novo painel digital é ótimo, tem fácil leitura e informações claras, mas a Yamaha perdeu a oportunidade de incluir algum tipo de conectividade via Bluetooth, algo que começa a surgir em segmentos superiores e que poderia ser um diferencial em relação à concorrência. Recursos como espelhamento de rotas simples, mesmo que por setas, ou alerta de chamadas já são uma realidade em outras partes do mundo. Faltaram também os importantes indicadores de consumo médio e instantâneo.

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