Novo BYD Atto 8 de 488 cv é maior que Song Plus e roda 900 km com um tanque
Novo SUV premium da BYD desembarca nas concessionárias com bom potencial de mercado
A BYD já acumula cinco anos de história no Brasil, vendendo veículos de passeio eletrificados desde 2021. O crescimento desde então foi exponencial e já está entre as montadoras que mais vendem no país. Já consolidada no segmento mais “acessível”, agora ela busca o sucesso de vendas em modelos premium, e sua aposta para esse mercado é o Atto 8.
Trata-se de um SUV de grande porte, híbrido plug-in, apresentado pela primeira vez durante o Salão do Automóvel de São Paulo de 2025 que já está disponível nas concessionárias em versão única de R$ 399.990.
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Sua chegada ao portfólio da BYD é bastante estratégica, e demonstra que a montadora realmente entendeu o que os brasileiros buscam no segmento de carros premium. Isso porque, no primeiro momento em 2022, ela desembarca no Brasil com o Tan, um SUV grande, totalmente elétrico, com preço inicial de R$ 515.890.
E mesmo com cinco anos de mercado, o modelo acumulou apenas 799 emplacamentos. Uma das principais críticas dos consumidores em relação ao Tan está relacionada a sua desvalorização. O modelo de lançamento, 2022, hoje já custa na Tabela Fipe R$ 239.676, é uma desvalorização de mais de 53%.
Marcela Cavirro/Mobiauto
Pelo baixo volume de vendas, o elétrico ainda é constantemente colocado no catálogo de ofertas e atualmente está com R$ 110 mil de descontos, saindo de R$ 536.800 por R$ 426.800.
Apesar do Atto 8 e Tan terem propostas diferentes, ambos miram o segmento premium e o modelo híbrido chega ao portfólio nacional da BYD com potencial de volume de vendas bem maior do que o elétrico.
E o motivo dessa premissa de sucesso vai além do preço mais baixo e está consideravelmente concentrado no conjunto motor, que inclusive estreia no país um novo sistema de eletrificação DM-P, mais focado em desempenho.
A BYD entendeu que os brasileiros procuram muito mais por híbridos plug-in do que elétricos, e trouxe o trouxe um novo conjunto, mais focado em performance de tração integral, formado por um motor a combustão 1.5 turbo e dois motores elétricos, que rendem 488 cavalos de potência combinada e 68,8 kgfm de torque combinado. A bateria tem capacidade para 72 kWh.
Segundo a montadora, a aceleração de 0 a 100 km/h é de 4,9 segundos, número que impressiona, pensando que estamos falando de SUV de 2.680 kg.
Marcela Cavirro/Mobiauto
Mesmo equipado com sistema mais focado em performance da autonomia, ele entrega satisfatórios 111 km de alcance no modo elétrico, segundo ciclo PBEV, e 900 km com tanque cheio e bateria totalmente carregada, segundo ciclo NEDC.
Ele tem medidas generosas: são 5,04 metros de comprimento, 1,99 m de largura, 1,76 m de altura e 2,95 m de entre-eixos. Seu porta-malas tem capacidade para 270 litros com os sete lugares, mas com a terceira fileira rebatida, o espaço sobe para 960 litros. E capacidade de reboque de duas toneladas.
Por dentro, o Atto 8 também entrega muita sofisticação.
BYD Atto 8 2027 – itens de série
Marcela Cavirro/Mobiauto
- Central multimídia de 15,6 polegadas
- Chave com destravamento por aproximação
- Assistente Google integrado
- Conectividade e atualização remota
- Head-up display (projeção do painel de controle no para-brisa)
- Teto-solar panorâmico
- Iluminação ambiente personalizável com 128 cores
- Sistema de som S-Sound cm 21 alto-falantes
- Bancos premium com função de massagem para quatro ocupantes
- Sistema de segurança ADAS 2+
- Câmera 360º e alta definição
- 9 airbags
- Suspensão de suspensão semiativa DiSus-C
Para efeito de comparação, o Tan entrega características bastante semelhantes de acabamento requintado e seu conjunto totalmente elétrico também performa bem. Equipado com dois propulsores que rendem 517 cv de potência combinada e 71,4 kgfm de torque. A bateria tem 108,8 kWh de capacidade, aceleração de 0 a 100 km/h é de 4,9 segundos e a autonomia é de 430 km.
Com essas características, o BYD Atto chega bastante competitivo e em um momento de ascensão de híbridos no mercado - diferente do Tan, que chegou muito caro e com uma tecnologia ainda não popularizada – para competir com GWM Wey 07, Toyota SW4, Volkswagen Tiguan, Jeep Commander e Caoa Chery Tiggo 8.
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