Fiat, Jeep, Citröen e Peugeot podem ter sistema elétrico chinês no Brasil
Marcas do grupo Stellantis vão compartilhar mais do que somente peças já a partir de 2026
O grupo Stellantis opera no Brasil com as marcas Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e Ram. Agora, a Leapmotor entra para o grupo e vai vender dois modelos no Brasil: Leapmotor C10, que chega ainda esse ano, e B10 no ano que vem. Por isso, o conglomerado agora tem mais uma montadora para aproveitar dos benefícios de se estar em grupo.
E o primeiro sinal de compartilhamento de tecnologias da Leapmotor com as demais montadoras já foi dado. Durante coletiva, nesta segunda-feira (3), a marca chinesa apresentou seus planos para o Brasil sob o guarda-chuva da Stellantis.
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Bárbara Lira/Mobiauto
O novo presidente da Stellantis para América do Sul, Herlander Zola, entregou que a tecnologia da Leapmotor deve ser compartilhada no futuro com outras marcas. A ideia é que todas as vertentes eletrificadas estejam presentes nas marcas da Stellantis.
O executivo reforçou que novidades eletrificadas chegarão em todas as marcas nos próximos meses e classificou 2026 com o ano da expansão de eletrificação de todas as montadoras do grupo.
Basta olhar para a Leapmotor e ver que não estamos falando de novidades somente híbridas. Afinal, a marca chinesa chegará ao Brasil no primeiro momento apenas com veículos elétricos.
Bárbara Lira/Mobiauto
O C10 será vendido em duas versões, a primeira com motor elétrico que recebe energia da bateria. Já a segunda, também terá um motor elétrico que recebe energia da bateria. No entanto, nessa segunda configuração o banco de energia é abastecido por um motor a combustão, ou seja, que não atua como propulsor das rodas, mas sim como fornecedor de energia do sistema elétrico.
Dito isso, é possível ver esses sistemas em outras marcas do grupo, como contou Zola. Vale lembrar que, Peugeot e Fiat foram os primeiros a chegar com motorização híbrida, ainda que seja leve com o sistema 12 V. Atualmente, Pulse, Fastback, 2008 e 208 já trocam o motor de partida por um elétrico que auxilia o propulsor a combustão nas saídas e acelerações.
Como serão as motorizações da Leapmotor no Brasil?
No caso do B10 e C10 elétricos abastecidos por bateria, os SUVs vão aparecer como elétricos com autonomia oferecida pela capacidade do banco de energia (bateria). Por outro lado, a versão do C10 com motor a combustão vai usar a usina térmica para estender ainda mais a autonomia do SUV elétrico.
Bárbara Lira/Mobiauto
Dessa forma, o medo de ter um elétrico para viagens mais longas pode cair por terra, já que o C10 conta com um motor a gasolina que não traciona as rodas, mas tem sua energia produzida transformada em eletricidade para abastecer o propulsor elétrico.
Pensando em um compartilhamento dentro do grupo Stellantis, o C10 é um SUV médio, o que termos de porte reduz as possibilidades voltadas para usar essa tecnologia chamada de REEV (Range Extended Electric Vehicle), que em português é Veículo Elétrico com Extensor de Autonomia, mas batizada pela marca de Ultra-híbrido.
Porém, a própria chegada de C10 e B10 ao Brasil foi um trabalho feito a três mãos pelos chineses, brasileiros e europeus. Com isso, esse trabalho pode servir para outro produto do portifólio da Stellantis no Brasil. Afinal, o motor a combustão aumenta a autonomia do elétrico e ainda favorece a atual estrutura brasileira, ainda sem muitos pontos de recarga para elétricos.
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