Câmbios de motos: quais são e como funcionam?

Manual, DCT, Rotativo, CVT... esses são os mais famosos e estão presentes nas motos mais vendidas do mercado

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11.09.2025 às 06:20

Com o avanço da tecnologia e do mercado, cada vez mais as motocicletas vão ganhando novos itens de segurança, de desempenho e de conforto. Um deles é o câmbio!

E acredite, existem hoje no mercado diversos sistemas de câmbios para as motocicletas, que definem como será o conforto para o piloto em diversas situações, mas apenas quatro são de fato populares.

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Vamos aos tipos de câmbios e sistemas que as motos oferecem:

1 – Manual

É o tipo de câmbio mais comum, presente em 99% das motocicletas no mercado mundial. É utilizado em conjunto com a embreagem, que precisa ser acionada no manete esquerdo. Tem a sua sequência sempre com a primeira marcha para baixo e as demais para cima. Em raríssimos casos como o da Brandy FT 125-A Fosti, o câmbio usa marchas sequenciais.

O sistema mais popular, principalmente entre as motos esportivas, é o quickshifter, que permite ao piloto aumentar ou reduzir as marchas sem o acionamento da embreagem, porém, funciona somente em giro alto.

Recentemente a Honda apresentou o E-Clutch, que nada mais é do que o câmbio manual com um mecanismo que elimina a necessidade de uso do manete da embreagem, dando a opção ao piloto de utilizar o sistema manual convencional, ou deixar que o conjunto faça o trabalho por ele. Recentemente tive a oportunidade de pilotar a CB650R com esse sistema e posso afirmar, usar o manete de embreagem se tornou coisa do passado.

2 – Rotativo

Presente nas motos de entrada da Honda, o câmbio rotativo está na Biz e na Pop com funcionamento semelhante ao manual, mas não há o manete de embreagem.

O piloto apenas muda as marchas, que tem acionamento diferente do manual convencional. Para aumentar as marchas pressiona-se o pedal para baixo e, para reduzir as marchas, utiliza-se um contra pedal.

Como o sistema é rotativo, não há a necessidade de se reduzir marchas em uma parada de semáforo, onde não é exigido o uso do freio motor para uma frenagem mais brusca e, caso a moto pare em quarta marcha, basta tocar novamente para baixo para colocar o câmbio na posição neutra ou em primeira marcha.

3 – CVT (transmissão continuamente variável)

Apesar de ter se popularizado nos scooters, esse câmbio é quase tão antigo quanto o manual convencional. Quem não se lembra das mobiletes? Aquelas motos que lembravam muito uma bicicleta e trazia um motor de 50 cilindradas? – que vale lembrar quase sempre era envenenado com o famoso “kit 75” que deixava a “mobi” mais potente.

Ainda que se diga que as mobiletes utilizavam um câmbio com apenas uma marcha alongada, a verdade é que o sistema era muito parecido com o que temos hoje nos scooters e em automóveis. São duas polias, com uma corrente metálica, que permitem inúmeras combinações de marchas, que funcionam de forma contínua e variável, conectado a uma embreagem centrífuga que desengatava o motor quando se parava o veículo.

4 – DCT (dual clutch transmission)

Esse tipo de câmbio une o melhor dos sistemas manuais e automáticos. Nada mais é do que um câmbio manual, porém com sistema de dupla embreagem que faz as trocas de marcha de forma extremamente rápida, já que enquanto uma embreagem trabalha com marchas ímpares, a outra trabalha com as marchas pares, deixando o sistema sempre pronto.

Diversas marcas utilizam esse sistema, mas quem popularizou foi a Honda (sempre ela), por trazer esse sistema em suas motos NC750, Africa Twin e Goldwing.

Embora o acionamento das marchas possa ser feito de forma manual, as marchas não ficam no pedal convencional e, sim, no punho esquerdo por meio de botões e ainda oferece a possibilidade de um modo sport, que deixa as mudanças ainda mais rápidas e com melhor aproveitamento da potência do motor.

E você, conhecia todos esses câmbios e como cada um funciona?

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