Ford Corcel: sedan com toque de Mustang e Renault é símbolo de resistência

Modelo americano foi inspirado em muscle car, assim como recorreu a modelo da marca francesa

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21.03.2026 às 13:12

Você já andou em um Corcel? Com esta pergunta singela começou o texto dessa semana. Isto porque o modelo médio da Ford fez muito sucesso no Brasil e trazia uma receita relativamente simples em meio aos concorrentes da Fiat e Volkswagen. Sem dúvida nenhuma marcou presença nas ruas.

A história desse modelo é bem interessante porque Ford, ao contrário de outras marcas que também traziam os seus carros do mercado europeu, acabou por escolher uma opção da Renault francesa e não de sua própria linha do mercado local.

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Esta decisão acabou ditando as regras para outros modelos da marca por aqui. No caso do Corcel a inspiração foi o Renault 12. Esse modelo fez muito sucesso na Europa e também entre os nossos vizinhos sul-americanos. Apesar de nunca ter sido vendido por aqui na Argentina e Uruguai ele acabou agradando o público entre os anos 70 e 80.

Sem dúvida nenhuma que a marca também inovou com a chegada do Escort em 1983. Afinal, aquele era um lançamento mundial e o mercado brasileiro não foi esquecido. Porém durante toda sua trajetória no Brasil usou motores CHT e AP e apenas na última fase trazia um conjunto mecânico à altura de sua importância de mercado, com o Zetec Rocam.

O Corcel foi lançado no final dos anos 60 com uma grande expectativa. Naquele período os motores boxer refrigerados a da Volkswagen dominavam mercado e era um grande desafio produzir algo diferente sem sofrer um ataque direto da publicidade germânica com seus carros que não esquentavam.

De qualquer forma o modelo, que teve clara inspiração no seu primo Mustang, se destacou no mercado e conseguiu um lugar ao sol. Inicialmente com a carroceria e duas portas e, mais tarde, com a carroceria de quatro portas que conquistou motoristas de táxi e famílias mais numerosas.

O exemplar da matéria é de 1977. Com destaque traz a excelente ergonomia e o desempenho bem acertado para o padrão de época com o motor de 1,4 litro. Vale destacar também a dirigibilidade desses carros que é um ponto forte e segue agradando quase 50 anos depois de sair da linha de montagem.

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