Nissan quer vender até time de futebol para fugir da crise

Marca japonesa quer cortar R$ 11 bilhões em custos fixos para tentar aliviar crise

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30.09.2025 às 11:40 • Atualizado em 01.10.2025

A Nissan está tentando de tudo para fugir da crise financeira que assola a empresa. Para isso, já cortou projetos, desistiu de produtos pouco lucrativos, fechou fábricas e segue sua reestruturação.

A empresa japonesa chegou até a negociar uma fusão com a Honda, outra grande fabricante japonesa que não vive um grande momento no mercado automotivo global. E agora parte para a venda de ativos, alguns deles um tanto curiosos.

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É o caso do Yokohama Marinos, time japonês fundado em 1972 com o nome Nissan Motors Football Club. Apesar de ter trocado de nome em 1992, o clube japonês ainda é propriedade da fabricante de automóveis, que tem 75% das ações do Yokohama.

Entre os grandes feitos do Yokohama, estão a Copa Asiática dos Campeões nas temporadas 91-92, justamente quando trocou de nome, e 92-93. No ano de 1989, o até então Nissan Motors FC garantiu a tríplice coroa, conquistando a Liga Japonesa, a Copa da Liga e a Copa do Imperador.

Divulgação/Yokohama F-Marinos

Divulgação/Yokohama F-Marinos

O interesse de venda do time de futebol foi revelado pelo site Nippon.com. A Nissan, como dito, é dona de 75%, enquanto os outros 25% pertencem ao City Football Group, que também é dono de Manchester City e Bahia.

Nos últimos anos, a Nissan deixou de patrocinar a Champions League, principal torneio do futebol europeu, bem como o City Football Group, que fazia exposição da marca em jogos do Manchester City.

Curiosamente, a situação do Yokohama Marinos na J-League, principal campeonato do Japão, também não é das melhores. O clube está na décima sétima posição com 31 pontos, a mesma pontuação do Yokohama FC, que é o primeiro dentro da zona do rebaixamento.

Além da venda do clube, a Nissan tenta se desfazer de um contato de naming rights do estádio internacional de Yokohama, que atualmente é chamado de Nissan Stadium. Segundo a imprensa japonesa, a Nissan fez uma oferta para reduzir o contrato a 50 milhões de ienes por ano, que é equivalente a R$ 1,8 milhão em conversão direta, ou menos da metade do valor atual.

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- Editor de conteúdo

Prefere os hatches com vocação esportiva, ainda que com um Renegade na garagem. Formado em jornalismo na Fiam-Faam, há 10 anos trabalha no setor automotivo com passagens pelo pioneiro Carsale, além de Webmotors e KBB.

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