Citroën Basalt Dark Edition: pontos positivos e negativos do SUV cupê
Versão “esportiva” estreou na linha 2026 para dar um aspecto mais descolado ao modelo
O Citroën Basalt é um carro importante para a marca francesa no Brasil. Último modelo da renovada gama a estrear por aqui (depois de C3 e Aircross), o SUV cupê é disparado, o mais vendido da fabricante. Em 2025, por exemplo, o Basalt respondeu por 50% das vendas ao emplacar 19.792 unidades - a Citroën, no geral, registrou 39.890 unidades, de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Na linha 2026, o utilitário cupê trouxe novidades, como a melhora no acabamento e uma nova versão: a Dark Edition, que ocupa o topo da gama e, atualmente, custa R$ 118.690. Porém, o bom custo-benefício não esconde algumas falhas do modelo. Veja os pontos positivos e negativos:
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Pontos Positivos
Espaço interno
Raphael Panaro/Mobiauto
O Basalt tem entre-eixos de 2,64 metros - 11 cm a mais que o “primo” Fiat Fastback e 1 cm a menos que o VW T-Cross, por exemplo. Isso resulta em uma área traseira bem generosa para três ocupantes. Tanto que o SUV cupê começou a ser amplamente requisitado por motoristas de aplicativo.
O único “porém” é o túnel central relativamente alto, o que compromete a posição das pernas de quem viaja na posição central. Ao menos, há duas entradas USB.
Porta-malas
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O Basalt tem a capacidade do porta-malas maior que a de muito SUV médio por aí. São 490 litros, o que dá para levar as bagagens de todos os passageiros sem muito problemas. Vale ressaltar também o ângulo de abertura que é bem grande.
Design
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A versão Dark Edition deixa o SUV ainda mais descolado. Pode trazer a cor cinza fosca na carroceria, além de inserções no tom chamado vermelho Andre, uma homenagem ao fundador da marca Andre Citroën - tanto no exterior quanto no interior. As rodas de 16 polegadas também vêm escurecidas para dar um ar esportivo.
Preço
Além do espaço, painel digital e central multimídia, o Basalt não oferece muitos equipamentos e comodidades - nem mesmo na versão mais cara. Mas seu preço de R$ 118.690 - houve um aumento de R$ 3.700 desde o lançamento - é um chamariz para quem busca um carro espaçoso, com motor turbo, com o básico em termos de tecnologia e “acessível” para os dias atuais. Vem com câmera de ré com sensores traseiros de estacionamento, ar-condicionado digital e assistente de partida em rampa.
Pontos Negativos
Ergonomia
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A Citroën mexeu no acabamento, um dos pontos sensíveis desde a estreia do carro em 2024. Porém, a marca francesa "esqueceu" outra falha: a ergonomia. A falta do ajuste de profundidade do volante não foi adicionada - só é possível regular a altura. Isso dificulta achar uma boa posição de dirigir, que já é bem alta. Mesmo com o banco na regulagem mais baixa, quem vai ao volante ainda tem uma posição muito elevada do quadril. Fora isso, o assento é curto e deixa metade da coxa do motorista sem apoio.
Faróis halógenos
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Os faróis de posição halógenos, além de serem inferiores em termos de iluminação e segurança, destoam das luzes diurnas de LED. A mescla de amarelo e branco no visual dianteiro deixa o Basalt com um aspecto simplório.
Ruído
O Basalt peca no isolamento acústico. É possível ouvir absolutamente todo o funcionamento do motor. Em giros mais altos, o ruído invade a cabine sem cerimônias e dificulta até ouvir a rádio ou uma música no sistema multimídia. A vibração inerente ao motor três cilindros 1.0 turbo também é transportada à cabine. Com o câmbio no N ou parado no semáforo é possível sentir bancos, volante e painel “tremendo”.
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Segurança
O Basalt tirou nota zero nos testes de impacto promovidos pelo Programa de Avaliação de Carros Novos para América Latina e o Caribe (Latin NCAP). Dotado apenas de quatro airbags, o SUV cupê apresentou dificuldades na avaliação, com problemas na estrutura e na proteção a motorista e passageiros. O Basalt também não traz nenhum item de auxílio ao motorista, como alerta de mudança de faixa, sensor de ponto cegou ou frenagem de emergência - que existem em outros modelos mais baratos vendidos no Brasil.
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