Chevrolet Chevette elétrico surgiu muito antes da categoria virar moda
Clássico dos anos 1970 e 1980, o hatch já teve versão elétrica antes dela virar tendência
Apesar do boom dos elétricos ser um evento recente, a Chevrolet já previa a modernidade desde a década de 1970, quando ela ousou na execução do projeto do Chevette elétrico. Uma invenção ousada, que previu tendências de mercado.
Batizado de Electrovette, o hatch foi uma solução pensada pela General Motors em meio à crise do petróleo da década de 1970. O cenário não apenas acendeu o alerta para o aumento do preço da gasolina, como também levou o então presidente da GM, Pete Estes, a prever ao The Washington Post que um em cada dez veículos vendidos nos Estados Unidos poderia ser elétrico a bateria, ainda que voltado para uso urbano.
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Baseado no Chevette norte-americano, bastante semelhante ao vendido no Brasil, o Electrovette manteve a carroceria original, mas passou por alterações estruturais para adaptá-lo a nova motorização. O assoalho foi encurtado em aproximadamente 15 centímetros entre a porta e a abertura da roda traseira, transformando o modelo em um cupê de dois lugares.
Falando sobre motorização, o propulsor elétrico ficava instalado no túnel de transmissão, enquanto a bandeja de baterias era posicionada atrás dos bancos. Na dianteira, onde antes trabalhava o motor a combustão, estavam o controlador eletrônico refrigerado a ar - uma espécie de antecessor dos atuais módulos de gerenciamento térmico - e o inversor.
O conjunto utilizava um propulsor Delco de 50 kW (68 cv) e já vinha equipado com sistema de frenagem regenerativa, algo bastante avançado para a época. Ele tinha bateria de óxido de níquel-zinco, com 250 volts. Segundo a GM, esse conjunto entregava aproximadamente 80 km/h de velocidade máxima e 160 km de autonomia, com vida útil de cerca de 300 ciclos de carga e tempo de recarga de oito horas.
No fim das contas, os avanços nas baterias não se performaram como esperado. Posteriormente, os números foram revisados e apontaram para 48 km/h de velocidade máxima e 80 km de autonomia. O que demonstra que a longo prazo, o Electrovette não iria durar.
O projeto não chegou à produção em massa, mas entrou para a história como uma das primeiras tentativas da Chevrolet de entrar no segmento de elétricos, mostrando que a marca já flertava com a eletrificação muito antes da chegada do Bolt e posteriormente Spark e Captiva EV ao Brasil.
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