Carros elétricos da Volkswagen terão motor AP? Entenda essa história

Nova família de carros elétricos da marca recebeu inclusive nomes conhecidos como ID. Polo e ID. Cross

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21.09.2025 às 14:14

A Volkswagen apresentou seus próximos veículos elétricos da família ID. Agora, eles trocam os números e passam a se chamar ID. Polo, ID. Cross e ID. GTI. Mas outro detalhe passou despercebido: os motores desses elétricos. E não foi só nos carros que a marca usou nomes mais conhecidos do público.

Durante o Salão do Automóvel de Munique, neste ano, a montadora apresentou o novo motor elétrico síncrono de ímã permanente que vai equipar o ID.Polo. Seu nome? APP290. Não é difícil de remeter o novo propulsor elétrico ao icônico motor AP que chegou ao Brasil em 1985 e ficou até 2013 no VW Gol G4.

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Então o APP290 é uma evolução do AP? Nada disso. No caso do AP que tinha nomes técnicos de EA827 (1.6, 1.8, 2.0, etc) e EA113 (2.0), por exemplo. Já para o motor elétrico existem outras variantes mais potentes como o APP 550, que significa "Máquina de Ímãs Permanentes de Eixo Paralelo". Além desse, há o APP 310, ambos equipam elétricos maiores da família ID, enquanto o APP290 deve ficar reservado aos compactos.

De parecido mesmo, as primeiras duas letras da sigla, tanto a usina elétrica como a combustão são refrigerados à água. Assim como a numeração é usada para entregar algum dado de desempenho, ou seja, a versão AP 2000 tinha na numeração a indicação da litragem em cilindradas (centímetros cúbicos), o que trazendo para litros fica no conhecido 2.0. Já o APP 290 tem nos três números seu torque em Newton Metros, que convertendo para o nosso kgfm resulta em 29,5.

Esse padrão é encontrado também nos motores atuais a combustão da marca. Os TSI 170, TSI 200 e TSI 250, ou 1.0 e 1.4 TSI, indicam seu torque com a numeração.

O APP290 recebe uma atualização no seu inversor que tem o foco de entregar mais desempenho com uma perda menor de energia, o que garante uma autonomia de até 450 km no ciclo WLTP com uma bateria de 56 kWh. Não foi diferente com o AP, que com o Gol GTi em 1988 foi o responsável pelo primeiro carro fabricado no Brasil com injeção eletrônica.

As diferenças com o AP já começam logo de cara na questão do desempenho. O APP290 entrega até 218 cavalos de potência e 29,5 kgfm de torque, enquanto o AP 2000, versão mais potente, no Gol GTi entregava 120 cv e 18,35 kgfm de torque, com a configuração de fábrica sem contar com qualquer preparação.

Fato é que a montadora alemã caminha na direção dos elétricos, mas sem deixar de lado os nomes e padrões do passado que permanecem no imaginário das pessoas. Afinal, no ainda mundo do novo da eletrificação dos carros, ter com o que se apegar deixa a adaptação mais fácil.

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- Repórter

Encontrou no jornalismo uma forma de aplicar o que mais gosta de fazer: aprender. Passou por Alesp, Band e IstoÉ, e hoje na Mobiauto escreve sobre carros, que é uma grande paixão. Como todo brasileiro, ainda dedica parte do tempo em samba e futebol.

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