Esse mecânico colocou Supercharger de Mercedes no seu Uno S 1993
Herança de família virou projeto de R$ 15 mil que transformou o visual do hatch
O dono da oficina Hm.Marquinhos localizada em São José dos Campos, especializada em restauração de carros, Henrique Sousa Silva é o mecânico responsável por um projeto único feito em seu carro do coração, Fiat Uno S 1993/94 que ele está há meses preparando.
O hatch custa R$ 7.085 na Tabela Fipe e tem motor original Fiasa 1.5 a gasolina, com injeção eletrônica monoponto, que mantém o processo de quatro tempos na queima de combustível, com a diferença que ele tem apenas um bico injetor de gasolina no cilindro. Com motor de fábrica, ele rende 67,3 cavalos de potência e 12 kgfm de torque, associado a uma transmissão manual de cinco marchas.
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Mas essas características já foram deixadas para trás há um tempo. Henrique recebeu o carro em um período difícil. Precisou mudar de oficina, sua esposa estava grávida e, no meio da turbulência, perdeu tanto a filha quanto o carro do dia a dia. Foi nesse momento que o Uno, herdado do sogro, entrou em sua vida.
“Esse carro era do meu sogro, peguei ele em um tempo muito difícil da minha vida, quando tive que mudar de oficina com a minha mulher gravida. Nesse mesmo momento eu perdi minha filha, perdi meu carro do dia a dia para resolver as coisas. Então esse carro chegou para me ajudar na correria e me ajudou a levantar. E eu decidi fazer algo diferente nele, para ele não ser apenas um Uno. E ser O UNO”, conta o mecânico.
Como é o projeto
Acervo/@hm.marquinho
Após um ano trabalhando no projeto, Henrique já gastou cerca de R$ 15 mil em investimentos no Uno. De lá para cá, o Uno virou laboratório de preparação. Entre as principais mudanças, o carro recebeu:
Supercharger de Mercedes, responsável por aumentar a pressão de ar no motor e, consequentemente, a potência
- Escape retrabalhado, que solta fogo graças ao sistema anti-lag
- Barras de torção reforçadas
- Motor totalmente revisado
- Rodas modificadas
O sistema anti-lag, geralmente visto em carros de corrida, evita o atraso de resposta da turbina (o famoso “turbo lag”). Ele mantém a turbina cheia de ar mesmo quando o motorista tira o pé do acelerador. O efeito extra é o combustível queimando no escapamento e gerando fogo colorido na ponteira.
Acervo/@hm.marquinhos
Já devo ter gastado uns R$ 15 mil nesse carro, sem contar o valor do Uno. Fiz motor, escape, cofre, comprei o supercharger, mudei suspensão… é muita coisa, perdi até a conta”, revela Henrique.
O Uno S 1993/94 que começou como um carro simples de família hoje é um projeto carregado de história e dedicação. Para Henrique, não é apenas uma questão de performance: “Ele não é apenas um Uno. Ele é O UNO”.
Em relação aos pneus, ele comenta que trocou anteriormente todos os pneus traseiros de fábrica 165/70 R13 por novos quatro pneus traseiros com o perfil um pouco maior que fazem diferença no visual do carro: 175/70 13. Porém, no momento Henrique optou por retirar os novos e manter o modelo com as especificações de fábrica, para recolocar os maiores quando o projeto estiver mais completo e preparado para receber tal pneu.
Apesar de tantas mudanças, o Uno S do início da década de 1990 mantém tração dianteira e suspensão e fábrica independente McPherson nas quatro rodas com feixe de molas helicoidal dianteiras e feixe de molas semielípticas traseiras. Que podem no mudar com a continuidade do projeto.
Agora, o objetivo é levar o carro ao dinamômetro, onde será possível medir a potência real entregue nas rodas: “Quero ver quantos cavalos vai dar de roda e registrar em vídeo para mostrar a evolução do projeto”, afirma Henrique.
E o Uno S 1993/94 que começou como um carro simples de família hoje é um projeto carregado de história e dedicação. Que deve ficar ainda mais surpreendente nos próximos meses.
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