Por que o novo hatch da Fiat é crucial para vida de Strada, Pulse e Fastback

Modelo será lançado no Brasil no ano que vem, e terá função importante não só nas lojas

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04.01.2026 às 17:28

A Stellantis confirmou no fim de 2025 que terá um novo hatch na fábrica de Betim (MG). Ainda que não tenha dado mais informações, o modelo deve ser substituto do Argo, e pode até mesmo tirar o Mobi de linha. Mas além de ser um produto importante para o volume de vendas da Fiat, será também o pontapé para uma renovação.

A Fiat lançará no Brasil um carro por ano até 2030, e o primeiro modelo será o Grande Panda. Este é o hatch falado acima, e que ainda não tem nome definido para o Brasil.

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Por que ele é importante? São dois motivos. Assim como aconteceu com o VW Tera para a marca alemã, ele que definirá o novo design que a fabricante aplicará nos demais modelos. Ou seja, esse "rosto" aí será encontrado em Strada, Pulse e Fastback novos - claro que haverá mudanças para aplicar nos veículos porque são diferentes, mas a lógica será a mesma.

Mas além dos faróis pixelados, o novo arranjo externo e interno, e as linhas mais vincadas, ele compartilhará outro item importante com as novas gerações dos demais modelos citados acima: a plataforma.

Estamos falando aqui da Smart Car, uma estrutura modular robusta que é uma evolução da CMP usada nos Peugeot 2008 e 208, e Citroën C3, Aircross e Basalt por aqui. No Brasil, a Smart Car ainda será base para o Jeep Avenger.

Com a entrada do Grande Panda para a fábrica de Betim (MG), a Stellantis terá de preparar uma linha de montagem para produção da nova plataforma Smart Car, que é base do hatch. Com isso, iniciará o processo de transição da unidade fabril para deixar de usar as estruturas atuais MPP (Strada) e MLA (Pulse e Fastback) atual dos seus carros.

E esse será o ponto de virada para a chegada das novas gerações desses modelos, por isso o Fiat Grande Panda é importante. A partir da chegada do hatch - claro, haverá um plano de expansão para que todas as linhas de montagem estejam atualizadas - a fábrica vai se preparar para a chegada de Fastback, Pulse e Strada novos, além do novo SUV de 7 lugares.

Divulgação/Fiat

Divulgação/Fiat

Ainda não está definido quando cada um será lançado, mas Mobiauto aposta que a sequência será:

  • 2026: Fiat Grande Panda
  • 2027: SUV de 7 lugares
  • 2028: Fiat Fastback
  • 2029: Fiat Pulse
  • 2030: Fiat Strada

De acordo com o calendário apresentado pela publicação italiana Quatroruote, o SUV de 7 lugares, chamado de Giga Panda até o momento, será apresentado no outono de 2026, pouco antes de o Fiat Fastback ser apresentado - cotado para o fim de 2026 e início de 2027.

Mobiauto acredita que a Stellantis escolherá o modelo de 7 lugares primeiro pelo fator novidade, por não atuar nesse mercado, e também pelo fato de Fastback e Pulse terem recebido um tapa no visual em 2025. Mas o SUV compacto deve vir logo após o irmão cupê, enquanto a Strada ficaria por último dado o seu bom volume de vendas - em time que está ganhando, não se mexe. Ou pelo menos não tão rápido.

Mas isso pode mudar a depender da necessidade, principalmente pensando em um mercado de picapes compactas que terá diversas mudanças e novos concorrentes nos próximos anos. Talvez seja necessária uma intervenção na Strada para mantê-la na ponta da tabela, e uma inversão com o Pulse pode acontecer.

Até o momento, apenas o novo hatch está confirmado para o Brasil. O Fiat Grande Panda será um importante ponto de virada para criação de uma nova família de carros da marca, assim como foi o Fiat Uno na década de 1990.

Sendo ou não a botinha ortopédica dos anos 2020, o modelo pode trazer novidades importantes, como a possibilidade de uma versão elétrica. No entanto, a expectativa mais real é de que ele tenha versões com motor 1.0 aspirado flex e 1.0 turbo flex, com opção de auxílio do sistema elétrico 12V para formar um MHEV, como Pulse, Fastback, 2008 e 208.

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- Gerente de conteúdo

Formado em mecânica pelo Senai e jornalismo pela Metodista, está no setor há 5 anos. Tem passagens por Quatro Rodas e Autoesporte, e já conquistou três prêmios SAE Brasil de Jornalismo. Na garagem, um Gol 1993 é seu xodó.

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