Como a troca de um item mudou a vida de Commander, Titano e Toro no Brasil
Nada como uma boa avaliação de desempenho para entender que é hora de mudar
O motor é a alma de um carro. Seja ele elétrico, híbrido ou a combustão, é a usina que vai ditar o ritmo e boa parte do prazer ao dirigir de um veículo. Isso pode ser visto em diferentes segmentos, e com a Stellantis não foi diferente. O conglomerado de empresas do setor automotivo fez alterações importantes em sua linha de veículos: trocar o motor dos modelos a diesel.
No caso do Jeep Compass, o SUV médio deixou de lado as versões equipadas com o motor MultiJet 2.0 turbodiesel de 170 cv de potência e 35,7 kgfm de torque (38,8 kgfm no Commander e na Rampage) para ficar apenas com opções movidas pelo 1.3 turbo flex de 176 cv e 27,5 kgfm.
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Já os modelos Jeep Commander, Ram Rampage e Fiat Toro receberam uma versão atualizada do motor MultiJet, um 2.2 turbodiesel que passou a entregar 200 cv de potência e 45,9 kgfm de torque.
A Mobiauto teve a oportunidade de estar com os três produtos e seus motores renovados. Entre os principais motivos para a modificação, estão as regras de emissões, já que o Multijet 2.0 turbodiesel, por ser um propulsor mais antigo, não atendia as novas regras antipoluentes. Mais tecnológico, o 2.2 turbodiesel já está adequado aos novos padrões.
Reprodução/Mobiauto
O MultiJet 2.2 é uma evolução do próprio 2.0. É um motor de quatro cilindros que teve os volumes internos ampliados para o aumento da cilindrada, além de uma série de modificações, como a adoção de bomba de óleo com deslocamento variável, turbina com geometria variável com atuação elétrica, entre outras atualizações. Para lidar com o novo motor, o câmbio ZF automático de nove marchas teve de passar por uma recalibração.
Saindo das fichas técnicas e indo para o mundo real, Rampage, Commander e Toro ficaram mais “espertos” para andar – como os entusiastas gostam de falar. Com mais torque em baixas rotações, como é padrão em motores a diesel, as picapes e o SUV parecem ter encontrado a fórmula ideal.
O novo motor reduziu as relações peso-potência e peso-torque, fazendo os veículos parecerem mais leves e respondendo melhor às investidas ao pedal do lado direito. E isso resulta em uma condução mais prazerosa e assertiva, sem surpresas no meio do caminho. O nível de ruído e vibração do motor também parece menor, e não invadem tanto a cabine.
Divulgação/Fiat
Além disso, o motor 2.2 é mais econômico que o 2.0, principalmente quando comparamos a Fiat Toro, que chegou a reduzir em 17% o consumo de combustível em ciclo urbano.
Não bastasse o bom trabalho realizado na estrutura monobloco Small Wide 4x4, o 2.2 também mudou a vida da Fiat Titano. Na picape média, que é um rebadge da Peugeot Landtrek, as alterações são ainda mais significativas. Além das recalibrações mecânicas de suspensão, freio e os sistemas eletrônicos da picape, o coração agora é mais forte.
Diferentemente dos demais veículos aqui citados, a Titano já contava com o motor BlueHDI 2.2 turbodiesel de 180 cv de potência e 40,8 kgfm de torque - números inferiores aos das concorrentes.
Renan Bandeira/Mobiauto
Mas, neste ano a Fiat mudou o jogo e colocou “para jogo” o Multijet 2.2 turbodiesel na Titano. Acoplado à caixa automática de oito marchas da ZF, que vem da Ram 1500, o modelo incrementou o desempenho tanto nos asfalto quanto no off-road, com melhoria no consumo.
Ainda que não seja um item qualquer, mas sim um motor, que é a alma de um veículo, a leitura de mercado da Stellantis deu nova chance à Titano, muda o patamar de Commander e Rampage, e ainda deixa a Fiat Toro com uma despedida digna antes de uma nova geração.